sexta-feira, 15 de maio de 2026

 

A HISTÓRIA DE CASTRIOTO


(por Emir Larangeira)

 

 

 

CENÁRIO DA ÉPOCA (Campos dos Goytacazes – Niterói/RJ)

 

 

 

O soldado Silva nasceu em 1825, disso ele tinha quase certeza, pois assim lhe dissera o nhonhô da casa-grande. Era conhecido na Caserna da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro como o “Velho PM”.

Silva venceu os anos e muita coisa viu em mais de cento e dez primaveras que contava ou pensava contar. Desfrutou, também, a oportunidade de conviver com pai e mãe, avôs e avós, vindos da África, ou de ANGOLA, ou MOÇAMBIQUE ou CONGO e TALVEZ DE LUANDA, todos de longe no tempo, porém mortos, como seus irmãos mais velhos, que ficaram no corte da cana-de-açúcar e foram enterrados debaixo de algum verdejante canavial. Não importa, “Os mortos ficam bem onde caem.”, como disse um dia seu irmão de cor mais importante das letras – Machado de Assis.

Ele, autodidata, aprendeu a ler e escrever ainda criança, com a ajuda do filho do nhonhô.

Muitas coisas seus ancestrais viram, sentiram e lhe contaram antes da partida definitiva de seus espíritos para os Campos da África. Mas, na verdade, ele nascera nos Campos dos Goytacazes, em meio ao trabalho árduo dos negros da senzala, como ele, no cultivo e no corte da cana-de-açúcar.

Trabalho duro e suado, a jararaca e a coral lhe ameaçando os pés, o pico, a morte de muitos na tenra idade ou em qualquer tempo da vida. Cobras traiçoeiras serpenteando nervosas nos canaviais à procura de gentes para matar, bastando nelas pisar. Muitas, porém, morreram esmagadas debaixo de pés calejados na rudeza nascida do atrito da carne bruta com o chão, pés negros e nus que amassavam até os mais duros espinhos.

Assim era a planície de muitos caminhos riscando passagens entre imensos canaviais que se perdiam no horizonte, as pontas roçando o céu. Tudo muito verde, até que o fogo surgisse queimando os quadrantes da cana no ponto do corte e matando as cobras.

A cana empretecida da fuligem caía aos montes no talho de amolados facões, muitos facões, alguns que vinham do tempo da escravidão. A escravidão acabara, mas o trabalho sistemático do corte da cana nem parecia tomar conhecimento. Nada mais havia a fazer. A abolição não mandara ninguém de volta à única liberdade que conheciam: as savanas da África. Como antes, ficaram todos a decepar a cana esperando a morte chegar.

Muitos eram os negros nos canaviais. Batiam os primeiros raios solares na terra úmida e lá estavam eles, em sombras opacas, no vaivém e no sobe e desce dos fios amolados e ferozes ceifando a plantação. Comiam lá mesmo a ração: a farinha, a rapadura, a carne-seca; comiam cobras e caças pequenas; comiam peixes pescados ou agarrados à mão em riachos. Sobreviviam pensando na África, nos antepassados e na liberdade perdida.

Aos dezessete anos, Silva rumou para outros mundos. Saiu da roça campista a caminho de Niterói, capital da Província do Rio de Janeiro. Veio vencendo caminhos distantes, o tempo escorrendo, a mula cansada, porém valente. Viu a Mata Atlântica perene, colada ao céu azul, e pensava na liberdade. Vinha em busca de outra vida num lugar melhor; porém, viveu em meio ao povo sofrido, do mato, pegando trilhas, buscando a cidade, buscando trabalho, buscando na coragem um incerto futuro. Ele era um desse povo que trilhava na incerteza saindo do nada para o desconhecido.

Finalmente chegou e passou defronte do Quartel da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro; e ouviu a corneta... O coração disparou. A farda cáqui, os botões, as guarnições de couro, bonés enfeitando os soldados. Seria um deles?... Sim, vendeu a mula, entrou no quartel e não mais saiu. Assentou praça ainda jovem, no tempo do laço caçando soldados, a maioria aprisionada “a pau e corda” (expressão cunhada na caserna da Guarda Policial da Província, como eles diziam, e ficou na História da que seria um dia a PMRJ.

