sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – UM ILUSTRE DESCONHECIDO DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO RJ.

 

 

UM

 

 

No mundo de hoje, a vida é um “processo que não se esgota no tempo.” (Lee Smolin). Ela é uma viagem que tem um início e não mais terá fim. Portanto, a viagem precisa ser monitorada o tempo todo e não há como parar esse ciclo em direção ao futuro, este, que pode ser autodestruidor até tudo acabar.

Há quem diga que isso é abstração! Tal conclusão apenas demonstra que a Terra viaja rumo ao desconhecido e a população mundial finge que não vê, embora sinta na carne a perda abrupta dos parentes, amigos e vizinhos, enquanto a geração seguinte nasce e povoa todos os recantos do planeta, até que a troca de uma vida que desaparece seja mais rápida que a que faz nascer a vida seguinte, sem que se mude o determinismo da natureza. Planejar uma vida saudável num mundo veloz e turbulento é exigir de si um Planejamento Estratégico igualmente veloz.

Em 1989 viajei ao Japão e pude perceber a velocidade das mudanças tecnológicas, a ponto de determinado planejamento para a fabricação de algum aparato tecnológico nem mesmo sair da prancheta para o lixo, porque já está superado antes de nascer. Isto num país que existe há mais de três mil anos e numa civilização que supera a brasileira por mais de quinhentos anos. E, exatamente por isso, é que os japoneses vivenciam uma competição cruel, eis que enfrentam uma fertilidade humana que cresce exponencialmente, enquanto o aparato tecnológico que a confronta cresce aritmeticamente e não dá conta de suprir as necessidades humanas. Mas lá não há cracudos nas ruas, não há assaltos ne o último policial que lá morreu em confronto com bandidos foi há cem anos. Sem comentários.

A nossa PMERJ está muito longe disso, pensando pequeno e cumprindo tarefas voltadas para a “eficiência”, em vez de se arriscar para buscar o óbvio: a evolução de acordo com mudança ambiental e o ótimo do que faz. Porque ela chega sempre depois do fato em si, como é o caso do patrulhamento ostensivo em ambientes denominados “Setores”, desdobrados em “roteiros fixos” e em “pontos bases”, de modo a economizar gasolina. Em contrapartida, o assaltante está sempre por onde a viatura não passa; e, quando o patrulheiro passa, já houve o assalto. Ou seja, no fundo, ele é reativo aos acontecimentos, preocupa-se muito mais com a supervisão contra si mesmo, dando sugestivo exemplo da superada Escola Taylorista da Administração, que já foi consagrada como “científica”.

Esse introito serve como base para a continuidade do assunto Planejamento Estratégico voltado para o que há de pior no mundo contemporâneo assolado pelo Narcoterrorismo ou Narcoguerrilha... (continua em outro momento)

 

 

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