sexta-feira, 15 de maio de 2026

 

O PONTO DE EQUILÍBRIO – ESQUERDA OU DIREITA – OU DE INCERTEZA.

 

(por Emir Larangeira)

 

Não gosto de extremos, a não ser no futebol; houve época em que eu jogava de extrema esquerda ou de extrema direita, tanto fazia, sou ambidestro. Porém, não significa que fui craque; fui apenas peladeiro.

Na Ciência Política o centro é o equilíbrio. No mundo em geral o centro é o fiel da balança, espécie de ponto neutro, nem lá nem cá. Na Física Quântica há a matéria e a antimatéria. Em tudo há dualidade: bem/mal, luz/sombra ou corpo/mente. Também não gosto de seguir nenhum líder, não aceito padrões nem paradigmas, muito menos desses influenciadores hodiernos, midiáticos e narcisistas.

Sou independente e é por aí que passa minha liberdade de escolha. Entretanto, reconheço a inteligência e a cultura de filósofos, escritores, cientistas sociais e outros estudiosos aos quais me reporto, presto homenagens e cito-os em muitas oportunidades. Não suporto ativistas ideológicos, são grosseiros, ofensivos e lunáticos, sejam de esquerda ou de direita: perde-se tempo e tudo se torna improdutivo. No fim de contas, o mundo tem pressa, a vida tem pressa e esses ativistas são “pedras no caminho”.

É muito bom ler e ouvir especialistas no assunto em tudo quanto é campo de conhecimento, porém sem ideologias. Prefiro me ilustrar desfrutando a experiência de autoridades no assunto. Muitas vezes a citação de um estudioso complementa uma tese. Assim é o processo, é como a vida se desenrola no espaço e no tempo.

A verdade sempre está no centro, no ponto de equilíbrio onde você para e pensa. Às vezes, porém, o ponto de equilíbrio é a dúvida entre se direcionar à esquerda ou à direita em sua caminhada. É como um dilema; é o vértice do triângulo traçado a indicar dois caminhos bifurcados, porém desconhecidos. Nesse caso, utilizar a bússola ou outro meio de localização é preciso; conhecer antes o itinerário é preciso. E quando não se conhece o caminho não há como escolher o bom para evitar o ruim. O conhecimento prévio é o único caminho. Isso é mais que ideia, é vivência!

Com todo respeito, o Brasil descamba para o caos por conta desse dilema entre esquerda e direita e a pergunta que não quer calar: “Qual seria o caminho ruim e qual seria o caminho bom? Qual é o ponto de equilíbrio nessa escolha se não se sabe o que é melhor ou pior?” Esse é o ponto de desequilíbrio, hora boa de escancarar o maldito ativismo de minorias perturbando uma sociedade sem escolhas. Esse é nosso mundo político dos jogos de interesse pelo poder e/ou pelo dinheiro, não necessariamente nesta ordem.

Entretanto, o melhor caminho pode ser o do “mapa” para saber onde se chegará, ou o da vivência, que significa ter antes passado pelo caminho bifurcado para adrede conhecer os dois destinos. Desse modo, dá para escolher o melhor caminho sem erro ou azar. Suponhamos, por exemplo, dois candidatos e você a escolher um caminho entre ambos, ou três candidatos e você a escolher um caminho entre os três. No mínimo, você deve saber qual é o seu melhor caminho.

 

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