No remoto RJ era assim: o Velho PM nasceu e cresceu predestinado a servir como futuro Guarda Policial da Província. Em chegando, foi olhado nos dentes e no corpo como se fosse cavalo bravio, tal como se lhe estivessem medindo a idade. Ele era, porém, jovem e forte, criado na caça, na pesca, no melado, na farinha, e na rapadura. Nadava no rio Paraíba, por isso tinha ombros largos, braços e pernas fortes. Comia robalo pescado na isca da minúscula aletria. Se cavalo ele fosse, seria corredor de grandes distâncias. Foi assim que o Sargento Cedro o fitou e lhe disse:

— Vosmecê é homem forte! Será bom soldado!

Ele, o Velho PM, ingressou na Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro em 1846, antes dos feitos heroicos do 12º de Voluntários da Pátria, nos idos de 1865 a 1870 e do não menos ilustre João José de Brito, tenente-Coronel Comandante da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro.

 

“[...] Outro fato histórico que teve participação importante da Polícia Militar foi o conflito iniciado em 1865 contra o Paraguai, no qual o Brasil formou com Uruguai e a Argentina a chamada Tríplice Aliança. Na época, como o país não dispunha de um contingente militar suficiente para combater os cerca de 80 mil soldados paraguaios, o governo imperial se viu forçado a criar os chamados “Corpos de Voluntários da Pátria”. Por ordem do presidente da província do Rio de Janeiro, o Corpo Policial fluminense envia contingente de 510 homens, sob a designação de 12º Corpo de Voluntários da Pátria, a comando do tenente-coronel João José de Brito, o qual partiu para o teatro de operações em 18 de fevereiro de 1865. Os feitos heroicos deste corpo de voluntários chegaram ao ponto de o governo argentino homenageá-lo, em 4 de abril de 1867. Seus membros, a partir de então, serem conhecidos como treme-terra [...].” (PMERJ – Wikipédia)

 

 

Antes do Tenente-Coronel EB João José de Brito, comandava a Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro o então capitão do EB João Nepomuceno Castrioto, já General e depois alçado a Brigadeiro na sua reforma. Foi o primeiro comandante; assumiu o posto em 11 de junho de 1835. Como capitão combateu na Bahia, em 03 de junho de 1874. Segundo a História, foi seu “batismo de fogo”, a comando do seu mentor, Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. 

Num tempo anterior, o ilustre Capitão João Nepomuceno Castrioto participou na guerra da Cisplatina: conflito entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina), que durou de 1825 a 1828, tendo como objetivo controlar a região da Cisplatina, que hoje é o Uruguai. Foi Castrioto o heroico comandante de tropa na Revolta dos Liberais de 1842, combatendo em Minas Gerais e São Paulo, - Liberais que intentavam a Independência, - e, além disso, atuou num árduo trabalho visando à libertação dos escravos oriundos da África e aportando em Mangaratiba e algures.

Silva, o “Velho PM”, curioso, ouvia tudo, quem lhe contava era um desses guerreiros que fora à Guerra do Paraguai na viagem de navio e no lombo do burro socando o chão, seco ou molhado, acampamentos de caminho, prostitutas e gado de corte seguindo a tropa, tendo como Bússola o Sol. Ele, como os outros, eram homens do mato, da luta de sobreviver na natureza: nada sentiam, eram fortes; cada qual levava o bornal cheio de balas, fuzil no ombro e baioneta armada. E, na cinta, o facão afiado de cortar cana...

Ninguém pensava morrer, só nas batalhas, nas vitórias e nas verdades aumentadas ao bel-prazer das mentiras... Aos vencedores as honrarias e os créditos, e até aos mentirosos (“Ao vencedor as batatas” – M. Assis).

