quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O PT E SEUS PENDURICALHOS PARTIDÁRIOS FORMAM UMA FACÇÃO POLÍTICA CRIMINOSA NO BRASIL DE HOJE?... EIS UM RESUMO DE COMO SE DESENROLOU ESSA HISTÓRIA NOS BASTIDORES POLÍTICOS DO PAÍS?


O PT é uma facção política, sobre isto não há dúvida. E se tornou criminosa, o que também não mais se há de questionar. E em se tratando de CV e PCC, duas maiores facções criminosas sediadas na Região Sudeste, com tentáculos em todo o país, pode-se afirmar que são subsistemas de um só sistema situacional criminoso, mesmo que atualmente antagônicos. Eis primeiramente o significado de fação, para depois as associarmos à fação política (PT):

“A facção é o maior mal e o perigo mais comum. Facção é a tradução convencional da palavra grega stasis, uma das mais extraordinárias que podem ser encontradas em qualquer língua. Sua raiz significa colocação, montagem, estatura, estação. Sua gama de significados políticos pode ser mais bem ilustrada apenas pela relação de definições dicionarizadas que pode ser encontrada: partido, partido formado com fins sediciosos, facção, sedição, discórdia, divisão, dissensão e, finalmente, um significado bem abonado, que os dicionários incompreensivelmente omitem, a saber: guerra civil ou revolução.” ( Moisés I. Finley, em sua obra “Democracia Antiga e Moderna”, Ed. Graw Ltda, 1988, págs. 60/1)

A reflexão é escudada na abalizada obra sobre o CV, escrita pelo Jornalista Carlos Amorim, sob o título “COMANDO VERMELHO — A História Secreta do Crime Organizado”. Desta maneira, os interessados poderão comparar muitos acontecimentos atuais com os registros históricos do livro, com ressalva do autor de que tudo o que nele está contido foi fruto de “doze anos de pesquisa”, que “não é uma obra de ficção”, e que “todos os nomes e locais são verdadeiros”. E assim se reporta Carlos Amorim à questão dos direitos humanos, referindo-se ao período de governo Brizola, sendo certo que não se pode separar essas facções políticas da esquerda, que são subsistema de um só sistema situacional criminoso, bastando lembrar a candidata a governadora do Rio, pelo PT, que se declara, não gratuitamente, “a favor do assalto”:

“Anunciou uma política de preservação dos direitos humanos, numa cidade onde os grupos de extermínio agem abertamente. Colocou na Secretaria de Justiça um ex-perseguido político e companheiro de partido, Vivaldo Barbosa (...). Brizola chega a nomear um ex-preso político da Ilha Grande, José Carlos Tórtima, Diretor de Presídio. O crime organizado explorou com habilidade cada uma dessas demonstrações de civilidade do governo estadual.”

Ainda nesta linha de raciocínio, Carlos Amorim faz outra denúncia:

“Os limites impostos à ação policial nos morros da cidade permitiram o enraizamento das quadrilhas (...). A paz no morro é sinônimo de estabilidade nos negócios (...). Mas o respeito ao eleitor favelado — que decide eleições no Grande Rio — ajudou indiretamente na implantação das bases de operação do banditismo organizado (...). Estava determinado a consolidar a base política que se apoiava enfaticamente nos setores pauperizados. Na eleição de 82, pesou o apoio da Federação das Favelas (FAFERJ) e da Federação das Associações de Moradores (FAMERJ). Mas o fato é: o crime organizado usou tudo isso para crescer (...). O desenvolvimento do Comando Vermelho foi o subproduto de uma Administração que respeitou o cidadão.”

Não paramos por aqui. Há mais referências no supracitado livro, que pode ser adquirido via Google. Vale então focar a fuga do poderoso Dênis da Rocinha e do CV. O fato foi assim foi registrado por Carlos Amorim:

“Ele saiu pela porta da frente, vestindo um terno fino, e ainda se deu ao trabalho de despedir-se dos guardas”.

Carlos Amorim sublinha que o CV surgiu do “encontro dos integrantes das organizações revolucionárias com criminosos comuns” e que “o encontro rendeu um fruto perigoso: o Comando Vermelho”. E com rara capacidade de síntese, apontou sua reflexão para um dos cérebros do CV: o “Professor”, William da Silva Lima:

“Sobre isso há um depoimento inquestionável: o primeiro e mais importante líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima — o Professor —, diz que leu muitos livros na cadeia. Como nessa história todo mundo escreveu memórias, William não ia ficar de fora. O fundador do Comando Vermelho publicou QUATROCENTOS CONTRA UM — UMA HISTÓRIA DO COMANDO VERMELHO, pela Ed. Vozes.”

