quarta-feira, 21 de outubro de 2015

RIO EM GUERRA – SOCORRO FORÇAS ARMADAS!

“O mundo está perigoso para se viver! Não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa dos que o veem e fazem de conta de que não viram.” (Albert Einstein)

Governador Pezão pede que Exército ocupe o Chapadão

Por: Berenice Seara em 20/10/15 10:24

Em reunião, nesta segunda-feira (19), com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) pediu que o Exército ocupe o Complexo do Chapadão, na região da Pavuna.

Os militares, que também estavam no encontro, argumentaram, porém, que não têm recursos, neste momento, para bancar a operação.
Segundo o comando do Exército, calcula-se que a ocupação do complexo custaria o dobro dos mais de R$ 500 milhões investidos na Maré, onde a Força de Pacificação permaneceu por um ano e três meses.

Antecipação

A ocupação, pelos militares, dos morros do Chapadão, da Pedreira, da Lagartixa e do Quitungo já é prevista, mas apenas como parte do esquema de segurança das Olimpíadas de 2016. A região é estratégica, pois fica a um quilômetro do Complexo Esportivo de Deodoro.
Desde maio, setores da inteligência do Exército e dos Fuzileiros Navais fazem o levantamento das favelas, inclusive, fotográfico. Até Pezão pedir a antecipação, a ideia era que os militares entrassem nos morros somente no primeiro trimestre de 2016.


MEU COMENTÁRIO

Mais um PM é torturado e incinerado vivo no Chapadão, ao mesmo tempo em que o governador do RJ clama pelo apoio das Forças Armadas. Mas se recusa a adotar uma postura mais veemente, decretando Calamidade Pública no seu (nosso) Estado-membro, de modo que se possa instaurar aqui o Estado de Defesa em algumas localidades tão infestadas de bandidos ferozes que se demonstram capazes de neutralizar ações policiais estaduais, mesmo as das mais preparadas para o combate urbano (BOPE da PMERJ e CORE da PCERJ).

Uma das Calamidades Sociais elencadas na Doutrina da Defesa Civil, que não é atividade somente de bombeiros, como erradamente situa a CFRB, é o Banditismo Urbano e Rural. Isto é componente de doutrina antiga, especialmente grafada por Luiz Coriolano Tenan, especialista em Defesa Civil de renome internacional. Portanto, é só admitir a Calamidade Social e solicitar à União a decretação do Estado de Defesa que as Forças Armadas virão, mas com uma diferença: virão para atuar num contexto de Exceção Legal para desarticular em definitivo esse poderio absurdo e travar a sanha assassina dessas bestas-feras que não se contentam em apenas traficar drogas, mas decidem, como faziam os povos rudimentares no passado, pela tortura e morte de antagonistas, em especial de PMs.

Ignorar esses fatos e deixar de agir contra eles é abanar o fogo da violência ilegal, é estimular vinganças e ações descontroladas de policiais que não têm sangue de barata e culminam agindo por conta própria. Eis o caminho natural das chacinas, como a que ocorreu em Vigário Geral em agosto 1993 e se repetiu recentemente em São Paulo. Aliás, São Paulo se encaminha para o mesmo cenário de violência descontrolada que se vê no RJ.

Portanto, fede a demagogia o governante vir a público pedir o concurso das Forças Armadas do modo singelo como faz, embora saiba, pois as Forças Armadas já avisaram ao sair da Maré, que elas não mais tornariam a atuar no formato em que se propuseram no Complexo do Alemão e naquela última localidade (Favela da Maré) em que ficou por mais de um ano enxugando gelo até devolver a batata quente para a PMERJ.

Mais curioso ainda é o movimento para a extinção das Polícias Militares pátrias por influência principalmente das Polícias Civis junto a políticos de esquerda que ocupam o poder e querem ver o Brasil enfiado num caos maior ainda do que já se observa em todo o país. Enfim, pretendem as Polícias Civis estaduais que as PPMM sejam extintas, e elas então ocupem o solo pátrio sem concorrência, isto na contramão da realidade e num tal grau de irresponsabilidade que se assemelha ao perfil do próprio signatário da Emenda Constitucional nº 51, Senador da República Lindberg Farias, sendo certo que o mentor do texto é o assumido “eurocomunista”  e igualmente petista Luiz Eduardo Soares.

Bem, de uma coisa eu tenho certeza e afirmo sem temor: se não houver uma ação à altura do problema da violenta criminalidade armada que se vislumbra no RJ, a tendência é a de policiais militares revoltados com a morte estúpida de seus colegas reagirem por conta própria. E não creio que a estrutura, mesmo militarizada, ou qualquer lei ameaçadora, consiga travar o ímpeto de vingança que se forma nos bastidores dos quartéis e se entranha no coração e na alma ferida da tropa. E ainda assim, pasmem, querem desmilitarizar as Polícias Militares nos termos de uma PEC que ultrapassa as raias do absurdo!

Ora, não há como dar certo! O que essa turma de políticos irresponsáveis quer é desestablizar as instituições armadas do país para dar espaço aos bandidos formados em grupos paramilitares e aos movimentos sociais que se assumem como ameaçadores do próprio regime democrático, com animados e insanos intelectuais anunciando até o fuzilamento daqueles que não comungam com suas loucuras socialistas e comunistas. Lembra, sem tirar nem pôr, os tempos tenebrosos de Joseph Stálin, que mandou matar mais de um milhão de russos contrários ao socialismo e desterrou na Sibéria mais de 12 milhões de cidadãos igualmente avessos ao regime responsável pelo segundo maior genocídio da História da Humanidade, só perdendo para o massacre de judeus por Adolph Hitler.

Sem essa então de pedir “uma mãozinha” às Forças Armadas! O governante deve sim, assumir para si a responsabilidade do pedido de decretação do Estado de Defesa no RJ com base numa evidente Calamidade Social que deve ser por ele adrede decretada. Eis o primeiro passo rumo ao segundo que garantirá às Forças Armadas uma ação eficiente, eficaz e efetiva no território do RJ. Por sinal, pode ser até que o Estado de Defesa não mais atenda à gravidade do problema, pois a verdade é que o quadro situacional vigente demanda mesmo é a decretação do Estado de Sítio em todo o território do infortunado Estado do Rio de Janeiro.

Um comentário:

CARLOS OTAVIO DIAS VAZ disse...

Concordo plenamente Cel. Emir Larangeira. Já estamos vivendo um estado de calamidade pública. A intervenção militar tem que ser feita, antes que seja tarde. Aliás, já passou da hora!