sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sobre o novo estatuto da PMERJ



Se tivesse de escolher adjetivos para desqualificar a sugestão de mudança do estatuto que tramita na ALERJ como Projeto de Lei Complementar, eu diria: espantoso, aterrorizante, retrógrado, tacanho, anacrônico, aterrador, casuístico, inconstitucional; e assim adjetivando eu caminharia sem parar até alcançar o ponto final da “obra-prima” que estão prestes a enfiar no fiofó do PM. Se eu fosse o Gérson Nunes (“canhotinha de ouro”), eu diria: “É brincadeira!” Sim, é vero, estão a consagrar a permanência na ativa de coronéis com tempo de serviço no posto já vencido, apenas por serem eventuais detentores de cargos, chefias e direções comissionados, assim expandindo um privilégio antes restrito ao Comandante-Geral e ao Chefe do Estado-Maior... Em virtude disso, restam discriminados os demais coronéis, o que é constitucionalmente proibido (§ 1º do Art. 9º da Carta estadual). Ah, que Lei Complementar é essa? Que adequação constitucional é essa? E a Isonomia?... Ora, a primeira providência de uma Lei Complementar é ajoelhar-se ante a Carta Magna e persignar-se à vista da Carta Estadual. E não cuidar de miudezas. De miudezas cuidam Leis Ordinárias, Decretos, normas, resoluções etc. Demais disso, o Estatuto dos Servidores Públicos Militares, inserido no Art. 118, IX da Carta Estadual como Lei Complementar, está sub judice. O dispositivo constitucional estadual em referência parece estar com sua eficácia suspensa no STF (ADIN 1087-5/600) por votação unânime em liminar:

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STF - ADIN 1087-5/600, de 1994 – Decisão da Liminar: “Por votação unânime, o Tribunal deferiu o pedido de medida liminar para suspender, até a decisão final da ação, a eficácia do inciso IX do parágrafo único do art. 118 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Votou o Presidente”. - Plenário, 01.02.95. Acórdão, Publicado no D.J. Seção I de 09.02.95, página 1.729.
EMENTA: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Artigo 118 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. - Não há dúvida de que há relevância jurídica nas questões de saber se, em face da atual constituição, persiste a necessidade da observância pelos estados das normas federais sobre o processo legislativo nela estabelecido, bem como se os preceitos do § 9º do artigo 42 e do § 7º do artigo 144, ambos da carta magna federal, os quais aludem a lei ordinária, abarcam o estatuto dos servidores públicos militares. - dada a relevância jurídica dessas questões, que envolvem o alcance do poder constituinte decorrente que é atribuído aos estados, é possível - como se entendeu no exame da medida liminar requerida na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 568 - utilizar-se do critério da conveniência, em lugar do ’periculum in mora’. Para a concessão de medida cautelar, ainda quando o dispositivo impugnado já esteja em vigor há alguns anos. Pedido de liminar deferido, para suspender ‘ex nunc’, e até a decisão final, a eficácia do inciso IX do parágrafo único do artigo 118 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.”

