sexta-feira, 27 de abril de 2018

UPPs - FINALMENTE O BOM SENSO COMEÇA A PREVALECER...


 “Errar é humano, permanecer no erro é burrice.”

“Gabinete de Intervenção no RJ decide acabar com metade das UPPs”



MEU COMENTÁRIO

Desde que instituíram, AO ACASO, a primeira UPP, no Morro Dona Marta, repito que POR ACASO, postei-me aqui contra a ideia. E não me baseei em política, mas em critério técnico, arguindo, enfim, que, se a função da PMERJ é a prevenção pela presença nas ruas e logradouros, para tanto ela se deve obrigar a dispor dos seus meios materiais e humanos para atender a esse fim precípuo. Enfim, - e em linguagem técnica ou doutrinária, - jamais vi ou vejo UPP como adequada ao princípio da máxima frequência, o que em “Pesquisa Operacional” (PO) significa o “Máximo de Xo”, o ótimo da distribuição dos meios para atender com eficiência e eficácia aos fins colimados, dentro da lógica arquitetural de Louis Sullivan: “O formato segue a função”, ou seja, a estrutura (forma) deve ser flexibilizada para atender otimamente aos seus objetivos (função).

Por sinal, a única diferença que a UPP guarda do extinto PPC (Posto de Policiamento Comunitário - extinto porque os traficantes se tornaram tão poderosos que os PPCs se viram em inferioridade de força, como agora estão as UPPs), a única diferença é a do efetivo, que das UPPs superam em muito os dos PPCs. De resto, foi apenas se vestir um mesmo corpo com nova roupagem a serviço de interesses escusos do governante-facínora Sérgio Cabral Filho com a Copa do mundo e as Olimpíadas, aliados a outros interesses não menos escusos de empresários hoje “clientes” da Lava-Jato. Portanto, manter UPPs em favelas é se comprometer com a morte de PMs, às pencas, enquanto os assaltos a mão armada no asfalto, vitimando cidadãos e cidadãs inocentes, se avolumam de modo assustador. Tudo, claro, por falta de efetivo para cobrir com a presença os ambientes sociais antes policiados como rotina.

Ora, o certo seria desativar a um só tempo TODAS as UPPS, bastando privilegiar o princípio operacional da prevenção de polícia administrativa pela máxima presença nas ruas a inibir a volúpia de facínoras maiores e menores de idade, estes, que assaltam à luz do dia, e na calada da noite, e em tudo que é lugar vazio de polícia. Creio que basta como comentário à matéria em questão, sem dúvida alvissareira, pois demonstra que a técnica e a doutrina começam a se restaurar graças à intervenção federal e às decisões sensatas dos comandantes militares federais do Exército Brasileiro. Só que, para se atingir o “globalismo” (“o todo maior que a soma das partes”), o sistema PMERJ deve acabar com suas “ilhotas” de falsa tranquilidade, hoje isoladas num oceano de problemas graves. Que haja então o recuo para a restauração do sistema fragmentado em partes aberrantemente entrópicas, eis que funcionando como subsistemas fechados e alheio ao “todo” pretendido e inadiável!

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