domingo, 18 de outubro de 2009

O narcoterrorismo carioca: uma tragédia anunciada



“O Estado paralelo do crime não é obra de ficção. Ele humilha, mata e explode os alicerces da República. Até quando?” (Waldih Damous – Representante da OAB no Rio)



Num tempo nem tão distante dos dias atuais, um importante e decisivo dirigente político e titular da pasta da segurança pública no RJ exultantemente parafraseava ante a grande mídia: “O comando vermelho não existe!” E ainda chacoalhava, acrescentando: “O comando vermelho é um besteirol!”
Na época, ironias e sarcasmos à parte, a declaração parecia funcionar como “palavra de ordem” para uma desnorteada polícia, que, diante da assertividade da autoridade que os comandava, só lhe cabia reconhecer o anúncio como verdade a ser assumida e se encaminhar à omissão operacional.
Na mesma época, coincidentemente, um pouco mais ou menos no tempo, estourava nas livrarias um polêmico livro intitulado: “Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado”. O livro, dizia o seu autor, renomado jornalista Carlos Amorim, resultara de 12 anos de pesquisas e não era ficção. Assumia o autor a realidade dos episódios narrados, altamente comprometedores em relação ao quadro político-situacional iniciado talvez em 1981-1982.
Vivenciávamos o segundo período do brizolismo no Estado do Rio de Janeiro. Para reforçar a argumentação, vou sublinhar alguns trechos do referido livro que se reportam literalmente a esse quadro político:



1. "Anunciou uma política de preservação dos direitos humanos, numa cidade onde os grupos de extermínio agem abertamente. Colocou na Secretaria de Justiça um ex-perseguido político e companheiro de partido, Vivaldo Barbosa. (...) Brizola chega a nomear um ex-preso político da Ilha Grande, José Carlos Tórtima, Diretor de Presídio. O crime organizado explorou com habilidade cada uma dessas demonstrações de civilidade do governo estadual." (AMORIM, Carlos. COMANDO VERMELHO - A história secreta do crime organizado – Ed. Record, 1993, pág. 148)


2. "Os limites impostos à ação policial nos morros da cidade permitiram o enraizamento das quadrilhas (...). A paz no morro é sinônimo de estabilidade nos negócios. (...) Mas o respeito ao eleitor favelado – que decide eleições no Grande Rio – ajudou indiretamente na implantação das bases de operação do banditismo organizado. (...) Estava determinado a consolidar a base política que se apoiava enfaticamente nos setores pauperizados. Na eleição de 82, pesou o apoio da Federação das Favelas (FAFERJ) e da Federação das Associações de Moradores (FAMERJ). Mas o fato é: o crime organizado usou tudo isso para crescer. (...) O desenvolvimento do Comando Vermelho foi o subproduto de uma Administração que respeitou o cidadão." (Ibidem, pág. 148/9)

3. "(...). Na Ilha Grande, diante de toda a imprensa, um acontecimento insólito: a autoridade pública é recebida por um dos 'vermelhos', um dos novos xerifes da prisão, Rogério Lengruber, o Bagulhão. O representante do Comando Vermelho veste bermudas, camisetas e sandálias havaianas. Mete o dedo na cara do secretário de Justiça e comunica a ele que os presos estão cansados de ouvir o blablablá do governo..." (Ibidem, pág. 149)

4. "(...). No dia 30 de setembro, uma quinta-feira, os homens de confiança do governador Brizola se reúnem secretamente num anexo do Palácio Guanabara. O motivo do encontro é a incontrolável violência nas cadeias. A conversa a portas fechadas dura toda a noite e parte da madrugada. Estão presentes o secretário Vivaldo Barbosa e seu subsecretário Antônio Biscaia, o secretário de Polícia Arnaldo Campana, o comandante da PM, coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, o Diretor do Desipe, Avelino Gomes..." (Ibidem, pág. 157).