O valente sargento Cedro era um honrado defensor da pátria. Ele falou do Sargento Pardal, heroico graduado, responsável pela guarda da centenária Bandeira Nacional. Silva o ouvia atentamente. Se fosse à guerra, medo não teria! E lhe veio o nome de guerra, herdado do Nhonhô da Casa-Grande: Silva!... Anotaram o seu nome, Sebastião da Silva. Ele dizia, somente dizia, porque certidão não havia, era apenas um papel dado pelo Nhonhô que ficara patrão no lugar do pai ao fim da escravidão.

As batalhas da guerra o empolgado sargento Cedro as contava, foram infernais. Ceifaram vidas e vidas, não deixaram paraguaios adultos de pé, muitos meninos morreram, até as mulheres morreram, a maioria violentadas. Guerra infernal, batalhas terríveis e sangrentas: em Curuzu, Curupaiti, Corrientes, Lomas Valentina, Humaitá, Cerro Corá e muitas outras. Corpos caíam com vísceras expostas ao corte da baioneta ou no retalhado do facão, o mesmo que antes cortava a cana doce como o mel.

O facão era a alma daquelas gentes antes escravas e depois de investidas como soldados. Sangue, muito sangue nas águas dos rios e riachos. E veio a vitória, suada e sangrenta, porém a vitória, e veio o heroico retorno nos braços da glória, e veio a promoção! A mancha do dedo no papel era a assinatura. Assim Cedro chegou a sargento, medalhas de herói enfeitando o peito, colocada por seu Comandante, Tenente-Coronel João José de Brito. Ele, Silva, fascinado, tudo ouvia.

No quartel, Silva assentou praça como cavalariço do comandante, Capitão João Nepomuceno Castrioto, permanecendo nesta faina até Castrioto deixar o comando, depois de 25 anos. O seu cavalo, Crioulo dos Pampas, baio e forte, era o melhor. Porém, havia o medo das ruas, das gentes que passavam, e ele, Silva, sentindo falta do mato, da cana, e da vida selvagem onde encontrava a paz. Na verdade, a caserna era seu refúgio. Ali ele ficava e de lá não sairia; para ele era assustador. Mas depois de um tempo saiu em aventura das moças que se mostravam a dinheiro. Mas logo tornava à Caserna, e o tempo escorria moroso.

Muitos milicianos ele viu passar, sentado no banco daquele quartel, de onde pouco saiu; viu muitos heróis de batalhas fratricidas em solo pátrio. Na reserva da tropa, no quartel, ele ficou. Antes, ajudava na faina diária, superiores agradados, fazia o mesmo em vício de escravo. Foi quando começou a ouvir a história do seu valoroso comandante: o Brigadeiro João Nepomuceno Castrioto (Nome de Guerra: Castrioto).

O General Castrioto teve o seu nome gravado no portal da caserna principal, homenagem que venceu os tempos e lá está até os dias de hoje (ano de 2025). Mas outras aventuras reafirmavam o seu nome no portal, até seguir para inúmeras aventuras que lhe poderiam vir de caminho.

Ainda na virada do século, muito depois de proclamada a República, houve intentonas, revoluções e outras insurgências entre irmãos. Ouvia-se dizer das guerras mundo afora, que foram travadas muito longe da Caserna “Treme-Terra”. E aconteceram vários episódios, muitos alegres, alguns jocosos, outros dramáticos, e tragédias também!...

Nesse estádio do tempo os soldados da Guarda Policial do Rio de Janeiro eram ainda caçados “a pau e corda”: gentes de todas as lonjuras e de todos os naipes, porém miseráveis e sem destino. Já os de família rica e letrados vinham como voluntários e eram imediatamente nomeados oficiais, dependendo de suas habilidades. Esta era a cultura reinante no militarismo pátrio daqueles tempos.

A Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro era a mãe gentil que surgia na hora da luta pela vida, que começava no isolamento do mundo familiar e terminava no quartel e nas batalhas. Mas a tropa treinava e trabalhava vendo avançar o progresso e as batalhas, e a morte geralmente em lutas desiguais. Afinal, “os mortos ficam bem onde caem.”

Esta é parte da história do ilustre capitão Castrioto, saudoso ajudante-de-ordens do patrono do Exército Brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva [Duque de Caxias], que foi comandante-chefe das tropas brasileiras na Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870.