Não há informação, pelo menos até novembro de 2008, de que o mérito da ADIN 1087-5/600, de 1994, haja sido julgado. É o que nos informa o Site da ALERJ e torço para que seja verdade!... Como se vê, a PMERJ não tem jeito: com o tema judicialmente travado, mesmo assim ela avançou contra si com o aval do distraído governante. Porque, se estiver ainda hoje acautelada, a iniciativa nasce viciada e se traduz em anomia.
Em celeridade inconstitucional, pelo que se infere, a PMERJ intenta mudar as péssimas regras estatutárias por outras piores. Forçam a manutenção do statu quo e a consagração da opressão (o novo estatuto inicia-se com “obrigações” e “deveres” precedendo os “direitos” e “prerrogativas”). Enquanto isso, delegados de polícia e guardas municipais, – livres desse militarismo anômico, – alargam os passos na estrada que trilhamos à retaguarda deles, sem enxergá-los, pois eles, íntimos conhecedores do jogo político, apagam-na como se ela, a estrada, fosse feita e desfeita em desenho animado. E nós permanecemos teimosamente “em formatura, de farda pesada, mochila nas costas e fuzil em bandoleira”, a mirar, exaustos, o reduzido mundo intramuros dos quartéis de dentro para dentro dele mesmo; e nossos supostos concorrentes avistam suas possibilidades externas, e livres do peso inútil, ganham terreno fazendo-nos comer poeira. E o máximo que conseguimos é debulhar lágrimas em chororô infantil, buscando nossos próprios calos para pisar, nossas próprias canelas para pontapear, e nossos miasmas para cheirar. Que horrível!... Mas a culpa é nossa, daí a pouco estaremos “festejando” o novo estatuto como quem está feliz da vida em ser estuprado.
Trata-se de estatuto elaborado em “segredo de estado”, sem a participação da tropa. Estatuto feito por uma PMERJ comprometida com o atraso: perfeito na forma, desesperador no conteúdo. Mas não podemos reclamar; ao que tudo indica, foi grafado por nós mesmos; e todos nós ficaremos, mais uma vez, sentados no cais a ver navios partindo para novas conquistas, ou sentados à beira do caminho vendo a caravana passar e os cães ladrarem. Nem navegamos, nem passeamos, nem ladramos. Nada fizemos, fazemos ou faremos; e o ferrão se tornará mais afiado que antes, um antes reportado à II Guerra Mundial e à cópia autenticada do estatuto do EB daqueles maus tempos e ainda hoje patrão da PMERJ, mas que se lixa para a nossa boa ou má existência institucional. Tornamo-nos vira-latas assanhados, que, mesmo apanhando do seu dono, continuam a lamber seus pés balançando os rabos até o próximo pontapé. Ó “canhotinha de ouro”!...
Ora bolas! Onde estão os valentes e inteligentes oficiais da briosa? Existem? Claro que sim! Mas, que fazem a respeito? Preocuparam-se em ler o novo estatuto que tramita na ALERJ? Que acharam dele?... Não sabem? Que pena! E as Associações de Graduados e Praças? Onde estarão dormindo e por que não acordam?... Não percebem a armadilha da Previdência Social a impedir a contagem do tempo dos licenciados da corporação para efeito de aposentadoria futura? Eis a inovação: devolução aos excluídos do dinheiro descontado, porém sem correção. Ora! Afinal, são os graduados e praças os mais prejudicados por exclusões injustas, sempre, e sempre, e sempre... Eu, de minha parte, confesso minha pequenez ante o Leviatã que nos aguarda em tocaia. Li o estatuto. Nada vi senão coisas iguais ou piores, e mais exigências aos que pretendem ingressar numa profissão que “avança para trás”, parodiando o mestre Deonísio da Silva.
Mal comparando, o que o novo estatuto propõe, sob a ótica do trabalhador civil, é que este, em sendo demitido de sua empresa sem indenização, receba do INSS, sem correção, o somatório de sua contribuição previdenciária ao longo dos anos, de modo que jamais conte esse tempo na sua aposentadoria.
Engodo!...
Jamais imaginei ver algo tão teratológico contra o PM. Pois ele, tornado ex-PM, e desesperado, correrá para receber de volta sua mixaria não corrigida e perderá o direito à contagem desse tempo no INSS ao encarar o desconhecido mercado de trabalho civil.
No caso do PM, tentam prejudicá-lo livrando a Previdência Social Estadual de ônus futuro, embora lhe subsista, em contrário, o direito de contagem do tempo de contribuição do INSS para aposentadoria na PMERJ.
Tentam assim eliminar a contrapartida em prejuízo da União. Pior ainda: o ex-PM, levado à estaca zero do seu tempo de aposentadoria, e com poucas chances de se empregar por falta de capacitação, e principalmente revoltado, poderá formar em milícias ou se sustentará no tráfico. Porque é certo de que ninguém cuidará de sua ressocialização depois de excluído, nem como o fazem com ex-presidiários.