5. "O Comando Vermelho tinha cartas marcadas para a licitação do mercado de drogas. Na verdade, não estava muito longe de controlar o tráfico. A questão já andava muito bem encaminhada. Alguns dos maiores traficantes do Rio, como Escadinha e Silvio Maldição, pertenciam à organização. Outros foram chegando: Denis Leandro da Silva, o Dênis da Rocinha, Darcy da Silva Filho, o CY DE ACARI.” (Ibidem, pág. 161)

Voltando atrás no tempo, – para não ser faccioso como os membros da facção política em sublinha, – eu creio ser boa oportunidade relembrar a “epopeia” de Zé Bigode, famigerado membro do CV. Ele enfrentou sozinho, na Ilha do Governador, um impressionante aparato policial, em 3 de Abril de 1981, ferindo e matando alguns policiais. Foi finalmente abatido por uma equipe de operações especiais comandada pelo então capitão ou major PM Paulo César Amêndola, hoje coronel da reserva, fundador do BOPE e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.
É vasta a literatura sobre o Comando Vermelho e, especialmente, sobre o audacioso Zé Bigode (José Jorge Saldanha), espécie de Übermensch (o goethiano “Super-Homem”) do crime organizado, cujos mandatários, dentre outros de ontem e de hoje, merecem aqui a lembrança: William da Silva Lima, o Professor; Jose Carlos dos Reis Encina, o Escadinha; Rogério Lemgruber, o Bagulhão; Carlos Alberto Mesquita; Paulo Nunes Filho, o Careca; Paulo César Chaves, o PC Branco; José Jorge Saldanha, o Zé do Bigode; Eucanan de Azevedo, o Cana; Orlando Conceição, o Orlando Jogador; Paulo David, o Padre; Apolinário de Souza, o Nanai; Adevani Fumero, o Arara; Luiz Orlando Gomes, o Cara de Rato; Silvio Maldição; Francisco Viriato de Oliveira, o Japonês; Fernandinho Beira-Mar; Marcinho VP; e Elias Maluco.
O episódio de Zé Bigode tornou-se título de um livro escrito pelo fundador do Comando Vermelho, William da Silva Lima, o Professor: “Quatrocentos contra um – Uma história do Comando Vermelho. Curiosamente – ou estranhamente – o livro foi prefaciado pelo sociólogo Rubem César Fernandes e editado pela Ed. Vozes, sob os auspícios do ISER (Instituto de Estudos da Religião), sigla vinculada à Igreja Católica, que igualmente mantém em atividade a Pastoral Penal. De um lado, o livro do jornalista denunciando os conluios entre políticos dos mais altos escalões do PDT e o CV; do outro, o livro do bandido assumindo a organização criminosa que o destacado dirigente político do PDT afirmava “não existir”.


