terça-feira, 21 de maio de 2013

O MINISTRO JOAQUIM BARBOZA

   

 
 
 
A ótica do TCel PM RR Paulo Fontes, com a qual eu concordo.
 
 
"O momento exige que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas" (Benjamin Disraeli - primeiro-ministro da Inglaterra)
 
"A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações." (Churchil, W.)
 

 
                                  GAVIÃO REAL - (HARPIA HARPYA)  
 
 
"As duas frases acima encaixam-se no perfil do Ministro Joaquim Barboza, que tem tido coragem moral para dizer o que diz sem nenhum medo  de consequências ou retaliações. Sim, ele é homem de bem! E sente que o momento que o país está vivendo exige a audácia dos canalhas, pois são estes últimos que estão no poder apenas com um único objetivo: aparelhamento do estado, projeto de poder pelo poder e não de governo e a locupletação imoral e descarada  que corre solta nos corredores da República

Se Ruy Barboza foi considerado a nossa Águia de Haia, vejo como questão de justiça chamar o nosso Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barboza, de o nosso “GAVIÃO REAL”.

As declarações abaixo mostram que ele não tem medo de cara feia nem de atacar velhas e caquéticas estruturas de poder.
 
E se este país não mudar com ele, com quem mudará?"

PAULO FONTES TENENTE-CORONEL PMERJ RR

 

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20/05/13

Joaquim Barbosa critica Congresso e diz que partidos brasileiros são de mentirinha

 

Presidente do Supremo diz que população não se sente representada pela Câmara e defende adoção de voto distrital

 

André de Souza (Email · Facebook · Twitter)

Publicado: - 13h22

Atualizado: 20/05/13 - 15h10

 

Joaquim Barbosa dá palestra no Instituto de Educação Superior (IESB), em Brasília André Coelho / O Globo

 

BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou duramente a atuação do Congresso Nacional nesta segunda-feira, em palestra dada a estudantes de Direito de uma faculdade privada em Brasília. Segundo o ministro, o Congresso é dominado pelo Executivo e se notabiliza por sua ineficiência e incapacidade de deliberar. Afirmou ainda que os partidos no Brasil são de mentirinha, sem preocupação programática, e que seus líderes querem apenas o poder pelo poder. Disse também que a Câmara é composta em grande parte por parlamentares que não representam a população. 

– O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o poder executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar – disse ele, lembrando que a maioria das leis aprovadas são de autoria do Executivo. 

O ministro também foi duro com os partidos: 

– Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo – disse Barbosa. 

Para o ministro, um dos problemas da representação política brasileira é o sistema proporcional usado para eleger os deputados. Por esse sistema, os votos de todos os candidatos de um partido ou coligação são somados. A partir daí, calcula-se a quantidade de vagas que esse partido ou coligação tem direito. Assim, um candidato bem votado ajuda a eleger outros. E mesmo os votos dos que não são eleitos entram nessa conta e também ajudam o partido a conquistar mais cadeiras na Câmara. Para o ministro, esse sistema – em que o eleitor escolhe um candidato, mas contribui para a eleição de outro – faz com que a população não se sinta representada. A solução seria a adoção do sistema distrital, dividindo o país em vários distritos. Cada distrito elegeria apenas o candidato mais votado. 

– O poder legislativo, especialmente a Câmara dos Deputados, é composto em grande parte por representantes pelos quais não nos sentimos representados, por causa do sistema eleitoral que não contribui para que tenhamos uma representação clara, legítima. Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados. 

Para o ministro, o sistema distrital traria mais qualidade ao Parlamento. 

– O sistema distrital permitiria uma qualificação do Congresso Nacional. Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara — criticou o presidente do STF. 

Segundo o ministro, o Congresso não cumpre o papel de fazer a reforma do sistema político. 

– Não cabe ao STF por decisões judiciais individuais reformar o sistema político. Esta é uma atribuição magna do Congresso Nacional, que infelizmente vem sendo postergada – disse o ministro. 

Não foi apenas a Câmara que mereceu críticas do ministro. Ele também foi duro com o Senado Federal, dando como exemplo a votação da medida provisória (MP) dos portos. Na semana passada, após longos debates na Câmara, o Senado levou poucas horas para apreciar a matéria. 

– Os excessos da Câmara dos Deputados podem ser controlados pelo Senado Federal. Ou seja, o Senado Federal, como é um órgão composto por pessoas mais idosas, experientes, em geral ex-governadores, poderia controlar, conter os excessos e saliências da Câmara dos Deputados. Mas olha, nós tivemos na semana passada um contraexemplo disso. Uma medida provisória de extrema urgência. Teve seu tempo de exame de deliberação esgotado na Câmara até o último dia. E o Senado só teve algumas horas para se debruçar sobre aquele o texto. Daí se vê a dificuldade de configuração desse controle do Senado sobre a Câmara dos Deputados na nossa experiência – afirmou Barbosa. 

