“REALIDADE
DO CFS92 E DA GRAM”
MANIFESTO
13/05/2026
ANIVERSÁRIO
DA NOVA PMERJ – UM DIA DE TRISTEZA.
“Na contrapartida do chafariz e da fonte, e como desgraça pouca é
besteira, aforismo cunhado pelos nativos da terra, Dom João foi servido baixar,
na rabeira daquela aluvião de tributos, um decreto criando uma guarda real de
PM para a cidade, em face do crescido número de desordens públicas, gatunagens,
incêndios, contrabandos e crimes de espécies diversas, que andam a ocorrer,
cotidianamente, nesta mui leal e heroica São Sebastião do Rio de Janeiro.” (Ruy
Tapioca em A República dos Bugres
- Rocco)
Já
dizia DEFOE: “Onde quer que Deus erga uma casa de oração, o
Diabo sempre constrói uma capela ao lado; e, depois de examinadas as coisas,
ver-se-á que a congregação deste último é maior.” E é como vejo as redes sociais: úteis, por
um lado e temerárias, por outro. Porque hoje não se sabe mais quem fala com
você, se é um holograma ou um ser real; não se sabe mais se quem fala é uma
mulher linda ou uma deformidade disfarçada em lindeza. Não se sabe mais se uma informação
é verídica ou se um milagre é verdadeiro.
Há,
sim, muita imaginação fértil e alterar a realidade, ou ela mesma se altera por
meio da Inteligência Artificial. E nós, simples mortais que passamos da hora e
atingimos a longevidade, depois de conhecer o PS1, o sinal de fumaça, e
ferramentas de comunicação do gênero somo bem mais vítimas dessa modernidade do
que seus aproveitadores. Sim, ficamos tontos com as mentiras porta na telinha
como se verdades fossem. E a pergunta que não quer calar e aqui se faz: essa
modernidade é útil ou temerária?
Temos
que seja temerária. No meu caso, que utilizo o computador para inventar
histórias e nem sei mais que letra eu grafava no papel, sinto-me escravo dessa modernidade
porque não mais posso viver sem ela. Sim, considero um “monstro” a me pegar e
me engolir com casca e tudo. Apavoro-me quando vejo a velocidade da informação
que desejo de maneira simples e ela vem tão completa como muitas vezes falsas,
deixando-me estupefato ou estupidificado.
Lembra-me
Brian Greene e sua obra “O Tecido do
Cosmo”, ao indagar em sua primeira frase: “O que é realidade”?... Sim, boa
pergunta e nos deixar em suspense, porque a pergunta, depois de ele discorrer
sobre muitas teorias, não conclui muita coisa que me esclareça como resposta.
O
perigo disso tudo é começarmos a vivenciar abstrações como verdadeiras, um
perigo que pode culminar num aperto de botão de bomba atômica. Sim, porque a IA
pode tudo, até mesmo pôr alguém falando como se fosse “realidade”, quando, na
verdade, é abstração tendente a se tornar um texto de lei. Exemplo melhor não
existe do que a tal lei da “Abolição do Estado Democrático de direito”, ou de
outras cuja interpretação é decorrente do poder de algum burocrata que empresta
o que diz como “realidade”, na medida em que as palavras passam a valer como
abstrações posta em linguagem latina ou alienígena para negar direitos. Seria,
como afirmou Tobias Barreto sobre o elemento subjetivo do tipo: “E como
substituir a cabeça pelo chapéu ou as mãos pelas luvas.” ou seja, tudo
artificial, tudo abstração, nada real ou verdadeiro, o que estimula ao poderoso
burocrata a negativa ou a afirmação do que bem entenda.
É
como hoje se observa a injustiça promovida contra os servidores militares do
CFS92 com direito à revisão do absurdo passado e até hoje não reconhecido como
realidade pura e simples, porém justificada e negada por um tal “impacto
financeiro” mais importante do que reconhecer o direto de milhares de pessoas.
Ou como negarem a GRAM para os veteranos militares estaduais por terem sido
inativados antes do ano de 2021, abalroando os significados semânticos da
Paridade, representado na Física Quântica de Brian Greene pela
letra “P”, ou da Simetria representada pela letra “S”. Ora bem, nem citarei
aqui a “integralidade”, pois tudo isso nos leva às raias do absurdo, tal como é
a própria “realidade” a ser demonstrada pelo renomado autor e levada à
conclusão de que ela inexiste.
Com
efeito, lidamos com uma abstração tornada lei confusa e louca, por conta de
pessoas maliciosas e estúpidas, porém quase nos igualando a elas e nos
prejudicando sobremodo. Essas pessoas são doentes e mereciam o hospício ou a
cova por prejudicar uma coletividade que, hoje, tem dúvida sobre o elementar e
real. E, como já sabemos disso, devemos lutar para sensibilizar os insensíveis
facínoras que prejudicaram sem pudor uma coletividade que atuou com o risco da
própria vida e sob juramento de morte em defesa de uma sociedade atônita e
indiferente.
Tudo
isso nos leva a pensar em alguns estudiosos e como eles estavam certos:
“O superior não erra e continua
inimputável porque ele não se sente culpado e, no máximo, pode sentir – se for descoberto
ou pego em flagrante – um tiquinho de vergonha.” (ROBERTO DAMATTA – Grandes
ideias – para Celso Lafer – artigo
publicado no O GLOBO de 14 de março de 2012 – coluna OPINIÃO – p.7)
OU:
“Recorrer
a um tribunal para obter justiça é como ir a um fotógrafo para extrair um
dente.” (Pitigrilli)
“É da
fricção é que nasce a vida, e é com a fricção que ela se aperfeiçoa.” (Ruy
Tapioca – A República dos Bugres - Rocco)
Emir Laranjeira
13Mai2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário