sexta-feira, 15 de maio de 2026

 

O INEGÁVEL DOMÍNIO DOS TRAFICANTES NAS FAVELAS DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO E DO INTERIOR

 

  (por Emir Larangeira)

 

O domínio das favelas por facções criminosas é um fato e não se discute. Também é um fato a sofisticação do armamento e da tecnologia dessas facções criminosas. E pior: é um fato a inferioridade numérica do sistema situacional a ser confrontada com a velocidade de reposição de bandidos presos ou mortos; pior ainda é a fila enorme de facínoras nas facções esperando a vez.

Para resolver um problema, a primeira providência é admiti-lo. A segunda é a seletividade do uso da força para a confrontação em diversos cenários urbanos. Se se considerar o problema um sistema dotado de subsistemas, torna-se fácil, teoricamente, sua solução com os meios disponíveis no espaço e no tempo. Mas este pode ser longo, se se conceber a eliminação do problema na origem.

Porém, é sabidamente entendido que os meios materiais e humanos das corporações policiais-militares são inferiores para combater fações organizadas. Temos então um problema insolúvel ou uma demanda além das forças de segurança púbica estaduais, porque, além de ser força de segurança delimitada em territórios, é prestadora de serviços no seu cotidiano e a demandar mais efetivos treinados na proteção individualizada de cidadãos. Mas essa estrutura há de ser federal, nos moldes militares, para atender aos reclamos das Forças Armadas em caráter nacional, ou atender às Polícias militares como tropa de reserva.

Sabemos que a necessidade já fez o “sapo pular”, mas sem planejar o pulo. Falo da famigerada FNSP (Força Nacional de Segurança Pública), estruturada aleatoriamente e muitas vezes destreinada. Hora boa, portanto, de se estruturar um dispositivo constitucional para se criar uma nova FNSP, com circunscrição federal, e subordinada ao Ministério da Justiça.

O efetivo da FNSP pode ser de licenciados por baixa das Forças Armadas, que, antes da saída recebam um mínimo de instrução teórica de Doutrina (cultura) e de treinamento de combate em ambiente urbano. Esse treinamento pode ser apoiado pelas Policias-Militares. Aí então o combatente da FNSP estará pronto para cumprir missões não somente entrosadas com as FA, mas também em apoio às PPMM pátrias no combate sistemático ao crime urbano, restaurando assim a tranquilidade pública hoje menosprezada pelo sistema.

No fim de contas, sabemos que as Forças Armadas devem estufar o peito para guardar o país de invasões estrangeiras e a FNSP deve ter o peito para dentro a cuidar da segurança pública e da segurança interna em todo Brasil. A primeira, órgãos de segurança pública, é a garantia instrumental da ordem pública; a segunda é garantia instrumental da ordem interna, tirando esse compromisso das Forças Armadas, elas poderão atuar nas grandes calamidades e em outras atividades na segurança interna, se os meios disponíveis forem insuficientes, mas que isto seja raro...

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