sexta-feira, 15 de maio de 2026

 

DANDO A CESAR O QUE É DE CESAR

 

“FORÇA ESPECIAL” E “SERVIÇO POLICIAL”

 

Não estamos aqui subestimando a tropa regular, que é valorosa e corajosa na missão de proteger a população no seu cotidiano. Doutrinariamente, chama-se tal função de “Serviço de Segurança”. O BOPE e o Batalhão de Choque são corriqueiramente chamados de “Forças de Segurança”. Tem-se assim a ideia de “serviço” e de “força”, com a segunda complementando a primeira e a PMERJ dependendo de ambas para preservar e /ou restaurar a ordem pública.

Muita gente não sabe da história da PMRJ no antigo Estado do Rio de Janeiro. Na verdade, toda cultura de combate das PPMM foi ensinada pelas Forças Armadas, estas que, desde os tempos remotos, possuíam suas “Forças Especiais”.

É assim nos exércitos de todo o mundo. Essa tropa de elite sempre moldou sua estrutura tendo como paradigma algum talento individual reaproveitado para tornar o homem uma máquina de guerra. Por exemplo: muitos caçadores experimentados se tornaram “atiradores de escol” por terem vocação para atirar com precisão. Nas artes marciais também se reaproveitou especialistas. E, depois de muito treino individual e coletivo, o homem combatente se tornou especial, daí a denominação de “Forças Especiais”, que seria o BOPE ou outro nome. No caso dos Treme-Terras, era esse grupo de abnegados oficiais, graduados e praças denominados “Demônios Verdes”, e poderia ser outra denominação, mas o espírito era o mesmo, herdado das Forças Armadas Brasileiras.

Enfim, admirar o BOPE e sua tropa de elite é mais que justo! Porém, também é justo que a tropa regular que responde por uma importante gama de serviços à população, - que vão da administração de conflitos ao exercício diário de combates, muitos até corpo-a-corpo, - seja igualmente homenageada. Por isso, uma tropa (combate) complementa a outra (serviço policial), e vice-versa.

É assim que tudo funciona, malgrado a malícia de alguns jornalistas ao noticiar a promoção por bravura do atual comandante do BOPE, Cel PM Marcelo Corbage, associando-a à morte de 121 facínoras do CV como se fossem boas pessoas. Não são! São bandidos e mereciam morrer e queimar no inferno.

Por outro lado, é um alento notar que a segurança pública vem sensibilizando o político a arrastar combatentes para a política eleitoral, demonstrando respeito ao conhecimento e à coragem desses homens que labutam na segurança pública. Isto significa valorização do trabalho de todos na segurança pública, esta que, historicamente, resume o trabalho policial. No fim de contas, o vocábulo “polícia” deriva do grego “polis” (cidade), indo a outro vocábulo também derivado do grego “politeia” (governo da cidade) e pelo latim politia (administração/governo), sendo matéria de domínio público.

Claro está que a escolha e o interesse de muitos policiais, sejam civis ou militares, seja pela vontade de colaborar na valorização do policial neste momento tão conturbado da vida nacional, estadual e municipal. Como muitas vezes eu insinuei, estamos diante de “um caso de polícia”.

Eis uma explicação simples da presença de policiais civis e militares na política, pois há muitos políticos envolvidos com marginas e bradando sobre a inutilidade ou violência da polícia. É portando, alentador, que muitos policiais tentem se arriscar em candidaturas e muitos políticos os convidem a montar estruturas eleitorais, como ocorre hoje no RJ.

Devo aqui dizer, na condição de pré-candidato e por ter estreado num mandato de deputado estadual na legislatura de 1991/1994, que internamente me regozijo com isto e torço por todos os pré-candidatos, independentemente de ideologia. Porque, para nós, “ideologia” é a “defesa do cidadão e de sua família”, seja ele de esquerda ou de direita. Porque somos nós os catalizadores desta difícil relação política neste país em franca transformação. Na política somos policiais sem armas, porém dispostos a mudar a vida do cidadão e de sua família por meio do poder legiferante.

Que o nosso exemplo seja seguido por muitos!

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