O novo e injusto texto ignora o desconto obrigatório para o Fundo de Saúde da PMERJ, que possui como contrapartida o direito de o PM e sua família serem atendidos pelo sistema de saúde para o qual obrigatoriamente contribui muitas vezes sem fazer uso dele. Ao ser excluído, o PM e seus familiares perdem imediatamente o direito ao atendimento médico-hospitalar, sem qualquer tabela de carência que considere o seu tempo de contribuição. Desculpe-me, “canhotinha de ouro”, mas “é brincadeira!”
O novo estatuto propõe o Bacharelado em Direito para ingresso na Academia de Formação de Oficiais e o Ensino Médio para candidato a soldado PM. E dirão: “Que bom!” Assumimos que nosso Curso de Formação de Oficiais não presta ou queremos ser delegados de polícia? Por que não nos valorizamos como autoridades competentes de polícia administrativa da ordem pública?...
Querem saber?...
Porque na Constituinte de 1988, enquanto defendíamos o lambe-saco ao EB, as Polícias Civis avançaram e se consolidaram em vista do futuro. E no vácuo do nosso desleixo vemos hoje crescerem em prestígio as Guardas Municipais, já executando até a “Polícia de Choque”, atividade que se situa além do “Policiamento Ostensivo Geral”.
A Guarda Municipal do Rio de Janeiro, por exemplo, desde muito ultrapassa seus limites constitucionais: “guerreia com ambulantes” e manda às favas nossa “exclusividade institucional”. Enfim, avança em liberdade e se legitima, e logo se legalizará, e faz muitíssimo bem: não depende de continência nem de ordem-unida. Nem se apega a tradições...
Por nossa única e exclusiva culpa, somos o fim da fila, os desterrados que insistem em se jogar de peito em baionetas por nós mesmos armadas. Somos suicidas querendo receber a morte por mãos de terceiros, mas os terceiros não olham para trás. Vão à frente e, como sempre, alcançarão o pódio. Nós seremos sempre lanterninhas, saco de pancada da mídia (militar=ditadura...). E comeremos as migalhas jogadas ao chão pelos bem alimentados que nos precedem em se tratando de polícia, e de poder, e de política, e de salário, e de tudo mais que nos desagrada e passivamente aceitamos. Até quando?... Ah, eu afirmo e reafirmo: até sempre, e sempre, e sempre...
Somos objetos de consumo, raspas de tacho, pó de serra, restos de tudo, monturo; somos, entretanto, arrogantes e vaidosos; enfeitamo-nos deveras para impressionar: farda bonita, algibeiras vazias; somos separatistas doentios. Empinamos nossos narizes para nós mesmos; não nos envergonhamos de nada e festejamos solenemente a miséria e o desprestígio pregando medalhas no peito dos que nos empobrecem e desprestigiam.
Que diabo de covardia é essa? Onde está a nossa honra? Para que serve o juramento? Cadê a nossa coragem? Por que não marchamos juntos na mesma direção, nem que seja dando “meia-volta volver”? Sim! Sim! Eis a saída! Se “avançarmos para trás”, seremos os primeiros e não os últimos. É melhor do que comer poeira alheia a vida toda por conta da vontade de um e do interesse pessoal de alguns efêmeros que se tentam tornar eternos. É melhor voltar ao ponto de partida e recomeçar de novo, revendo cada erro e reforçando os acertos.
Muito bem, o assunto não termina aqui. Sugiro aos companheiros líderes de classe da PMERJ que busquem cópia do Projeto de Lei Complementar e o analisem sob o crivo das Leis maiores e dos anseios e valores da tropa (oficiais e praças), que, no meu modesto entendimento, correm perigo. Caso contrário...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

(Sem) Fusão e (Com) Fusão)

Uma Reflexão Absurda





O Efeito Borboleta (Edward Lorenz)




“Se minha Teoria da relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu.” (Albert Einstein)




Dois momentos em minha vida, – dentre muitos outros que não se encaixam na ideia deste texto, – não os pude evitar. O primeiro foi nascer sem pedir que tal milagre (?) acontecesse; o segundo, a fusão entre o RJ e a GB, tragédia para mim tão inesperada quanto o meu nascimento. Sobre o primeiro momento, não digo que haja sido bom ou ruim. Como todos que nasceram, reclamar pra quê? É um fato. Conviverei com ele até me ocorrer o terceiro momento inevitável, a tragédia esperada: a morte. Ah!... Ninguém em sã consciência deseja experimentar esse outro lado da moeda da vida, afora os loucos apelantes do suicídio, gesto tão absurdo que supera qualquer tragédia. Mas focalizemos o segundo momento: a fusão...
Não foi somente minha, a tragédia da fusão, mas de milhares de fluminenses e cariocas que para ela não se prepararam. A fusão do RJ com a GB, em 15 de março de 1975, deve ter sido decisão de última hora, no máximo um ano antes e em razão da Ponte Rio-Niterói (por que não “Ponte Niterói-Rio”?). Lembra-me a época em que o anúncio chegou, mais ou menos oito meses antes de ocorrer. Era o ano de 1974. No início deste ano, eu – primeiro-tenente, segundo de turma na Escola de Formação de Oficiais (EsFO), servindo na Companhia Escola e também na EsFO, – eu vestia o camuflado e vivia enfiado em salas de aula ou no mato dando instrução de Emprego Tático para cadetes, soldados, cabos e sargentos sem ganhar tostão. Anos a fio... Que bobo!...