Duque de Caxias, era respeitado e admirado por todos devido à sua coragem e determinação. Foi ele quem indicou, por mérito, o Capitão Castrioto, seu ajudante-de-ordens, como primeiro comandante da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro.

A respeito do Barão de Caxias, - de quem Castrioto, fora muito próximo, - ressalta-se que Duque de Caxias, excelente estrategista, muitas vezes lutava com a tropa na linha de frente, como de fato o fez no arraial de Santa Luzia, já Marechal de Campo, pois é o que afirma o Coronel EB e historiador Carlos Roberto Carvalho Daroz: “No combate de Santa Luzia, o Barão dirigiu pessoalmente uma carga de baioneta contra os revoltosos”.

Com efeito, fazer referência a Luiz Alves Lima e Silva - alçado Duque de Caxias, sua maior honraria da nobreza - é como acrescentar vitórias e mais vitórias em seus diversos combates, razão pela qual é o digno patrono do Exército Brasileiro. 

Mas agora retornaremos ao nosso herói Castrioto na sua escalada política.

Tornemos ao miliciano Silva, que tudo ouvia com admiração, da boca de muitos veteranos, a igual trajetória do Capitão Castrioto, que, ao ser reformado como Brigadeiro, acumulara em sua história de vida uma intensa atividade política. Tudo começa em 1835, quando foi escolhido por Duque de Caxias para comandar, por 25 anos ininterruptos, a Guarda Policial do Rio de Janeiro, depois denominada PMRJ, esta que, finalmente, após 1975, foi unida à Polícia Militar do Estado da Guanabara e tornou-se a atual PMERJ.

Como já aqui narrado, Castrioto ingressou na vida militar incorporando-se ao Exército Brasileiro, alcançando o posto de Capitão. Diretamente ligado a Luís Alves de Lima e Silva (o Duque de Caxias) foi por ele indicado para comandar a recém-criada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, sendo posteriormente reformado como Brigadeiro, em 14 de março de 1861, e substituído pelo capitão Tomaz Gonçalves da Silva.

Castrioto atuou no combate ao tráfico de escravos no litoral e na pacificação das Províncias de São Paulo e Minas Gerais, estas, protagonistas das Revoltas liberais contra o Governo Imperial controlado por Conservadores, tendo como força a elas desfavorável um Militar denominado Duque de Caxias.

À frente da tropa fluminense, nessa comoção intestina de São Paulo, estava o capitão Castrioto. Porém, passado o tempo, - e capitalizando todas suas ações bem-sucedidas na Caserna e na Política, - faleceu em sua fazenda de San’Anna, cuja sede ficava na Freguesia do mesmo nome, em Niterói, no dia 11 de junho de 1874.

Durante 34 anos de política ele ocupou o cargo de Deputado Provincial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e de Deputado-Geral representando o Imperador na Província, na 10º Legislatura, pelo Partido Conservador. E, ao término de sua carreira, alcançou o posto de Brigadeiro, ocasião em que foi agraciado com a Ordem de São Bento de Avis, no grau de Comendador; do Cruzeiro, no grau de Cavaleiro, e da Rosa, e a medalha da Guerra da Independência.

Como político, o nome do Brigadeiro Castrioto ainda hoje é cultuado pela extinta PMRJ. Há uma Escola Estadual com seu nome no atual Ponto Cem Réis de Santana, em Niterói; há um nome de rua num importante bairro (Barreto), também em Niterói; também há, com seu nome, um bairro na cidade de Petrópolis, além de importante acervo histórico guardado no museu da PMERJ, no Rio de Janeiro, onde está a Bandeira Centenária da PMRJ na Guerra do Paraguai.

Toda esta história está anotada em livros diversos, na memória e nas vivências de outros tantos Policiais Militares na Caserna General Castrioto, onde viveu o nosso herói - o Velho PM (africano liberto e praça-de-pré ou miliciano, ou soldado ou “Treme-Terra”) todos a contar histórias e lendas sobre o comandante Castrioto.

