sábado, 13 de fevereiro de 2010

Leitura de Carnaval

Contradição


“A prisão não é a grade, e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” (Gandhi)




Sou PM, estou além dos 60 anos, aposentado, e não posso garantir que minha saúde me leve tão longe. Enfim, vejo-me em hora de reflexão, de olhar para trás, de fazer as contas do meu tempo, de confrontar o ativo com o passivo do que vivi e concluir o que de lucro ou prejuízo me restou da minha existência. Somando pra lá e pra cá, porém, creio ter vivido bem, embora lamente a contradição que me martela o espírito desde a minha última conversa com Arimatéia. Portanto, devo-lhes confessar que não guardo em mim o sossego interior, o que até bem pouco eu imaginava guardar pela graça de haver sido um cumpridor intransigente dos meus deveres profissionais e pessoais. Carrego, sim, a dúvida que Arimatéia me enfiou na cabeça num golpe mortal...
No final de 1963, o Brasil passava por frequentes conturbações. E eu, na flor da mocidade, – e enfrentando dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, – decidi cerrar fileira na PM, onde me enfiei como soldado. Era, sem dúvida, um emprego, apesar do preconceito da sociedade, que via o PM como gente de baixa estirpe. Tudo bem, fiz o curso, somatório de ensinamento policial e treinamento militar, que, no final, resultava numa espécie de ambigüidade funcional, fui lançado em escalas internas, até que, dois anos mais, a PM recebeu a incumbência institucional de policiar as ruas. Fui então designado patrulheiro responsável pelo policiamento no centro do Rio. Era 1965. O país vivenciava o regime militar...
Nesta época, deparei com Arimatéia; ou melhor, enfrentei-o em violenta escaramuça entre diversos policiais e uma quadrilha que acabara de assaltar um banco na Avenida Rio Branco. Eu era um dos que interceptaram os facínoras, e Arimatéia, um dos assaltantes. O acaso cuidou de me destinar a tarefa de perseguir e trocar tiros exatamente com ele. Por sorte, o inconseqüente tiroteio entre nós ambos não feriu ninguém, até que Arimatéia se viu acuado, com sua arma descarregada. Eu o abordei, a arma apontada em sua direção. Aproximei-me até que nossas ofegantes respirações se confundissem. Fitei-lhe dentro dos olhos pensando ver dois bugalhos atemorizados. Que nada! Vi-me diante de um olhar insolente e despido de temor.
Minha vontade, ao verificar o desdém do bandido, foi a de eliminá-lo sumariamente. Naquele momento, senti ódio, e percebi que nele aflorava igual furor. Mas era eu o senhor da ação, a minha arma pronta para nele desferir o tiro mortal. Entretanto, não o fiz, e o ódio se foi em mim amainando; e é verdade que houve certa ternura em seu olhar quando lhe determinei que se virasse para ser algemado. Ele obedeceu sem esboçar hostilidade, e logo chegaram outros policiais e o levaram para longe de mim. Ele então me fitou mais uma vez, aparentemente agradecido por eu ter-lhe poupado a vida.
Fora um dia movimentadíssimo, porém no seguinte é que seria para mim de inesperado espanto: li a notícia que atribuía aos bandidos o status de “guerrilheiros urbanos”, segundo eles próprios se autodenominavam. Não entendi patavina nem me interessei pelos tais “fins políticos” de uma ação que, para mim, não passara de criminosa, e que quase me fizera vítima fatal...
“Bolas, que diferença tem um balaço, seja ideológico ou não?”, pensei em irritação. Mas logo tal assunto me desocupou a mente, assim como se foi apagando da memória dos meus companheiros, todos atropelados por novos acontecimentos e pelos rigores de nossa militarizada profissão policial, ou de nossa profissão policial militarizada, pois, no fim de contas, dá no mesmo anacronismo. Era, com efeito, um trabalho movimentado do lado de fora e impertinente intramuros de quartéis que vinham em ociosidade anos a fio, mas que, de repente, tiveram suas despreparadas tropas lançadas às ruas para fazer o que não sabiam, enquanto, atônitos, os superiores primavam por cobranças insensíveis, típicas de um militarismo discutível, como hoje, – e somente hoje, – eu o percebo com clareza...
