quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Minha vida IV

"COMO A TRAPAÇA AJUDA A POLÍTICA – O importante para muita gente é vencer, porque o vencedor recebe as glórias do poder e, com ele, o crédito da verdade. Quando uma teoria científica não permite atingir os objetivos que os agentes políticos têm em mente, eles recorrem à trapaça, à fraude, à mentira, à demagogia, etc. Quando esses meios falham, eles usam a violência para destruir o que não sabem ou não são capazes de controlar." (Martinez, Paulo – POLÍTICA, CIÊNCIA, VIVÊNCIA E TRAPAÇA – Coleção Polêmica, 6ª Ed., Ed. Moderna Ltda. São Paulo, 1992, pág.13)


Muitos podem cismar com as postagens que venho fazendo nesta semana, jorrando luz sobre história antiga. Contudo, peço aos leitores paciência e atenção, pois, o que parece ser particular, na verdade diz respeito a muitas pessoas que sofreram ou sofrem injustiças sem chance de nem mesmo as compreenderem. Tenho, sim, um propósito: desmascarar um doentio sistema de informações que continua poderoso, e somente é poderoso porque explora o mistério e utiliza métodos condenáveis para atingir fins escabrosos, tal como faziam a Inquisição, o Santo Ofício, o Opus Dei, a Congregação da Doutrina da Fé e semelhantes, claro que com roupagens sutis, até imperceptíveis, porém integradas a uma cultura de poder opressivo e violento. E, como os leitores já atentaram, venho nominando alguns personagens da tenebrosa trama que contra mim encetaram, de modo que percebam o quanto essa turma intramuros é unida, articulada, enganosa, e capaz de manipular outros sistemas não menos poderosos por meio de falsidades, com fins inconfessáveis, e seguindo a lógica do abominável Joseph Goebells: “Uma mentira repetida mil vezes vira verdade.”
Desta feita, trago ao conhecimento do leitor mais um acontecimento gravíssimo envolvendo o então TCel PM Valmir Alves Brum e este signatário, reportando-se o episódio ao meu discurso proferido na ALERJ, em 1991, claro que a ele endereçado somente porque era chefe da poderosa PM.2 e liderava as diabruras contra terceiros com um só objetivo: promover-se na mídia para se lançar candidato a cargo eletivo, iniciativa, aliás, que tem servido para provar que malícia tem limites e não engana a todos: ele sempre culminou mal votado nas urnas. Aliás, já em 2010, talvez inconformado com seu péssimo desempenho eleitoral anterior, ele novamente se candidatou a deputado estadual, pelo PP, sem, no entanto, alcançar quatro dígitos: somou apenas 722 votos. E lá atrás, na época em que se candidatou pelo PRONA, achando-se na crista da onda, eis que badaladíssimo na grande mídia por seus malfeitos, não deve ter alcançado 3.000 votos, se não me falha a memória.
Ruim de voto, sem dúvida, porém mestre em crueldade, tornando-se às vezes assustador, além de manipulador de inverdades por meio de um solícito facínora do Comando vermelho por ele adotado com a ajuda de seus não menos misteriosos e desavergonhados pupilos e também de seus protetores instalados no Ministério Público do RJ, como se pode depreender de Acórdão do Egrégio Órgão Especial do Tribunal de Justiça em que figurei como réu num processo criminal decorrente das artimanhas deles. E, malgrado o esforço hercúleo desta súcia doentia, fui inocentado, e, melhor que transcrever aqui algum trecho do Acórdão, sugiro sua leitura completa no meu site (www.emirlarangeira.com.br), no campo “Réu com muita honra”. Que fique com os leitores a conclusão, pois aqui me interessa demonstrar o ódio que ainda corrói as entranhas desse “araponga-mor”, que ainda não agasalhou meu discurso na ALERJ sobre a “comunidade de informações”, algo que lhe bateu no quengo como borduna de bugre e lhe encarapuçou à eternidade. Eis como ele reagiu, já no ano de 1993, ou seja, dois anos após a celeuma dos “Onze de Acari”, que comentei em artigo anterior, com minhas desculpas pela má qualidade da imagem. Se não der para ler, por favor, alertem-me, que eu então farei a transcrição na íntegra.


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