Hoje, depois de tantos anos, o passado da tropa não é facilmente alcançado, o que impõe narrar esta história para a posteridade, iniciando-se por sua resumida história de vida:

 

Incorporado ao Exército Brasileiro, foi alçando ao posto de capitão ajudante-de-ordem de Duque de Caxias.

Foi como chegou ao Comando da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro – 1835/1869. Este ilustre brasileiro nasceu em 16 mai 1801 e faleceu em 11 de junho de 1873. Seu batismo se deu aos 04 anos, no dia 23 de julho de 1805, na Igreja Nossa Senhora do Carmo da antiga Sé, Rio de janeiro (Fonte:familysearch.org.).

Sua primeira esposa: Francisca de Assis Castrioto, com quem teve quatro filhos. Um dos seus filhos se tornaria não menos ilustre que ele. Tratava-se do nacional Carlos Frederico Castrioto, advogado, promotor de justiça, juiz municipal, delegado de polícia, deputado provincial, deputado geral, ministro da Marinha e senador pelo Partido Conservador. Como o pai, era católico, e, também como o pai, tornou-se militar e político.

 

RESUMO HISTÓRICO

 

“Em 14Mar1861, o Presidente da Província do Rio de Janeiro assinou o seguinte despacho: ‘O Presidente da Província do Rio de Janeiro tomando em consideração o que lhe requereu o Tenente-Coronel do Estado-Maior do Exército, João Nepomuceno Castrioto acerca da impossibilidade de continuar no serviço do Corpo Policial, em consequência de sua avançada idade, resolve conceder, e efetivamente concede, ao mencionado, reformado no posto que exerce de Comandante-Geral do sobredito Corpo Policial, por contar no mesmo posto mais de vinte e cinco anos de serviço, como provou por documento. Palácio da Presidência, em 14 de março de 1861, Ignácio Francisco Silveira da Motta.

O Ten-Cel João José de Brito assumiu o Comando-Geral do Corpo Policial. No mesmo ano de 1861, Castrioto requer sua reforma do Exército. Foi reformado em 05Jul1863, no posto de Brigadeiro.

A Fazenda de Sant’Anna, sua propriedade, deu origem ao atual bairro do Barreto, em Niterói, onde há uma rua com o seu nome.

A Caserna General Castrioto, na Av. Feliciano Sodré nº 190, era o QG da Polícia Militar do antigo estado do Rio de Janeiro. Pelos Decretos nº 2.988 de 05Dez1946 e 4.823 de 07Set1954, Castrioto foi instituído Patrono da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Escola de Formação de Oficias daquele estado, criada em 01Set1953. Pelo Decreto nº 5.728 de 17Jun1982, foi instituída a Medalha Prêmio Brigadeiro Castrioto para agraciar o 1º colocado no Curso de Formação de Soldado da PMERJ.” (crédito: Imprensa do Exército)

“Ainda durante as regências é criado o Município Neutro da Corte, por meio do Ato Adicional datado de 12 de agosto de 1834. Entre outras disposições, ele separa a cidade do Rio de Janeiro da província, deixando a o Corpo de Guardas Municipais Permanentes sediado no Rio de Janeiro de ter responsabilidade pelo policiamento do atual interior e baixada fluminenses. (Fonte: Wikpédia)

Em 14 de abril do ano seguinte, é instalada uma força policial denominada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, por meio da Lei nº 16, promulgada pelo presidente Joaquim José Rodrigues Torres, sediada em Niterói, com efetivo autorizado de 241 policiais. (Fonte: Wikpédia)

Seu primeiro comandante foi o capitão João Nepomuceno Castrioto, indicado pelo major Luís Alves de Lima e Silva, então comandante dos Permanentes e futuro Duque de Caxias, tendo essa Guarda entrado em combate em diversas oportunidades, como nas Revoltas Liberais de 1842, quando lutou em Minas Gerais e São Paulo. Fonte: Wikpédia)

Após seu primeiro ano de criação, com esforços das câmaras municipais e do recém instalado governo provincial, já contava a Guarda Policial com destacamentos em Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Itaboraí e Valença.” (Crédito: histórico publicado pela PMERJ).” (Fonte: Wikpédia)

“O Conselheiro, Dr. Carlos Frederico Castrioto, nasceu em 17 de setembro de 1833, seu pai, João Nepomuceno Castrioto, tinha 32 anos e sua mãe, Francisca de Assis Castrioto” (idade não apurada), contou quatro filhos. (crédito - Wikpédia).