A Editora Vozes pertence à Pastoral Penal. Mera coincidência? É óbvio que não! Carlos Amorim, em seu livro, reporta-se a alguns trechos da “preciosa obra” do líder do CV William da Silva Lima, publicada sob os auspícios daquela Editora:

“Quando os presos políticos se beneficiaram da anistia, que marcou o fim do Estado Novo, deixaram na cadeia presos comuns politizados, questionadores das causas de delinqüência e conhecedores dos ideais do socialismo. Essas pessoas, por sua vez, de alguma forma permaneceram estudando e passando suas informações adiante (...). Na década de 60 ainda se encontrava presos assim, que passavam de mão em mão, entre si, artigos e livros que falavam de revolução (...). O entrosamento já era grande, e 1968 batia às portas. Repercutiam fortemente na prisão os movimentos de massa contra a ditadura, e chegavam notícias da preparação da luta armada. Agora, Che Guevara e Régis Debray eram lidos. Não tardaria contatos com grupos guerrilheiros em vias de criação.”

E no prefácio do livro de Carlos Amorim, escrito pelo importante jornalista Jorge Pontual, da Globonews, com o título: “Palavra de leitor”

“O Comando Vermelho pôde parodiar impunemente as organizações de esquerda da luta armada, seu jargão, suas táticas de guerrilha urbana, sua rígida linha de comando. E o que é pior: com sucesso.”

O livro de William da Silva Lima, prócer do CV, teve, por parte do governante Brizola, pela Pastoral Penal e pela ABI, o patrocínio de seu local de lançamento, com pompas de obra produzida por “gênio literário”, segundo ainda nos informa Carlos Amorim:

“O livro de William da Silva Lima foi lançado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no dia 05 de abril de 1991, durante seminário sobre criminalidade dirigido pelo Instituto de Estudos de Religião, de orientação católica. O texto final foi copidescado por César Queiroz Benjamim, um ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8), que trabalhou sobre um original de mais de quatrocentas páginas.”

Nota-se a perplexidade de Carlos Amorim, diante das constatações que fez em sua pesquisa de doze anos, o que torna a sua obra única no gênero. Ele ainda afirma que:

“As palavras do Professor dão bem a ideia do quanto ele se desenvolveu nos contatos que manteve na cadeia. Dizem que, ao contrário da maioria dos militantes da esquerda, ele leu O CAPITAL — conhecimento que ainda hoje falta a muito comunista de carreira.”

Com efeito, a história costuma encaixar as ideias e fatos delas decorrentes, como num quebra-cabeça cujas peças espalhadas custam a encontrar seu lugar no tabuleiro. Mas acabam se encaixando e formando o desenho final que fora anteriormente determinado. Também não foi por mero acaso que a ABI foi escolhida. É só retornar ao passado e aos idos de 1962, para constatar que uma das brilhantes presenças no movimento que gerou a “Declaração de Goiânia” era a do ilustre Jornalista Barbosa Lima Sobrinho. Por isso, talvez, a ABI tenha sido escolhida como palco do CV... E o conluio do governante Brizola e de seus sectários com o CV não terminou no lançamento apoteótico da mais importante “obra literária” do CV. Segundo ainda informa Carlos Amorim, outro fato surpreendente ocorreu e foi por ele assim sintetizado:

“Duas semanas após o lançamento, no dia 19 de abril, o fundador do Comando Vermelho, com autorização do DESIPE, manteve um encontro com jornalistas estrangeiros no Hospital Penitenciário. Esta foi a segunda vez na história do sistema penal brasileiro que um preso comum deu entrevista coletiva à imprensa. Na noite de autógrafos na ABI, quem assinava os livros era a mulher dele, Simone Barros Corrêa Menezes.”

Somente para aguçar a curiosidade e a reflexão daqueles que tiverem acesso à leitura deste texto, informa ainda Carlos Amorim a respeito desse personagem do CV, alçado à condição de “gênio literário” pelos sectários brizolistas:

“William da Silva Lima, um pernambucano de cinqüenta anos, se considera um guerrilheiro, (...). Hoje ele está preso em BANGU I.”

Aparece também no livro de Carlos Amorim talvez a mais impressionante revelação de William da Silva Lima, gravada pelo Detetive de Polícia João Pereira Neto, da Divisão Antissequestro do Rio:

“William comenta que alguns intelectuais pretendiam usar o Comando Vermelho na luta política. (...). Alguns deles, pequenos-burgueses, pretendiam usar nossas comunidades e nossa organização com finalidades políticas. À medida que não deixamos usar, comprovamos, sem soberba, que conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu, o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente elas serão três milhões de adolescentes que matarão vocês (a polícia) nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas? Quantos BANGU I, II, III, IV, V...terão que ser construídos para encarcerar essa massa?”

O assunto é vasto, mas por agora é o que basta!

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