Claro que, ante tão tamanhão incentivo político-institucional, o CV transformou seu ideal revolucionário, herdado dos presos políticos na Ilha Grande, em poderosa estrutura, destacando-se sua inteligente trilogia: “Paz, Justiça e Liberdade”. Esta nos remete à Revolução Francesa e à histórica trilogia: “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”. E aqueles que eram bandidos comuns se tornaram mitos para os seus seguidores, milhares de jovens armados e treinados em guerrilha urbana, o que facilmente se deduz por suas táticas cotidianas de ataque e defesa. Da pequena lista supracitada (os mitos), muitos morreram e de outros não se tem notícia, exceto dos três últimos, que estão presos e se reportam aos tempos atuais, dispensando-se maiores comentários a respeito de suas ações criminosas.
Pior é ler que a autoridade responsável pela segurança pública, um delegado da Polícia Federal conhecedor do assunto, subestima o poderio do narcoterrorismo que nos últimos anos vem ceifando a vida de dezenas, – quiçá centenas, – de policiais civis e militares. Ele prefere exaltar as corporações agora empenhadas bem mais em “pacificar” e “combater milícias”, deixando a mídia eufórica e já pensando nos lucros da Copa do Mundo de 2010 e das Olimpíadas de 2016. Tudo bem, são boas ações. Mas ignorar o resto é um reducionismo perigoso. Recusar a ajuda federal é demonstração de não tratam do assunto com a seriedade devida. É gesto voluntarioso a aparentemente atender ao jogo político, mas não às reais necessidades do povo nem dos policiais estaduais, que também precisam ser preservados moral e fisicamente.
Com efeito, afinado com o governante, o ilustre e honrado secretário reduziu a gravidade do problema, – embora estourado feito bomba atômica diante de si, – à perda de pequenos territórios “pacificados” e ao “desespero” de alguns traficantes perdedores. Seria cômico se não fosse trágico. Porque subestimar o poderio do banditismo nesse andar da carruagem, – depois de ter um helicóptero abatido numa favela não-pacificada dentre mais de 500 outras dominadas pelo tráfico (parece surrealismo de filme americano), e depois de ver alguns subordinados mortos, – subestimar o poderio do banditismo nesse andar da carruagem, dando impossível maquiagem política a uma calamidade social, é de lascar. A PMERJ foi bem mais coerente: expediu grave Nota Oficial e partiu para o revide. É o mínimo que se espera de homens honrados e valentes que ora comandam a PMERJ.
Contudo, o problema vai muito além de “raivinhas particulares” e de “desesperos específicos”. Ele é grandão não é de agora, para tranquilidade dos governantes e dirigentes atuais. Como estou historiando em rápidas pinceladas, digo que a erupção desse vulcão social começou lá atrás no tempo e recebeu muitos incentivos oficiais, modo covarde de encarar uma criminalidade feroz. Fizeram mais esses facciosos políticos partindo à retaliação dos policiais que combateram esses criminosos na ponta da linha, agradando sobremodo aos seus prepostos dos encontros furtivos e ostensivos na Ilha Grande. Eu fui um dos violentamente retaliados. Em 1989, comandei a prisão de um dos mais procurados traficantes do país e textualmente referido no livro de Carlos Amorim: o Cy de Acari (Darcy da Silva Filho). Ele era conhecido nos corredores da polícia como “galinha dos ovos de ouro” de policiais e políticos. Como prêmio, porém, fui bombardeado pela facção por meio de várias acusações graves, todas posteriormente repelidas pela Justiça. Mas o problema era o de atender ao banditismo da época, e eu era uma espécie de alvo preferencial: tenente-coronel da PM, deputado estadual e opositor ferrenho ao regime de omissão policial, claro.
Quando destaco o brizolismo, não me refiro ao PDT de hoje, que acolhe muitos políticos honrados e competentes, assim como havia ótimos políticos no partido mesmo naquela época turva. Refiro-me ao PDT dos senhores Leonel de Moura Brizola e Pedro Paulo Ferraz dos Santos, este, de vasta folha penal, “líder comunitário” em Acari e candidato a deputado estadual em 1990, pelo PDT, disputando contra mim as eleições no mesmo ambiente social em que eu combati seus patrões preferenciais: os traficantes da Favela de Acari. Mais prova de conluio que esta, eu não conheço.
Mas tudo isso é atualmente irrelevante; o tempo passou e o banditismo floresceu sobremodo, bem como se armou como tropa militar e deste modo está agindo no ambiente social do malfadado Estado do Rio de Janeiro, mormente na Capital. Minimizar problema tão grave como a criminalidade organizada e expandida ao extremo é temerário; e não há nenhum problema em assumir a sua gravidade para melhor enfrentá-la. E, em assumindo-a, reconhecer que o passo está maior do que as pernas e pedir a ajuda federal, decretando a necessária exceção legal para combater em superioridade de condições esse tenebroso narcoterrorismo. Se não acontecer, arrisco-me a um prognóstico: não haverá aqui nenhuma Copa do Mundo nem Olimpíadas. Afinal, time contra há de montão mundo afora. Pode até haver boicote por parte de alguns países que sonham com a taça e com as medalhas.
Há, porém, uma esperança: os traficantes também querem lucrar com os eventos internacionais e com os narizes e veias estrangeiros que aqui chegarão ávidos de droga. Daí, talvez, essas atuais tentativas violentas de conquista ou reconquista dos valiosos “espaços mercadológicos”, para depois, e finalmente, reinar a “paz”, a “justiça” e a “liberdade”, trilogia que o banditismo propõe às comunidades que dominam a ferro e fogo sem tomar conhecimento do Poder Público. Até lá, haja confronto, sangue e morte!...

6 comentários:

Márcia Machado disse...

DIA TERRÍVEL!