O tempo, invencível, fez tudo cair no passado, até que fui convocado a depor sobre o caso e vi pela segunda vez meu desafeto, ainda com aquele ar romanesco no semblante, como se ali estivesse cumprindo uma nobre missão, tanto como eu efetivamente entendia estar. Era uma questão de enfoque: para mim, a minha missão; para ele, o “sistema” que resolvera enfrentar. Ele, embora réu, assim se comportava diante do juiz: como se também ali, mesmo agrilhoado, estivesse lutando contra o tal “sistema”. E houve um momento em que os que o julgavam esboçaram certa concordância com seus dizeres, algo, porém, abafado pelo peso das formalidades oficiais. Ele era efetivamente réu, mas seu olhar altivo fez-me sentir réu no lugar dele. Muito bem, depois eu soube de sua condenação e nunca mais tive notícia dele.
Durante os anos seguintes, contribuí para o trancafiamento de inúmeros bandidos, enquanto, desalentado, via muitos milicianos serem mortos ou feridos, além de lamentar por ver outros injustamente expurgados da milícia pela porta dos fundos. Também alguns eram trancafiados em enxovias disciplinares, inclusive eu, que amarguei algumas punições bobas. Mas fui agüentando, não podia sobreviver sem o emprego, até porque estava casado e pai de três filhos. Assim, a cada dia eu ficava mais agrilhoado a uma profissão perigosa, ganhando mal e sem possibilidade de me lançar num outro labor. Eu só sabia ser policial. Por isso, mantive-me preso àquele mundo restrito e estupidificado, enquanto o tempo escorria diante de mim como um trem em velocidade cruzando uma estação imóvel e indiferente. Eu me deixava ficar na estação, envelhecendo... Na realidade, minha vida se resumia ao trabalho e ao lar. Enfim, uma vida passiva, porém honesta. E passageira...
Sim, era impressionante como o tempo voava rapidamente Eu nem podia acompanhá-lo com os olhos, tão veloz passava o trem do meu tempo. Quando dei por mim, havia completado quase 25 anos de serviço dentro de uma radiopatrulha, chovesse ou fizesse sol. Senti, de repente, um pânico interior; deu-me uma irresistível vontade de recuar; era hora de parar, assim refleti e conversei com a patroa, que imediatamente concordou comigo. Enfiei essa idéia na cabeça e parti em busca da solução. Enquanto isso, meu temor expandia-se sobremaneira. Não havia mais como contornar minha irresistível vontade de chegar vivo à aposentadoria. Mas não ponderei sobre a maldade dos meus superiores...
Com efeito, não ponderei que poderia ser tratado como gado velho a ser permutado por novo. Mas foi o que me ocorreu, eis que me vi a tomar conta de presidiários, enquanto um novato ocupava o meu antigo posto. Dei de cara com muitos bandidos que eu mesmo prendera, alguns ainda ameaçadores, mas que logo se acalmavam quando eu lhes ia alertando que apertaria a fiscalização sobre suas parentelas, e que toda ação pressupõe uma reação... E foi ali, naquele presídio, que reencontrei Arimatéia...
Já vencido pela idade, e principalmente pela rudeza do cárcere, os cabelos grisalhos aflorando com impetuosidade, lá estava meu romântico desafeto em sua enxovia. Quando o fitei, trancafiado num cubículo ainda diminuído por estantes e livros enfileirados, espantei-me. Novamente ele me impressionava, não tanto por seus cabelos brancos, eu também os carregava em quantidade, assunto que ocupou as primícias do reencontro: nós ambos estávamos velhos.
Estranhei, em princípio, que Arimatéia ainda estivesse preso, mas ele me esclareceu que fora obrigado a se defender de dois internos que o tentaram violentar, e ele, reagindo, matou-os. Enfim, estava preso desde quando eu lhe colocara as algemas no seu último dia de liberdade. E foi essa “liberdade” o foco de muitas conversas que encetamos durante horas e horas, dias e dias, noites e noites, meses e meses, anos e anos...
Com tempo de sobra, Arimatéia e eu nos viramos pelo avesso. Ele me relatou miudamente sua vida de encarcerado, enquanto eu lhe narrava minhas peripécias profissionais e pessoais. Arimatéia era universitário, quase formado, quando o prendi. Não fossem os crimes que se viu obrigado pelas circunstâncias a cometer, estaria livre.