“Castrioto nasceu em 16 de maio de 1801, em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; seu pai, Antônio José Castrioto, tinha 34 anos e sua mãe, Anna Joaquina Da Silva Sandoval, tinha 35 anos. Castrioto teve pelo menos 1 filho com Iria Maria Da Conceição. Ele faleceu em 11 de junho de 1874, em sua cidade natal, com 73 anos, e foi sepultado em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.” (crédito – family search)

 

NOME DE SANTO – (crédito; WIKPÉDIA):

 

“O nome Nepomuceno procede de Neopomuk, uma cidade de Boêmia, na Tchecoslováquia. Em 1383 foi São João Nepomuceno ali martirizado, por ordem do Rei Venceslau IV. Posto que o Santo lhe recusou manifestar os pecados da rainha Joana, sua esposa.

Sobrenome ibérico de procedência religiosa, derivado de São João Nepomuceno (1345-93), mártir cristão morto em Praga, República Tcheca, no século 14.” (crédito Familysearch - https://ancestors.familysearch.org › GMSD -392” 

 

BRAZÃO DA FAMÍLIA CASTRIOTO

 

 

 

190 ANOS DA CRIAÇÃO DA GUARDA POLICIAL DA PROVINCIA DO RIO DE JANEIRO.

 

Em 14 de abril de 1835, o Dr. Joaquim José Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí, primeiro Presidente da Província do Rio de Janeiro, criou a Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, posta sob o comando do Capitão João Nepomuceno Castrioto. Em 1844, passou a se chamar Corpo Policial da Província do Rio de Janeiro. Em 1865, a força policial foi enviada para a guerra contra o Paraguai, formando o 12.º Batalhão de Voluntários da Pátria (depois 44.º Corpo de Voluntários), apelidado de "Treme-Terra". Em 1889, passou a se chamar Força Militar do Estado do Rio de Janeiro e, em 1947, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em 1975, foi extinta, ao se fundir com a Polícia Militar do Estado da Guanabara, dando origem a atual Polícia Militar fluminense. A Caserna General Castrioto, na Av. Feliciano Sodré, 190, em Niterói, é o antigo quartel da Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro. Antônio Seixas, no Grupo História Fluminense.

BIBLIOGRAFIA

 

1          - Textos do site Wikipédia gerados pela PMERJ e outros decorrente de pesquisa.

2          - Revoltas liberais de 1842: O Império Consolidado – Daroz, Carlos Roberto Carvalho

3          – https://facadeprata.com

4          - Junior, Celso Posas – O último Dia – Ed. Itapuca – Niterói/RJ 2017

3.5       Assis, Machado - Memorial de Aires – 1908 – Ed. MEC - Ficção - Domínio Público.

6. Paiva, Bernardo Guimarães – Escrava Isaura – Ficção - Ed. Vermelho Marinho, - Usina de Letras – Ed. Estronho (Marcelo Amado) - 2009.

7. Armitage Jonh – História do Brasil – Vol. 142 – Livraria Senado – Ed. Casa Smith, Elder – Londres – 1836.

8          - Texto da PMERJ nos 186 anos da extinta PMRJ – Casa Militar – 14/04/ 2020 - Google.

9          - Guerra do Paraguai: a ação de Caxias – Mapa do Site (crédito) – Escola na Cultura Digital – 20/01/2025.

10 - Do Prado, Francisco Silveira. A Polícia Militar Fluminense no Tempo do Império. Imprensa do Exército. Rio de Janeiro, 1929. Do Prado, Francisco Silveira. Histórico da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Oficinas Gráficas da E.P. Washington Luiz. Niterói, 1929.”

9 - Larangeira, Emir Campos. Velho PM – Ficção, “à clef” (“à chave”) como literatura compromissada com a verdade dos fatos - texto do autor: hipotético cenário histórico – Ficção - 2007.

 

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