Um colega de turma, por acaso repetente e de novo quase que cerra-fila na classificação, era ajudante-de-ordens do comandante-geral. Deu-me uma cangalha sem dó nem piedade. De segundo colocado de turma e altamente conceituado na profissão passei a ser rabeira ao ficar atrás dele. Acordei para a dura realidade de que idealismo não me garantia coisa alguma e usei meu parentesco com militares de alta patente do EB e da MG. Pule de dez!... Se o fizesse antes, não teria levado a “carona”. Não titubeei, guardei o camuflado e a farda de instrução e me vesti de gala e alamar como um autêntico alferes machadiano. Porque, logo em seguida, minha sorte do parentesco com as altas patentes militares funcionou e eu assumi a privilegiada posição de ajudante-de-ordens de um novo comandante-geral da PMRJ após inesperada saída do anterior. O tenente postergado em nome do poder substituiu o capitão repetente em cena constrangedora. Fui promovido a capitão na leva seguinte, em primeiro lugar da lista. Enfim, e em razão do prestígio do cargo, tornei-me facilmente capitão. Mas permaneci “mais moderno”... “Tempos idos e vividos” (expressão machadiana) e jamais esquecidos...




“Reúno em mim mesmo a teoria e a prática.” (Machado de Assis)


Tomara posse o Tenente-Coronel Art Evaristo Antônio Brandão Siqueira. Vivo ainda, – e com melhor saúde que a minha, – é um fidelense carola, devoto de São Fidelis, claro, e amante da corporação miliciana por culpa do irmão, o saudoso General Art João José Brandão Siqueira, que comandara a PMRJ antes dele. Embora verdes-olivas, ambos traziam no coração um poucochinho de nosso cáqui e da história de glórias da instituição criada em 14 de abril de 1835. Sabiam de antemão o significado de Treme-Terra gravado pelo 12º de Voluntários da Pátria na Guerra do Paraguai. Ouviram falar do Sargento Pardal e da ensangüentada Bandeira Centenária que o herói empunhara até a morte em solo inimigo. Mas não sabiam adrede da fusão... Curioso... Às vezes alguns anônimos me ofendem denominando-me “treme-terra” como se fora palavrão. A eles, cujas ofensas logo apago, meu sincero muito obrigado!
Ao ser ela confirmada, mais parecia prenúncio de tempestade. Que susto! Veio-nos a notícia como algo irreal, absurdo. Sim, absurdo, o inverso dos princípios da Ágora de Péricles: afastaram ainda mais o povo do governante. Se houvesse desmembramento do RJ em dois ou três Estados Federados, o trauma seria menor, sem dúvida, Mas juntar, aumentar, distanciar... Coisa de totalitarismo, ninguém gostou: povo nenhum do lado de cá nem do lado de lá da baía de Guanabara. Porque significou uma brutal ruptura sociocultural e psicossocial em dois lados detentores de forte e enraizada identidade.
Os cidadãos se viram lesados em sua individualidade, sem o direito nem mesmo de expor opiniões. De tudo que houve de ruim na ditadura (não digo que essa democracia que hoje assistimos seja melhor), para nós, fluminenses e cariocas, a fusão significou o pior dos males: a “confusão”. Até hoje, meus filhos não sabem dizer se são “fluminenses”, “cariocas”, “guanabarinos”, “híbridos”, sei lá. Na verdade, eles sabem que são niteroienses e brasileiros. Quanto ao aspecto regional, pior ainda para os “cariocas”, que não são “guanabarinos”, e, com certeza, jamais serão fluminenses, isto é decisão do espírito. Creio que preferem ser cariocas, claro, e até eu, se lá tivesse nascido por sorte ou azar.
Em meio à perda de identidade do povo, houve a perda de identidade dos militares estaduais. Éramos, – e somos, – como times de futebol: funções iguais, mas vestidos em camisas que jamais se transformarão na cor representativa de um só time. Nunca envergaremos uma só bandeira que não seja a de nossa origem, nem aceitaremos novos emblemas e hinos. Diferentemente da música, preferiríamos mil vezes “chorar separados” que “brigar juntos”. Mas estamos, desde 1975, “brigando juntos”. No caso dos treme-terras (PMRJ), enfrentamos dois times a um só tempo (PMDF e PMEG), porque, embora eles tenham recebido o impacto da separação com a ida do Distrito Federal para Brasília, não perderam a identidade una que guardam desde 13 de maio de 1909. Nesse caso, a medida não abalroou a Ágora de Péricles. Houve o fracionamento de uma só cultura, não houve a fusão.
Muitos poderão desdenhar estas linhas simples da malfadada história do RJ. Haverá a esquivança das pessoas, não considerarão o assunto com a seriedade devida. Esse comportamento de indiferença é, infelizmente, comum na nossa sociedade local, que segue a lógica superficial do “ninguém é de ninguém”; é assim, sem dúvida, embora o povo receba em cheio os efeitos funestos desta singela historinha que mais parece choradeira de criança ao perder sua pipa alçada por linha sem o pó de vidro nela colado. Distraído, o menino não percebe a aproximação da outra pipa que se preparou com o cerol. E lá se vai, em meio às nuvens e à risadaria dos coleguinhas, o seu brinquedo. E o perdedor se recolhe em tristeza. Menos um a se deliciar da vida por alguns momentos ou para sempre, se ele não mais desejar brincar de pipa. A omissão dói menos.
Contudo, esse mesmo menino se poderá enraivecer e tornar às ruas com outra pipa, agora disposto a se vingar. Não estava omisso, apenas se recolhera para o aprendizado da maldade a se equivaler com a do seu adversário soltador de pipas. Sim, ele está preparado e não se limitará a cortar a pipa inimiga, mas todas que puder tosar nos ares hostis em que se metera ingenuamente. Ele, porém, não é mais ingênuo, nem os demais que se surpreenderam ante a perda do brinquedo indefeso, tal como ele. São sempre muitos a soltar pipas: os dois lados da contenda num mesmo bairro. E, de repente, um bairro é abruptamente juntado a outro, e aí teremos quatro grupos antagonizados pela cultura de antanho. Jamais os soltadores de pipas formarão um só time, embora no ar só se vejam pipas.
Não é outro o Estado do Rio de Janeiro nem é outra a PMERJ pós-fusão. Parece a África... Sim, somos tribos, – guardadas as devidas proporções, – e disputamos o chão e o poder. Buscamos o triunfo sobre as demais tribos internas e externas. Para tanto, esbanjam tribos opostas e dispostas ao confronto... Grosso modo, seria como a Ruanda dos Hutus e Tutsis. Nós também praticamos o tribalismo destruidor de amizades e construtor de inimizades desde os bancos das Escolas de Formação, com as turmas se fechando em hostilidade que perdura até o fim da carreira e da vida. Somos o efeito disso, e parece que jamais haverá outro modo de sobrevivência institucional porque resultamos de uma cultura geral de repugnância pela junção abrupta de pessoas que não a desejavam e ainda hoje a abominam: os da província roceira e os da metrópole cosmopolita.
É complicado admitir situação tão grave. Pior, entretanto, é fingir não vê-la em todos os seus fragmentos. E me refiro aos três poderes do Estado, que eram seis e agora são três, com uns enfiados à força dentro dos outros, aberração histórica que somente uma tragédia do tamanho da secessão estadunidense será capaz de consertar. Talvez nem assim, até porque o clima político do país não recomenda que tribos hostis se enfrentem. Ficam então disputando seus micropoderes entre si, primeiro internamente, em genocídio moral, e depois arrancando o apoio externo para alcançar o topo e situar sua tribo na dianteira, claro que aproveitando alguns contrários e submissos para fingir coesão. Com o restante é a degola: aos vencedores as batatas!... Ora, que coesão que nada! Vivenciamos na PMERJ um saco de gatos sem solução, e o povo, do lado de fora dos quartéis, hostiliza-se igualmente, mesmo que em ingênuas piadas do tipo “a melhor vista de Niterói é o Rio” e seus desdobramentos ressentidos.
Reafirmo que a situação de convivência pós-fusão é grave nas instituições estatais e no seio da sociedade destinatária dos seus serviços. Não significa que amizades individuais e parentescos não amenizem o problema. Não fossem os laços de amizade e de parentesco, exsurgiria a hostilidade materializada em confrontos visíveis.
Vivemos, sem embargo, o “deixa-disso” fingido. Não nos amamos. Somos ainda mais arrogantes em função da hierarquia e da disciplina a serviço de interesses menores. Somos pedantes, embora o nosso poder se resuma à lição machadiana da “voluptuosidade do nada”. E agora virá a indagação geral: “Por que lancetar esse tumor social até então adormecido como um vulcão extinto?” Eu respondo: “Não sei!” Mas sei que é preciso gravar o problema para produzir e reproduzir reflexão sem endereço certo. Só reflexão e mais nada... Reflexão...
Lembra-me os idos de 1984 e o “Plano Diretor da PMERJ” lançado pelo então comandante-geral (março de 1983/março de 1987), Cel PM Carlos Magno Nazareth Cerqueira, em nova redação. Nele, destacava-se o “Objetivo Síntese” desdobrado num “Grande Objetivo do Comando, deduzido da missão constitucional e das atribuições legais, do modelo organizacional e da filosofia de emprego, assim sintetizado: promover, adaptando a estrutura policial-militar às exigências da segurança pública, o ajustamento comportamental da organização dentro de uma nova concepção de ordem pública, na qual a colaboração e a integração comunitária sejam os novos e importantes referenciais, o que implica em um novo policial e uma nova polícia.”