Não pretendo reproduzir os incontáveis diálogos que tivemos, mas, sim, gravar a síntese da veemente contradição que ele me enfiou no espírito, tendo como tema central a liberdade. Lembra-me que certa vez ele reagiu, sorrindo, quando lamentei por vê-lo recluso durante tanto tempo. A primeira coisa que ele fez foi me indagar se durante as horas em que me mantinha no meu labor, eu me considerava livre. É lógico que lhe respondi que sim, apesar de admitir que não se tratava de liberdade física. Afinal, eu estava com o meu corpo tão trancafiado quanto o dele. Apenas havia, no caso dele, um cadeado a mais... Assim, Arimatéia convenceu-me de que a verdadeira liberdade era a do espírito, ou seja, a mesma que manteve acesa a chama interior de Nelson Mandela durante décadas.
Confesso que Arimatéia me foi descortinando algumas realidades que eu não entendia claramente. Certa vez ele me convenceu de que até a obrigatoriedade de sair do trabalho ao lar, de cuidar dos afazeres domésticos, incluindo-se, neste caso, o cumprimento da presença física ao lado da mulher, em vez de estar num bar bebericando, também era uma espécie de falta de liberdade. E por mais que eu o contestasse, meu espírito mergulhava na dúvida. Mesmo assim, eu reagia aos argumentos do meu desafeto. Contudo, ele entrou a provar que, mesmo preso, era mais livre que eu...
Não parei tanto no tempo, devo aqui dizer. Entrei para a PM quase analfabeto, mas com muito esforço consegui concluir o segundo grau em curso supletivo. Aliás, disse isso ao Arimatéia sem ocultar certo orgulho. E ele, entusiasmado, aplaudiu meu esforço indagando-me, porém, se eu gostava de praticar habitualmente a leitura. Fui obrigado a confessar que não, pois meu tempo era quase que totalmente dedicado ao trabalho e ao sono. E nos intervalos, uma novelinha sempre me caía bem... Divertindo-se com minhas respostas, ele acabou afirmando que, mesmo preso, era mais liberto que eu. Ah, aí eu estrilei! Mas não pude deixar de ouvi-lo.
Depois de se referir a Machado de Assis e ao seu conto Idéias de Canário, e sem perder seu picante humor, Arimatéia explicou-me que muitas vezes viajara mundo afora, indo ao passado, vindo ao presente, projetando-se ao futuro. Saíra, sim, à liberdade, e voando com as asas da imaginação, foi muitas vezes às estrelas. Daí estar sua cela apinhada de livros. Demais, acrescentara ao seu cotidiano a leitura de jornais e revistas e o estudo de línguas estrangeiras. Se já era um quase universitário quando ali chegou, alcançara talvez o doutorado. Deste modo, era absolutamente feliz. Sim, isto não me cabia contestar, especialmente porque eu nunca me sentira tão envergonhado da “liberdade” que me fora possível até então desfrutar.
Mais ainda se complicou minha cabeça quando Arimatéia me provou que o fato de ele estar preso decorria de faltas que ele conscientemente praticara. Houvera justiça, no seu caso particular. E no meu?... Quantas vezes fui injustamente punido? E admoestado pela patroa por não conseguir prover a família dos meios necessários a uma sobrevivência digna? E atingido em minha própria liberdade pelo tacanho militarismo que voluntariamente abracei?... Exemplos?... Dobra de serviço em razão de inesperada ausência de companheiros. Detido em quartel por motivos fúteis, desfazendo programas familiares e recebendo no peito as reclamações de mulher e filhos. Enfim, que “liberdade” fora a minha?
Dei razão ao meu amigo Arimatéia. Penso, hoje, que teria sido melhor a minha vida se naquele distante passado ele fosse eu, e eu, ele. Bolas!... Ele assaltou, mas por fidelidade aos seus ideais. Por isso está fisicamente preso, mas permanece com o espírito livre, enquanto que eu, supostamente livre, vejo-me preso à dura realidade de que nada construí por minha própria iniciativa. Acomodei-me em resignação por toda a minha infeliz existência. Defendi a liberdade sem nem mesmo entendê-la ou desfrutá-la. Sim, sou eu o verdadeiro presidiário, e não ele, Arimatéia!...


