O
PONTO DE EQUILÍBRIO – ESQUERDA OU DIREITA – OU DE INCERTEZA.
(por
Emir Larangeira)
Não
gosto de extremos, a não ser no futebol; houve época em que eu jogava de
extrema esquerda ou de extrema direita, tanto fazia, sou ambidestro. Porém, não
significa que fui craque; fui apenas peladeiro.
Na
Ciência Política o centro é o equilíbrio. No mundo em geral o centro é o fiel
da balança, espécie de ponto neutro, nem lá nem cá. Na Física Quântica há a
matéria e a antimatéria. Em tudo há dualidade: bem/mal, luz/sombra ou
corpo/mente. Também não gosto de seguir nenhum líder, não aceito padrões nem
paradigmas, muito menos desses influenciadores hodiernos, midiáticos e
narcisistas.
Sou
independente e é por aí que passa minha liberdade de escolha. Entretanto,
reconheço a inteligência e a cultura de filósofos, escritores, cientistas
sociais e outros estudiosos aos quais me reporto, presto homenagens e cito-os
em muitas oportunidades. Não suporto ativistas ideológicos, são grosseiros,
ofensivos e lunáticos, sejam de esquerda ou de direita: perde-se tempo e tudo
se torna improdutivo. No fim de contas, o mundo tem pressa, a vida tem pressa e
esses ativistas são “pedras no caminho”.
É
muito bom ler e ouvir especialistas no assunto em tudo quanto é campo de
conhecimento, porém sem ideologias. Prefiro me ilustrar desfrutando a
experiência de autoridades no assunto. Muitas vezes a citação de um estudioso
complementa uma tese. Assim é o processo, é como a vida se desenrola no espaço
e no tempo.
A
verdade sempre está no centro, no ponto de equilíbrio onde você para e pensa.
Às vezes, porém, o ponto de equilíbrio é a dúvida entre se direcionar à
esquerda ou à direita em sua caminhada. É como um dilema; é o vértice do
triângulo traçado a indicar dois caminhos bifurcados, porém desconhecidos.
Nesse caso, utilizar a bússola ou outro meio de localização é preciso; conhecer
antes o itinerário é preciso. E quando não se conhece o caminho não há como
escolher o bom para evitar o ruim. O conhecimento prévio é o único caminho.
Isso é mais que ideia, é vivência!
Com
todo respeito, o Brasil descamba para o caos por conta desse dilema entre
esquerda e direita e a pergunta que não quer calar: “Qual seria o caminho ruim
e qual seria o caminho bom? Qual é o ponto de equilíbrio nessa escolha se não
se sabe o que é melhor ou pior?” Esse é o ponto de desequilíbrio, hora boa de
escancarar o maldito ativismo de minorias perturbando uma sociedade sem
escolhas. Esse é nosso mundo político dos jogos de interesse pelo poder e/ou
pelo dinheiro, não necessariamente nesta ordem.
Entretanto,
o melhor caminho pode ser o do “mapa” para saber onde se chegará, ou o da
vivência, que significa ter antes passado pelo caminho bifurcado para adrede conhecer
os dois destinos. Desse modo, dá para escolher o melhor caminho sem erro ou
azar. Suponhamos, por exemplo, dois candidatos e você a escolher um caminho entre
ambos, ou três candidatos e você a escolher um caminho entre os três. No
mínimo, você deve saber qual é o seu melhor caminho.
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