Plano Completo, idealista, com políticas desenvolvidas meticulosamente, para vigorar de 1984 a 1987, embora editado após aquele ano inicial, o que implicaria o uso de máquina do tempo, porque da edição anterior, se houve, não se cuidou em momento algum... Para quem se interessar, o texto original foi aditado ao Boletim da PM nº 229, de 03/12/85 e tornado um livreto no início de 1896. De lá para cá, 23 anos se passaram e nada, absolutamente nada mudou, a não ser para pior. Porque a “integração comunitária” apregoada pelo Cel Cerqueira passou a ser tachada de “interferência comunitária”. O que era sério tornara-se mangação das tribos que o sucederam. Mas a guerra dele não estava totalmente perdida, como muitos erroneamente imaginaram: ele reassumiu o comando-geral, e, em vez de ressuscitar o seu “Plano Diretor”, matou-o para dar lugar à ira contra seus adversários, às vezes até enquadrando aliados como inimigos. Pena, porque ainda hoje esse “Plano Diretor”, que virou piada, se levado ao pé da letra poderia ser atualizado, reeditado e executado.
O retorno raivoso do Cel Cerqueira (1991/1994) assinalou quatros anos de terror disciplinar, omissão e chacinas. O Cel Cerqueira, não mais era aquele empolgado transformador que escolhera o rumo certo, mas que as resistências internas e as inimizades tribais desviaram-no da rota. Houve então o império da anomia e o desastre, em repeteco que deve ser apagado da história recente do Estado do Rio de Janeiro. Ou, ao revés, deve ser sempre lembrada, como ora faço, para consignar o aleatorismo de um povo tão mesclado, pauperizado e desnorteado que não consegue escolher um governante diferente do gaúcho que “costeou o nosso alambrado” e para ele abrimos as porteiras que lhe foram cerradas no seu torrão natal: o Rio Grande do Sul. Mergulhou no Rio de Janeiro, um rio errado. Nadou e boiou à vontade. Fosse o caudaloso Rio Grande do Sul, morreria afogado. Morreu de velhice, Deus o tenha!... Afinal, ouvi dele uma vez que a autonomia de alguns Distritos tornados Município era excelente porque atendia ao princípio da Ágora defendido por Péricles.
Elogios à parte, tudo contribuiu para o caos de hoje: ditadura, abertura, anomia pós-abertura, maus governantes, baderna generalizada, crescimento desenfreado do tráfico, ONGs finórias transformando desgraça em dinheiro, domínio invencível das favelas por bandidos e milícias. Contrapondo-se a esse caos sem autoria, a PMERJ encetou algumas bem-sucedidas ocupações de favelas... muito mais para “inglês ver”. Não que a medida operacional seja ruim. É ótima! Mas seu preço há de ser caro ao asfalto e às demais favelas, estas que não serão alcançadas pelo benefício porque não há como inventar efetivo para ocupar mais de setecentas delas dominadas por facínoras organizados em moldes paramilitares e armados até os dentes com fuzis de última geração. São também tribos amigas e rivais entre si, e inimigas das tribos policiais, que, por sua vez, são fracionadas em tribos não menos rivais entre si. É briga de foice no escuro, e a vitimização de policiais atinge as raias do absurdo. Ser PM atualmente é voluntariar-se ao suicídio a que nos referimos no início.
Claro que a fusão responde consideravelmente pelos problemas atuais, o que acaba parecendo uma contradição, porque ela, em unindo, dividiu, e, divididos, enfraquecemos. Hum... Talvez fosse mais prudente não ser tão reducionista. Afinal, a História da Humanidade é feita de disputas sangrentas pelo chão e pelo poder, tanto ontem como hoje. É o que se lê em livros amarelados e o que se vê ao vivo e a cores mundo afora.
Porque o ser racional é o alimentador das contradições. Enquanto os animais disputam o chão, as águas e os ares apenas para garantir a sobrevivência de suas “tribos”, o homem é detentor único da violência pensada e repensada para dominar outras “tribos”. Antes, usavam armas rudimentares; agora são armas absurdamente letais. Mas a violência é a mesma, desde o homem das cavernas aos magnatas das mansões.
O que mudou? Nada! Ontem, a plebe era massa de manobra e os poderosos faziam dela gato e sapato; hoje, a massa continua ignara e socialmente conformada; e segue em procissão a morrer na proporção em que a população mundial, continental, nacional, regional e local aumenta. Tudo igual, tudo proporcional, precisamos nascer para morrer; e se hoje as doenças matam menos, as armas hão de matar mais para equilibrar o nosso habitat, o ecossistema denominado planeta Terra. Ah, não há jeito, seguindo a ordem natural das coisas, morrerão primeiro os policiais e os bandidos! Nada demais, eles morrerão proporcionalmente, embora esta contagem não interesse a ninguém. Morre, pois, cada um (mocinho ou bandido), “cumprindo o seu papel social”, como alardeiam os academistas a serviço da Teoria do Caos...