“A palavra LIBERDADE é um conceito. Não muda, exala um aroma de esperança e desejo permanente desde que a humanidade é humanidade. Nem mesmo as barbaridades seculares, força ou crueldade conseguiram deformar este conceito ou mudar o seu significado...” (Vladimir Skutina – NO CASTELO CHEIO DE MALUCOS)

6 comentários:

Paulo Xavier disse...

Bravo!!!!Parabens Cel pelo belo e instigante texto.
Instigante, não para sermos como o Arimatéia, mas para refletirmos mais sobre a vida. Parodiando Nietzsche: Valeu a pena? Será que ousei o suficiente? Cumpri bem minha missão? Fui um herói na concepção da palavra ou um covarde travestido de heróí? Ficam essas dúvidas para reflexão, para todos nós. De qualquer forma, creio que valeu a pena. Mais uma vez, meus parabéns!!!!!
PS: Como eu gostaria que alguns oficiais lessem esse artigo, principalmente alguns algozes meus.

Anônimo disse...

Eduardo Creazola disse...
Parabéns comandante,como reflexão de vida é muito importante a divulgação deste relato, demonstra claramente a necessidade que temos de constantemente buscar alternativas suplementares em nossas vidas. Muitas vezes quando analiso minha trajetória de vida e exatamente nesse dia hora e minuto, percebo que a liberdade plena é verdadeiramente uma miragem que seduz e foge. E quando é tirada de forma injusta? mesmo sendo reparado no posterior: ai sim! é a certeza absoluta que nossa liberdade depende exclusivamente do acaso. Ex: Por acaso se sentir preso psicologicamente, Por acaso algum superior não gostar de você, por acaso você entra numa festa sem ser convidado e chuta o bolo da festa, há: isto aconteceu conosco não foi Comandante!, por acaso você é pobre ou PM, por acaso você é alvo de investigações espirituais, por acaso minha mulher esta chateada ou de TPM e etc...etc...etc....Coitado do Autor e de todos nos, pior é o Arimatéia que chegou a conclusão na contradita a perfeição de que conseguiu separar o corpo da matéria, conseguindo quase a convencer o Autor PM, Guerreiro, velha guarda e sem nenhum vestígio psicoterapêutico a sua máxima: de que basta ler que o corpo permanece no local lendo e seu espírito vagando. Não senhores: eu conheço na própria pele o que é perder a liberdade por sete anos, mas a liberdade plena,parcial em fim: a que é nos dada no sentido da palavra e sei que por mínima que seja tem um valor imprescindível a pessoa, e nesse momento o estou executando, será que o Arimatéia tem a mesma possibilidade ate o final de sua pena. Vamos valorizar o pouco que temos e o que somos, como diz o grande autor do livro Cavalos Corredores: ‘’o sofrimento do passado tanto me fortaleceu que os meus inimigos ou morreram levando consigo a decepção ou vivem hoje assombrados com meu brilho”, sem nenhuma vaidade Sr. Comandante, eu comungo com reciprocidade e digo que é totalmente verdadeira. Eis ai de novo a liberdade de expressão, obrigado pela oportunidade de poder dizer-lhe o quão ES importante ao Policial Militar, rogo à DEUS todos os dias que o senhor tenha muitos anos de vida e sempre que puder possamos parodiar nossas historias.

Anônimo disse...

Eduardo Creazola disse...


Boa tarde, meu eterno Cmt.Larangeiras.

