quarta-feira, 18 de maio de 2011






Hum... "Homem meu"?... Será que o tal "oficial" existe mesmo ou a frase não passa de insinuação enviesada do jornal? Afinal, o tal "oficial" não está identificado; permaneceu "enfiado num armário de aço", pairando no ar a ideia de que, se ele afirmou que o "Homem" é dele, ele decerto é guei. Hum...


Claro que tudo não passa de provocação do articulista, segundo deduzo. Também não vejo nenhuma "saia justa na tropa fardada", porque a PMERJ reagiu repudiando a sugestão (ou insinuação?) governamental de modo singelo: o regulamento proíbe a participação de militares estaduais em manifestações coletivas, sejam quais forem os motivos, justos ou injustos. Deste modo, se existe alguma "saia justa", que a vista quem deu origem à polêmica, sem que tal consideração induza à conclusão de que seja algum guei. Se fosse, todavia, nada demais, é só assumir e pronto!... Todos entenderão...


Ora!... A empolgação do governante produziu a polêmica, interessante, por sinal, porque nos permite lembrar que a PMERJ tem se comportado de forma condigna no policiamento de eventos festivos, dentre os quais muitas "Paradas Gueis" (expressão desta forma grafada para prestigiar o vernáculo pátrio). Com efeito, - e pelo que me consta, - nunca houve incidentes relevantes no transcorrer de eventos gueis. Pelo contrário, eles têm sido prestigiados pelas autoridades públicas e pela PMERJ sempre que ocorrem, o que demonstra o alto grau de civilidade e de respeito pelas diferenças por parte dos policiais militares.


Deste modo, vamos aguardar o jornal de amanhã para acompanhar de perto a polêmica, dela tirando casquinha, para alegria do leitor, que merece a descontração. Sim, porque não vejo nenhuma necessidade de levar o assunto a sério, mas antes considerá-lo decorrente de algum "ato falho" de seu mentor em momento de alegria incontida...

Um comentário:

Papo De Bombeiro disse...

mai
2011
Em: Opinião, Polícia e Política, Polícia Militar
Autor: Danillo Ferreira





Não é raro se ouvir entre os policiais militares da base da pirâmide que este ou aquele oficial é “político”, principalmente os coronéis “full”, posto máximo a ser alcançado nas PM’s. O significado de “político” varia conforme o contexto em que é aplicado, mas geralmente afirmar que um oficial é político é o mesmo que dizer que ele não toma medidas que atinjam sua condição ou suas pretensões profissionais/pessoais. Ou seja, sua atuação será em conformidade com o que esperam os agentes políticos aos quais esteja sujeito – com nenhum questionamento ou atitude que desagrade.

Os agentes políticos podem ser o prefeito de uma cidade, um deputado, o governador do estado, o comandante geral etc. O interesse permanente ou circunstancial pode ser a manutenção num cargo comissionado, a assunção dum cargo melhor, a promoção etc.


Não se pode acusar os oficiais de alto posto das PM’s de exclusivismo quanto a esta postura, já que em outras instâncias do Estado essas omissões interesseiras também ocorrem. Porém, no caso das PM’s, a incidência se dá de maneira possivelmente mais frequente, em virtude da quantidade de cargos a serem almejados, e pela estrutura hierárquica peculiar das corporações policiais militares.

Antes de criticar a falta de dignidade de alguns no empreendimento de seus anseios políticos, é preciso olhar para as nossas próprias práticas. Um soldado que é arbitrário e truculento nas periferias, e se comporta vassalamente em ocorrências envolvendo cidadãos abastados, não é menos político que o coronel que atende o pedido de policiamento para a área nobre e rejeita a prioridade de localidades pobres conflagradas.

Para controlar os desvios cometidos por atitudes que visam a agradabilidade, é fundamental que exista a cobrança de resultados adequados, legais e razoáveis pela sociedade, pelos superiores hierárquicos e pelos gestores públicos. Mas num país em que a cobrança de resultados se dá apenas quando a situação é calamitosa, a ingerência política, nos termos explicitados, chega aos limites que conhecemos.

Blog da Segurança Pública.