“O bater das asas de uma borboleta, num extremo do Globo Terrestre, pode provocar uma tormenta no outro extremo no espaço de tempo de duas semanas.” (Teoria do Caos – Edward Lorenz)

domingo, 26 de julho de 2009

Sobre o Controle Interno da PMERJ



Nos bons e velhos tempos, os comandantes, chefes e diretores de Organizações Policiais Militares (OPM) eram mais desenvoltos, céleres e justos em suas avaliações disciplinares. Cada OPM possuía um núcleo chamado “Seção de Justiça e Disciplina”, com equipe reduzida e tecnicamente preparada, para secretariar os encarregados de averiguação, sindicância, IPM e conselhos disciplinares (hoje é subseção da P/1). As apurações eram determinadas pelas autoridades competentes e executadas por oficiais da própria OPM, permitindo uma criteriosa aplicação do Regulamento Disciplinar e dos demais instrumentos legais punitivos e apuratórios. As causas de justificação e as circunstâncias atenuantes eram sopesadas com as faltas disciplinares e as circunstâncias agravantes, com a vantagem de o aplicador da penalidade administrativa conhecer os faltosos por inteiro: física, moral e socialmente. Respeitando as opiniões contrárias, creio que o sistema corretivo era bem mais justo e fortalecia a disciplina nos quartéis.
A partir do primeiro desgoverno Brizola, – período da permissividade com o crime e da sede de vindita contra policiais, aliada à subserviência do primeiro comando exercido por PM e também à de seus sucessores, – iniciou-se a centralização das medidas punitivas. Deste modo, os militares estaduais supostamente faltosos tornaram-se meros nomes em frios papéis distanciados da verdade real dos fatos. Foi como se iniciou o “castigo-espetáculo”, a ponto de as decisões unânimes dos Conselhos Disciplinares de praças serem desconsideradas, embora favoráveis aos acusados. Excluo desta apreciação os Conselhos de Justificação de oficiais devido à insignificância do seu número. Para esclarecer: o colegiado formado por três membros emite um parecer e o comandante da OPM pode ou não homologá-lo, o que por si só é absurdo. Em comparação grosseira, seria imaginar uma Câmara do Tribunal de Justiça a decidir pela absolvição de um réu e seu presidente anular a decisão coletiva com seu voto valendo mais que a soma dos outros.
Antes desta fase de trevas, geralmente os comandantes, chefes e diretores de OPM respeitavam as decisões colegiadas; mas depois, – por servilismo ao comando superior e apego ao cargo, – eles passaram a discordar das decisões favoráveis dos colegiados disciplinares, o que não ocorria com as desfavoráveis, quase sempre acolhidas. Passou-se a cuidar de injustiça a serviço do caudilho e de seus apaniguados. Atualmente, nem deveria haver Conselhos Disciplinares (mera formalidade), pois as deliberações dos que investigam as faltas são geralmente ignoradas pelos escalões superiores. Mesmo que os comandantes, chefes e diretores de OPM se manifestem a favor do acusado seguindo a lógica da apuração natural do fato, a Corregedoria Interna muda tudo e o comandante-geral descarta inocentes. Assim atende à ira da imprensa e às irresponsáveis reações de governantes e dirigentes de fora da corporação. Isto acontece, sem exceção de quaisquer comandos, desde 1983. Os políticos, dependentes da mídia, dão as cartas do “castigo-espetáculo” com mais gana que reis e príncipes dos tempos absolutistas. Não me refiro ao atual comando-geral, que fique bem claro!...
Ninguém se preocupa com o destino do PM levado à humilhante condição de ex-PM, acarretando prejuízos morais e materiais aos seus familiares, que perdem imediatamente o direito ao sistema de saúde para o qual o excluído contribuiu ex-officio durante anos a fio. A punição disciplinar transforma-se em punição social, excrescência digna dos regimes totalitários. Assim, de 1982 para cá (2009), ou seja, nos últimos 27 anos, muitos receberam o infortúnio das falsas acusações, foram jogados na enxovia e denunciados por crimes inexistentes ou dos quais não participaram; e depois, – ou até antes da decisão judicial, – ganharam o olho da rua sem direito a nada. E os que lograram a absolvição dificilmente conseguem retomar o direito perdido. A frieza e a maldade institucional só têm aumentado nos últimos anos e não creio que isto se resolva de uma hora para outra, malgrado a obstinação dos atuais mandatários da PMERJ no sentido da resolução deste grave problema cujos reflexos no comportamento da tropa são assustadoramente negativos.
Claro que o sistema de Controle Interno, para responder à loucura do brizolismo, – diga-se de passagem, para não sermos injustos, agasalhada por todos os governantes seguintes, – instituiu as “Delegacias Judiciárias Militares” (DPJM), mais um desnecessário instrumento de poder a retaliar a tropa, de coronel a soldado, tudo comandado a ferro e fogo pela arrogante PM.2 (Serviço de Inteligência da PMERJ), a mesma que muitas vezes denunciei como espécie hodierna da “SS” Nazista ou do “Olho do Partido” Soviético.
É claro que dentro do carcomido, injusto e podre sistema punitivo, capaz de fazer corar Michel Foucault e minimizar sobremodo suas investigações científicas sobre a vigilância e a punição, – editadas em sua clássica obra “Vigiar e Punir”, – havia e há pessoas capazes e isentas. Mas são facilmente vencidas por seus superiores, que descaradamente recusam seus pareceres justos, trocando-os por outros adequados à loucura supracitada. Se não bastasse, ainda há o sistema jurídico do Gabinete do Comando-Geral, que muitas vezes muda tudo para atender à vontade do comandante-em-chefe. Reitero que não me refiro aos dias de hoje!...
Neste ponto, lembra-me aqui um notável colega que ocupou a função de assessor jurídico nesse período de reedição do “Malleus Maleficarum”. Segundo comentários feitos à surda, ele costumava indagar do comandante-geral qual o seu gosto (“contra” ou “a favor”) a respeito da questão a ser avaliada e relatada em parecer eloqüente e fundamentado. Seria cômico se não fosse trágico... E assim chegamos aos dias de hoje e ao atual Comando-Geral, que bem conhece esta porcaria histórico-institucional resumida no que poderíamos designar como Controle Interno. Ele bem sabe da podridão acumulada nesses 27 anos e dela há de discordar. Contudo, não lhe será fácil mudar isto, as resistências internas e as críticas externas lhe serão impertinentes. No fim de contas, tornar o sistema disciplinar democrático e justo significa contrariar interesses de altíssimo naipe, dentre os quais os midiáticos. Pois a imprensa não está preocupada com nenhuma justiça, mas, sim, com o “castigo-espetáculo” a vender jornais e produzir picos de audiência em rádio e tevê. Como privá-la desta oportunidade literalmente de ouro?...
Nada do que digo é novidade. Todos na PMERJ conhecem esta sua mais acumulada sujeira e têm medo do poder negativo que ela representa. Tal consideração nos remete novamente à poderosa PM.2, cujo chefe só pode ser nomeado se o seu nome for adrede aprovado pelo mui heróico Exército Brasileiro. É mole?... Sim, somos massa de manobra em todos os sentidos, e tendemos a arrochar a mais e mais a tropa. Ah, a tropa!... Quem se preocupa com a tropa como um conjunto de pessoas humanas detentoras de direitos? Quem se lembra de que os pobres-diabos têm família?... Respondo: poucos!...
Por fim, ante este resumo, posso garantir: a tropa é massa de frustrados e revoltados. Muitos de seus integrantes, cônscios da facilidade com que são descartados, se corrompem, tornam-se desidiosos e violentos nas ruas etc. E estão se lixando para a PMERJ, porque ela, a mui tradicional e bicentenária corporação, não os respeita nem minimamente. A tropa não recebe horas extras, enfrenta xadrezes por trinta dias como se os seus componentes fossem bandidos comuns; sim, a tropa é tratada como lixo que nem reciclagem merece. E quem paga o pato é o destinatário dos seus serviços: a população. Isto me lembra um adágio de autoria que desconheço, creio que seja de um francês: “O povo tem a polícia que merece!” E mais outro, juro que para encerrar: “Polícia é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo.” Mas tornaremos ao tema...





quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sobre as mudanças na PMERJ

É o terceiro coronel que assume o comando-geral da PMERJ na gestão do Ex.mo Senhor governante Sérgio Cabral Filho. Parece-me até o Vasco da Gama a trocar de técnico... Mangação à parte, eu sinceramente creio na excelência da troca. Afinal, assumiu um indiscutível e legitimado craque, tendente a vencer alguns jogos. Contudo, não o vejo como salvação do campeonato, embora aposte na competência dele e torça para que tudo dê certo. Pensamento positivo atrai sorte, e ele precisará dela...
Com efeito, a missão do comandante-geral é sobremodo árdua. Não se muda da noite para o dia uma instituição destroçada por fatores externos e internos imponderáveis, além de extremada em sua resistência a mudanças. Mas já em tão pouco tempo, infelizmente, vejo o coronel PM Mário Sérgio atropelado por microfones, gravadores e câmeras impertinentes a explicar duas derrotas isoladas, tal como os técnicos de futebol o fazem ante as cobranças da imprensa especializada, que não quer saber se o centroavante perdeu um gol feito. Essas derrotas são inevitáveis, assim como é certo que elas interessarão mais à imprensa do que as vitórias conquistadas a suor e sangue. A vitória é do time, a derrota é do técnico. É assim aqui e mundo afora desde que William Randolph Hearst instituiu a cultura do sensacionalismo e fez prosperar a imprensa marrom.