Hoje não só a cidade do Rio de Janeiro, não só o Estado do Rio, não só a PMERJ, mas milhões de pessoas de vários locais do mundo, tomaram conhecimento do fato trágico ocorrido com nossos amigos do GAM (Grupamento Aéreo Marítimo). Desde que fiquei sabendo, por volta de dez da manhã, sai de casa e fui pro GAM com meu marido acompanhar os fatos de perto, e vê se eu poderia ser útil em alguma coisa. Graças a Deus pude ajudar a Ten. Roberta e a Ten. Rhaddour receber as famílias dos POLICIAIS MORTOS E FERIDOS no doloroso episódio. É impressionante como achamos força pra tentar acalmar, acalentar, amenizar o sofrimento das famílias e amigos, pois como amigos ou não, sofremos, e temos vontade de gritar o nosso sofrimento, a nossa dor. Perdemos dois JOVENS POLICIAIS, um recém casado, e outro com uma filhinha que vai completar um aninho, e já sem pai. É doído, toca na alma você olhar aquela criança apontando com o dedinho para aquela aeronave em que seu pai HERÓI, deu a vida por nós. É inexplicável escutar daquela criança, que mal consegue falar, balbuciar a palavra ACABOU. Pode parecer loucura, devaneio, mas escutei isso. Me arrepia até agora lembrar. Talvez pelo fato de aquela menininha frágil estar agarrada a mãe todo o tempo, e escutando os adultos por perto pronunciarem que “ACABOU” ela também o fez.

Vidas foram drasticamente afetadas como a do CB. Patrício que se encontra lutando pela vida, com quase 95% do corpo queimado e só um milagre pode salvá-lo. Daniele, sua esposa retornou do hospital pra casa, com aquele pingo de esperança que pode ter alguém, em uma circunstancia como essa!

É triste ver homens fardados, que dão a vida por nós, chorarem como crianças precisando de colo, ao verem chegar na sua UNIDADE os destroços daquela aeronave. Combatentes foram abatidos, metralhados, cumprindo sua difícil missão, arriscando suas vidas e em reconhecimento, recebem um salário miserável! É triste saber que podemos ter uma melhor qualidade de vida, mas que os que deveriam nos proporcionar isso, NOS IGNORAM. É triste ver, que nós mesmos nos ignoramos, pois nos calamos, e aceitamos os nossos direitos em não ter direitos. É TRISTE SERMOS COVARDES E NÃO LUTARMOS POR NOSSA OMBRIDADE E DECÊNCIA!

Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando que alguém faça por nós, o que deveríamos fazer, REIVINDICAR?

Bom, por hoje fiz a minha parte, tentei dar um ombro a quem precisava, tentei ser solidária, tentei não deixar as lagrimas rolarem, pois precisava ser forte. Passei mais de 7 horas dentro do GAM, até ver ir embora o ultimo familiar daqueles POLICIAIS, amados e queridos por muitos. Muitos desses seus colegas, companheiros ou não de escala, ao saberem do fato, se dirigiram para a Unidade para serem solidários uns com os outros. Obrigada amigos pelo apoio que oferecem a seus companheiros, as famílias, pois é de pessoas como vocês que a PMERJ precisa, HOMENS DE MORAL, HOMENS DE BRIO!! Agora, após fazer “o meu pouquinho”, gostaria de dormir, pois sei que virão outros compromissos amanhã, mas não o farei, pois meu marido, aquele que também foi muito útil nas horas difíceis, saiu pra SEGURANÇA, e só voltara depois que seu patrão liberar, após a festa acabar.

Não é quem o contratou para fazer a segurança que é o culpado disso, e sim quem não nos oferece "A SEGURANÇA QUE PRECISAMOS".



A MINHA ALMA NÃO FICARA LAVADA COM ESSE DESABAFO!!



Márcia Machado

paulo fontes disse...