O ministro também voltou a criticar a proposta de emenda constitucional (PEC) 33, que tramita no Congresso. A proposta dá ao Parlamento a palavra final sobre algumas decisões do STF, como a de declarar a inconstitucionalidade de emendas à Carta Magna. Para o ministro, a PEC não é um meio legítimo de exercer o sistema de pesos e contrapesos, em que um poder controla os excessos do outro. 

– Evidentemente que não são meios de consolidar o sistema de freios e contrapesos. São sim reações á decisões do STF. Se levadas adiante essas tentativas, nós teríamos destruído a Constituição brasileira, todo mecanismo de controle de constitucional que o Supremo exerce sobre as leis. Significaria o fim da Constituição de 88. Eliminaria o controle judicial — disse o ministro.


4 comentários:

Andressa Paraquett disse...

Oi, Emir! Ainda que jamais tenhamos nos visto,desfruto de uma intensa sensação de proximidade com vc. Sou esposa do primogênito do Luiz Carlos, o Ronaldo. E, ontem, em visita aos meus amados cunhados - Anninha e Renato - fui presenteada com a sua história,TÉCNICO DE FUTEBOL AMADOR, enquanto falávamos do meu saudoso sogro. Felizmente, a vida me brindou com a possibilidade do encontro, de dar-lhe a 1a neta - e lembramos com muita emoção, qdo Ele próprio o escreveu "minha neta", qdo já não podia falar. Hoje, convivo com o q acredito ser a melhor parte do Sr. Luiz: Ronaldo. Que não herdou dele só a semelhança física - absurda, vc verá em breve, oxalá!. Mas, a doçura, o senso de cuidado com os seus e a envergadura com que lidera e mantém a família. Somos 4 "meninas" - eu, e nossas 3 filhas -o harém de odaliscas apaixonadas pelo nosso sultão. Quero lhe agradecer por todo o carinho com meu sogro, perenizado na linda relação com meu cunhado. Que Deus lhe mantenha sob sua proteção e guia. Que possamos nos encontrar logo. Um beijo afetuoso, dessa sua nova-velha filha, Andressa PARAQUETT, com muito orgulho (022) 88289276 - 92767044

Andressa Paraquett disse...
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Andressa Paraquett disse...

Oi, Emir! Ainda que jamais tenhamos nos visto,desfruto de uma intensa sensação de proximidade com vc. Sou esposa do primogênito do Luiz Carlos, o Ronaldo. E, ontem, em visita aos meus amados cunhados - Anninha e Renato - fui presenteada com essa sua história, enquanto falávamos do meu saudoso sogro. Felizmente, a vida me brindou com a possibilidade do encontro, de dar-lhe a 1a neta - e lembramos com muita emoção, qdo Ele próprio o escreveu "minha neta", qdo já não podia falar. Hoje, convivo com o q acredito ser a melhor parte do Sr. Luiz: Ronaldo. Que não herdou dele só a semelhança física - absurda, vc verá em breve, oxalá!. Mas, a doçura, o senso de cuidado com os seus e a envergadura com que lidera e mantém a família. Somos 4 "meninas" - eu, e nossas 3 filhas - as odaliscas apaixonadas pelo nosso sultão. Quero lhe agradecer por todo o carinho com meu sogro, perenizado na linda relação com meu cunhado. Que Deus lhe mantenha sob sua proteção e guia. Que possamos nos encontrar logo. Um beijo afetuoso, dessa sua nova-velha filha, Andressa PARAQUETT, com muito orgulho (022) 88289276 - 92767044

Anônimo disse...

Emir disse

Oi, Andressa

Fiquei muito feliz com o seu depoimento, do fundo do meu coração. Conheci Luiz Carlos de modo insólito, ainda adolescente. Eu me mudara para o Engenho Pequeno e passava pelas ruas para melhor conhecer o bairro. Eis que ao subir a Travessa Peixoto deparei com uma zangada senhora me mandando ir pra casa... dela (Risos). Era Dona Carmem me confundindo com seu filho Luiz Carlos. Quando me acerquei dela, ela levou um susto e me disse que a semelhança minha com o filho dela era demais. Daí a adentrar o lar da família Paraquett foi um instante. E dali não mais saí, nem da casa nem da vida deles. E hoje embora meio afastado, nutro pelo Renato e pelo Ronaldo um forte amor de pai que a mim me foi transmitido pelo "Dez Letrinhas" em mil e uma oportunidades. Nós éramos irmãos em tudo, e durante toda a vida e estive ao lado dele, até o seu sepultamento, com muita tristeza. Por outro lado, contente por ter sido amigo dele e dele receber tratamento de irmão, assim como também recebia do Tonico e ainda recebo de Ilma e Alzirinha. Sou, na verdade, um Paraquett de alma e espírito. Vi muitas fotos sua, das meninas e do Ronaldo lá naquele frio de lascar. Mas vamos esperar que o Renato promova nosso encontro um dia desses para eu conhecer de perto a linda família do Ronaldo. Um beijo no seu coração, extensivo a toda a família.
Ah, há outra crônica minha em que lembro do Luiz e do Tonico. Acho que está no blog sob o título "Futebol de Várzea".