Bem, mudou-se o comando, e como dantes houve a indefectível dança das altas cadeiras, passou-se o pente-fino nos quartéis e desencadeou-se a operação “caça-fantasmas” a garimpar efetivos; e muitos PMs de má-sorte podem ser jorrados nas ruas sem sabermos se bem distinguem a caneta da escopeta, e de quem é a culpa por estarem ocultos debaixo de mui variados tapetes civis e militares. Tudo bem, eles treinaram antes, existem para enfrentar o crime, fim de conversa, e que façam gols! Quem mandou terem eles “mil e uma utilidades”, apesar de autorizados ou cumprindo ordens superiores?... Que, porém, sejam antes treinados, e estou certo de que o serão, esse comandante-em-chefe sabe das coisas!...
Mais uma vez, por óbvio, nota-se a vontade da PMERJ em apresentar seu melhor serviço à população, o que é louvável, e era também vontade do comandante-geral que merecidamente saiu ou que nem deveria ter entrado. Porém, salvo engano meu, e em repeteco do repeteco do repeteco, vão esvaziar um copo de água para encher outro de igual volume. Parece ilusão de ótica: se a água é despejada de cima para baixo, o percurso é mais barulhento; se despejada de um copo a outro, apenas inclinando um deles, o líquido escorrerá suavemente e não despertará nenhuma atenção. Afastar os copos na vertical é preciso, mas implica risco, e nem por isso a quantidade de água será diferente da original. No primeiro instante, o barulho poderá surtir efeito; depois, a tendência é de a água errar o copo e ir ao chão, diminuindo-se a quantidade original. Ou entrarão em ação os vasos comunicantes e a PMERJ tornará à máxima de Giuseppe Tomasi di Lampedusa: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está.” Ou seja, “tudo como dantes no quartel de Abrantes.”
Daí, uma indagação me assalta a mim: a mudança de comando foi para melhorar o atendimento da população pela PMERJ, dando tempo e crédito ao novo comando, ou tudo ocorreu tão-somente para lustrar a imagem desgastada do ínclito governante? Desconfio da segunda hipótese, posto que, concomitantemente, ele busca no “petróleo é nosso” imitar Monteiro Lobato para se salvar da queda livre nas trevas do abismo eleitoral que se aproxima a passos largos.
Em algumas ruas privilegiadas, é possível que a população se satisfaça durante um tempo com o nosso aguerrido “petroleiro”, até perceber que na PMERJ se tenta trocar meia dúzia por seis em desespero reativo. Aliás, os companheiros hodiernos e “postulantes à ABL” inventaram, num “decálogo operacional”, a novíssima ação “pró-ativa”, imprimindo-lhe o sentido de “proativa” (vocábulo correto e inverso da palavra “reativa”). Ora, proatividade é antecipação; “pró-atividade” é defesa da ação (“pró-“ significa “a favor de”). Portanto, ao se dizer que a PMERJ deve ser “pró-ativa”, induz-se a pensar que ela se encontra em modorra, o que não é verdade. Para conhecimento dos “causídicos da PMERJ”, os vocábulos “proativo e reativo” são, há décadas, usuais na Teoria Geral da Administração e no Planejamento Organizacional (sic):

“Se a concepção moderna da Administração pública a caracteriza como sistema aberto, independente e capaz de desenvolver valores próprios, e se a concepção do papel do administrador público no contexto de mudança é cada vez definido mais como proativo do que reativo às demandas ambientais, com maior ênfase ainda se destaca a necessidade de que os valores sociais das organizações públicas sejam definidos como padrões orientadores do comportamento administrativo. (...). O administrador público proativo é o indivíduo capaz de se responsabilizar e ser responsável pelas transformações que se fazem necessárias na ambiência social em que a organização opera.” (Planejamento Organizacional – Paulo Roberto Motta & Geral R. Caravantes – FGV – AGE – Assessoria Gráfica e Editorial Ltda. – Porto Alegre/RS, 1979, págs. 168 e 172). Grifos nossos.

Com as escusas pela insistência na divulgação do conceito, e explicado o inusitado e impróprio “pró-ativo”, – “sei que tento fazer chover no molhado”, – devo lembrar que o corpo social a ser atendido pela PMERJ é bem maior que seu curto cobertor... Nos quartéis, por outro lado, aflora-me a certeza de que o atual governante não é benquisto e não conquistará um só voto da tropa, haja vista as promessas não cumpridas. Como não há muito tempo para aplausos, temo que a ira miliciana contra o governante se transporte para os atuais mandatários da PMERJ, que não a merecem, eles não são nem serão “salvadores da pátria”!... Mas, como tendemos a enfrentar a morte pelo juramento de honra, mesmo que esta se nos apresente cega, surda e muda, somos usados...
Por amor à coerência, devo, porém, reafirmar: apesar de ser a terceira troca de comando, invade-me o espírito a certeza de que a escolha foi excelente. Mas isto não elimina minhas dúvidas: se a PMERJ estava tão ruim (e efetivamente estava), por que o comando anterior saiu tão elogiado? Em vista desses rasgados elogios, por que muitos oficiais por ele nomeados perderam abruptamente seus cargos? Seriam ruins? Estariam inabilitados para o exercício da carreira continuada? Os que assumiram são mais competentes? Qual terá sido o critério para retirar de batalhões oficiais com apenas dois meses de comando? Foram velozmente expurgados por quê? E a última lista de promoções de médicos? É isenta? Reflete alguma verdade? O que há por trás dessa subitânea troca de comando, afinal? Qual será a realidade embutida na drástica medida governamental?... Terá havido queda nas pesquisas e a PMERJ foi novamente escalada para pagar o pato de uma insegurança pública cuja solução não lhe compete com exclusividade?
Ah, eu não nasci ontem! Preocupa-me o confronto interno estimulado por burocratas comissionados e políticos que estão com seus dias contados e partem à cata de votos. A PMERJ, – em vista desses casuísmos politiqueiros que se acumulam de longe em longe, de quando em quando e de logo em logo, – a PMERJ está se transformando num nicho de facções. A cada mudança determinada de fora para dentro, inimizades internas se forjam e aprofundam de maneira irreversível; retaliações tomam feições de autofagia. E rolam cabeças como nos tempos do Terror...