Caro amigo Larangeira,
Indiretamernte fui afetado pelo ocorrido neste infeliz episódio e explico.
O meu neto estuda no Colégio Nosso Lar, que fica na Rua 24 de Maio, entre o Meier e o Engenho de Dentro e teve aula nesse sábado.
Quando soube do ocorrido meu filho saiu de casa as pressas para ir buscá-lo mas ficou ilhado nas vias de acesso ao local porque todaa estavam interompidas ou pela Polícia ou pelos traficantes.
Somente quase tres horas depois de ter saído de casa é que ele conseguiu chegar e resgatar seu filho.
Depois da tragédia temos que nos municiar de paciência para ouvir as explicações de sempre que as autoridades tiram da cartola:"vamos reagir!", "vamos dar o troco"," "essa é uma ação desesperada do tráfico contra nossa política de enfrentamento".
Entretanto o que eu vou dizer aqui poderá se tornar realidade se dentro de curtíssimo prazo os governos federal, estadual e municipal não adotarem providênciaa enérgicas contra essa guerra urbana sem quartel.
E a única reação não poderá desconsiderar o seguinte:
*usar os mesmos 30 bilhões do orçamento das Olimpíadas para evacuar todas as favelas do rio de janeiro onde de encastelaram os traficantes e construir moradias dignas, com toda infraestrutura de serviços de saneamento, luz, gaz, telefone,limpeza, transporte, segurança, justiça, etc;
* mudança da Lei de Execução Penal acabando com a progressão de regime;
* Mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente, penalizando quem tem mais de dezesseis anos;
* Fim da imunidade e foro privilegiado para parlamentares, juízes e poder judiciário e quaisquer outros tipos de funcionários públicos;
*Pena para crime de prevaricação:10 anos de reclusão em regime fechado;
*pena para crime de peculato: 20 anos de reclusão em regime
fechado:
*pena para crime de concussão, corrupção ativa e corrupção passiva: 30 anos de reclusão em regime fechado;
*Pena para crime de latrocínio: prisão perpétua sem progressão;
*pena para tráfico de drogas: prisão perpétua;
* Toque de recolher a noite por decisão de colegiado misto ( juiz, policia e ministério público).
*Atuação das Forças Armadas contra o tráfico de drogas;
*criação das Guardas Municipais em todos os municípios do país;
Caso essa providências não forem tomadas veremos tornar realidade aqui no rio de janeiro e outras grandes metrópoles o que assistimos no filme de ficção" FUGA DE NOVA IORQUE", onde a cidade totalmente dominada pelo crime foi cercada pelas autoridades e a população foi retirada para local seguro.
Quem viver verá!!
Saudações
Paulo Fontes

paulo fontes disse...

Caro amigo LARANGEIRA,
Em complemento ao comentário feito ontem nesse blog, entendo que se faz necessário o Ministério Público invstigar e apontar os culpados pelos seguintes fatos:
* quem é o responsável por não fornecer aos trabalhadores urbanos policiais equipamento de segurança que reduza os riscos inerentes a profissão, conforme preconiza o art 7º, inciso XXII, da Carta Política da nação?
* quem é o responsável por não ter repassado a informação da invasão à força competente?
* caso a informação tenha sido repassada, quem é o responsável pelo fato de não ter acionado um esquema preventivo repressivo máximo, diante dos riscos?
* embora esteja na reserva me permito dizer que deveria ter sido decretada prontidão na sexta feira e ordem de marcha no sábado a noite para o teatro de operações, para o 1º, 3º e 6º BPM, além do BOPE,BPCHOQUE e GAM.
Todas as demais Unidades Operacionais da Capital ficariam de Prontidãoe as demais ficariam de Sobreaviso;
*Quem é o responsável por determinar que praças pilotem aeronaves bélicas quando tradicionalmente essa função é exercida por Oficias tanto nas FFAA quanto nas PPMM dos demais estados?
Isso é um fato muito grave para fcar na inércia e cair no esquecimento.
O MP estadual deve agir pelo menos em memória dos Policiais falecidos e talvez o PromotOr Astério possa fazer alguma coisa.
* As famílias dos policiais falecidos devem receber orientação jurídica para ingressar em juízo contra o Estado único responsável, através dos seus agentes, pela tragédia que se abateu tanto sobre a cabeça da população quanto sobre as famílias do bravos policiais.
Saudações
Paulo Fontes

Anônimo disse...

Concordo com o comentário acima em todos os aspectos. Que Deus dê o conforto as familias enlutadas e proteja os PM da nossa co-irmã.
A proposito Sr Cel Larangeira ou quem ler, sabem me dizer se consigo baixar pela net os livros citados no artigo. Fico grato por uma explicação.

Sub Marcos PMMG

Emir Larangeira disse...

Prezado companheiro Sub Marcos - PMMG

O livro do Carlos Amorim está disponível na internet. Dá para baixar. Ou outro é possível comprar por meio de alguns sites. Basta localizar pelo título. Ambos são de leitura interessante.

Obrigado pela participação

Lucio disse...

Oi querido Emir,

Há muito não nos falamos, mas persisto em ler seus maravilhosos artigos. Saudade das boas e cultas conversas com V.Exa. Minha coleção de livros já está defasada.

Um grande abraço.

Kenya Vanessa (advogada criminalista) - ex-cunhada do José Antunes.