Como de rotina vasculhando as informações precisas,didáticas e fundamentadas pelo senhor, grande conhecedor das dificuldades de nossa polícia militar, fonte esta pesquisadas por muitos, sejam esses: policiais militares, advogados, pesquisadores, historiadores e até curiosos, buscando através desse site instrutivo fonte de grande importância para seu aprendizado.
Neste dia, precisamente às 15:22h, fazendo mais uma visita diária em seu site fui surpreendido após uma leitura de uma postagem enviada por uma leitora identificada como sra. Neide, com sangue policial militar, e que com uma infinita dor pela perda de seu irmão querido, com certeza lacrimejando ao escrever-lhe esse desabafo só confessado a quem verdadeiramente consegue entender tamanha dor. Oro ao Senhor Jesus que lhe de muitos anos de vida.
Fiquei agradecido que a sra. Neide lembrou-se de mim em suas orações pedindo ao nosso Deus que me proteja. É verdadeiramente a confirmação que meus ideais, minha postura Policial Militar, minha moralidade e a vontade de vencer as dificuldades, personaliza meu caráter, fazendo com que minhas historias sejam contadas por outras pessoas, personificam os profissionais, talvez, seus verdadeiros heróis existenciais superando ate aqueles massificados pelos contos de mentirinhas; pois Comandante! sou de verdade não tenho medo do invisível muito menos do inesperado e meus inimigos? nem lembro deles, por serem muito insignificantes. Mas vou lembrar-me muito que alem do senhor e outros, existe uma senhora Neide, guerreira, cidadã do povo, irmã de um herói Policial Militar que hoje tira seu serviço junto com nosso Senhor Jesus, esta sim: surpreende-me; em ganhar muito do seu tempo enviando-lhe e dividindo um desabafo de uma dor extremamente pessoal, e assim como eu, tenho certeza que seus ombros aconchegantes e suas palavras de fé fizeram com que a Sra. Neide acalentasse um pouco de sua dor.
Agradeço muito ao senhor a Sra. Neide e a todos que direta e indiretamente a muito vem pulverizando o perfil negativo que tentaram de forma ardilosa imputar-me: pobres inimigos ocultos, covardes, não se identificam são ratos ‘’desculpa-me os verdadeiros ratos animais” que vivem no sub-mundo aproveitando-se das migalhas do poder para atingir Homens de verdade, Heróis que não fazem a menor questão de aparecer, porem, seus resultados são notados por pessoas como a Sra Neide, pessoas do povo e pelas vitimas de facínoras, a essas pessoas, dou minha vida, minha coragem, meu tempo e tudo que meu Deus e minha profissão possa ofertar, foi minha missão, escolher entre tantas ser Policial Militar. Pura vocação.
Obrigado sra Neide, obrigado Comandante, como o senhor faz falta nesta atual batalha que vivemos, que SOLDADO MILITAR PM/RJ não sentiria orgulho de estar junto com este grande GENERAL ou ate um dia falar aos seus quando uma historia contar, ‘’trabalhei com o Cel Larangeiras no batalhão tal...”, que orgulho deste guerreiro, e assim também sou EU, Eduardo José Rocha Creazola. Sargento de Policia, Bacharel em Direito.
Sra. Neide, tenha certeza que continuarei a combater o crime, o ilícito a contravenção,e qualquer desrespeito a lei que meus olhos alcançarem, respeitarei a Lei dentro de todos os seus limites, este foi o juramento que fiz perante a Bandeira da minha Pátria.
Meu Comando, estou sempre do seu lado, um forte abraço.
E a todos os leitores reflitam sobre os problemas do Policial Militar.
Um abraço a todos,
Eduardo Creazola

Emir Larangeira disse...

Amigo guerreiro Creazola

Foram a certeza da inocência e a força do seu espírito que lhe deram garra para aguentar a injustiça da prisão. Já os verdeiros vilões da história, além do esquecimento geral, sofrem o ostracismo interior, que é o pior deles. É aquele de Judas Escariotes, que nem a morte alentou.
Caro amigo, nós não ficamos no meio do caminho. Vencemos e trilhamos em direção ao futuro contando com o respeito, a admiração e o amor do nossos companheiros, até dos novos que só ouvem falar de nós. Deles... Bem, deles nem eu lembro, nem você, nem ninguém. Não merecem lembrança...

Luciano Turl disse...

Sou dono do blog http://heroisdavida.blogspot.com/ e gostaria de propor a voce uma parceria de link,caso tenha interesse deixe um recado no blog,ou se preferir adicione o meu blog e me avise que adiciono o seu,um grande abraço e sucesso

Aquiles J.C. Junior disse...

Caro Mestre e Tio Emir,
Percebo neste brilhante texto a sua vida. Um exemplo de vida. O caráter, a correição, a disciplina... mas, ouso dizer que vejo aqui a vida de meu saudoso pai e a minha também. Quantas noites meu pai reclamava de seu ofício árduo " ao enxugar gelo nas ruas" sonhando estar em seu consultório, exercendo a Odontologia... e eu também... quanta incerteza através do Direito, pois se sou poeta, músico, um artista... como sofro calado diante de regras e normas incostitucionais, anti-artísticas, só para garantir o pão de meus meninos. Percebo a cada instante, como em seu texto, que não estou combatendo do lado certo, pois ao advogar contribuo com quase nada para melhorar a nossa sociedade, pois com tão parco salário, o ideal do nobre causídico e a liberdade se vão... infelizmente, assim, estou tão preso como qualquer cidadão honesto e sonhador. Estou preso até o dia em que puder lutar e sonhar para mudar tal situação, e, talvez quem sabe, ser um exemplo a ser seguido, como o senhor o é. E, ainda serei um Magistrado. Parabéns Tio!