Há o espanto, sim! E os de fora se regozijam; rolam às gargalhadas; gozam da gente a bandeiras despregadas... Quando isto terminará? Qual será o desfecho dessas demonstrações de coragem de companheiros contra companheiros, como se todos estivessem numa arena romana a cumprir do “Cesário” a ordem do polegar abaixado para cravar a espada no coração dos colegas de enxovia? Até quando seremos destruidores de nós mesmos a alegrar os “Césares e Luíses hodiernos”?... Quem são nossos inimigos? Os bandidos, os políticos, os academistas ou os superiores, pares e subordinados que sofreram as mesmas dores na formação e demais cursos obrigatórios?...










Devo, porém, confiar na garra, na isenção e na capacidade dos novos. Venho reiterando que os oficiais superiores de hoje esbanjam experiência profissional; acumularam-na, desde tenentes, em combate contra traficantes armados de fuzis; perderam companheiros de turma e subordinados; perderam superiores; sentiram e sentem o gosto do sangue na boca; são homens afeitos ao confronto. Mas, e na posterior avaliação extramuros? Até que ponto as autoridades ministeriais e judiciais se convencerão de que estamos vivenciando uma violência armada que, se tomada ao pé da letra, retrata um conflito bélico em todos os seus matizes e texturas internacionais?
Por derradeiro, indago: quantos companheiros ao fim e ao cabo da empolgação estarão mortos ou inutilizados fisicamente, ou serão réus em processos criminais?... Não sei! Mas sei que o governante quer ser reeleito e mantém Maquiavel na cabeceira de sua cama em estilo Luís XIV: a sua “bíblia sagrada”, que nos designa como “forças mercenárias” (“forças auxiliares reserva” não são outra coisa), e, portanto, descartáveis... E no travesseiro de plumas importadas da França a sua dele cabeça descansa sem remorso. E ele dorme o “sono dos justos”, enquanto nós nos arranhamos mutuamente intramuros dos quartéis, e matamos e morremos nas inseguras ruas do malfadado Estado do Rio de Janeiro...

domingo, 19 de julho de 2009

Academismo doentio




Academismo é doença. Quando acirrado por ideologias, é câncer. Infelizmente, parece que este mal assola o meio acadêmico no RJ em metástase incontrolável. A insistente eloquência desses amantes do caos chega a nos assustar. Apresentam-se “credenciados uns pelos outros” e ninguém percebe que se trata de um só “clube” (do Bolinha e da Luluzinha) a disseminar seus males na mente de pessoas desavisadas. Sim, ludibriam incautos e concertam com seus iguais a divisão de prestígio e dinheiro. Brilham na superfície de suas “mentiras sinceras”, mantendo a verdade oculta debaixo da camada de lama seca ao sol: a lama fétida que representam. Apoiados por ONGs endinheiradas em dólares alienígenas e em reais tupiniquins saídos de nossos bolsos, esses academistas são exímios em “bombar” palavras para produzir efeitos imorais travestidos de moralidade, como se fizessem uso constante de esteróides anabólicos. Motivados via bolso, e não por conta de estudos sérios, essas pragas infectam o autêntico mundo erudito e anulam os bons acadêmicos, estes sim, produtores de pesquisas exaustivas, diferentes daqueles deformadores de ideias alheias, ocos por dentro e tremeluzentes por fora.
Curioso é que essa turminha gasta todo o seu tempo em redações de jornais, em almoços com seus amigos midiáticos e circulando nos gabinetes de parlamentares afeitos à crítica bombástica para ganhar votos de seus adeptos geralmente irracionais ou igualmente ideológicos. Unidos em comunhão diabólica, os sócios do “clube” seguem desenvoltamente a via unívoca da crítica destituída de lógica. Ou, melhor dizendo, seguindo a lógica da inverdade por eles tornada “científica”: a lógica da irrealidade e de sua defesa descarada. Ah, esse movimento não tem fronteiras! A turminha se junta em linguagem comum e afinadíssima, precondição garantidora dos subsídios não-governamentais que antes foram governamentais e depois desviados para ONGs de “causas sociais nobres”. Trata-se, no momento, do melhor emprego do mundo. Ingressar nele também é fácil, basta possuir o perfil combatido por Tomazio Aguirre, basta ser defunto exumado do “cemitério das palavras mortas”.
Para essa turminha, bandidos armados de fuzis são “cidadãos civis” intocáveis. Podem matar policiais, mas não hão de enfrentar nenhuma reação, que, na ótica deles, é “crime contra a humanidade”. Esses defensores do caos confundem e reduzem os reais objetivos dos direitos humanos por meio de retórica bem treinada. Disseminam o Mal como se fora Bem em seus discursos de superfície, em suas falas brilhantes, mas vazias de conteúdo. A lógica desse “clube” é a do quanto pior, melhor. Quanto a nós, policiais civis e militares e demais agentes da segurança pública, somos obrigados muitas vezes a nos calar diante das mentiras por eles disseminadas, porque, na verdade, não os conhecemos bem, não temos tempo livre para contestá-los. Afinal estamos numa caravana de defesa da sociedade, e “enquanto os cães ladram, a caravana passa”. Mas, de quando em quando, é bom que eles saibam que estamos atentos, pois seus ataques ferozes nos permitem o direito de contra-atacar.

domingo, 12 de julho de 2009

"POR FAVOR, PÁRE AGORA!"






Desculpem-me os leitores por burlar o acordo ortográfico e manter o acento agudo no verbo. Vou ignorar o acordo em outros lugares do texto e que “tudo mais vá pro inferno”! Impele-me o sentimento de uma vida plenamente vivida. Sim, ontem acordei de um sonho e descobri que vivi e envelheci feliz. Sim, sim, não perdi o tempo de minha vida porque acompanhei cada página da vida do Rei RC e de seus "amigos de fé e irmãos camaradas" revivendo minhas emoções. Mais que Rei, RC é Anjo Mensageiro do Amor. E ontem, no Maracanã lotado em meia-lua, forma diversa dos jogos, a outra metade da lua era o palco do nosso Rei. Simples, como sempre, discreto em sua vida particular, ele próprio tomado pela emoção de corpo e alma e espírito, apresentou-se em noite inesquecível. E a cada música que cantava, eu ia rememorando a minha vida pela telinha da tevê. O memorável público, de todas as idades, sabia cada letra, cada melodia, e com o Rei cantava num choro de emoção que vinha do céu. Não era chuva, eram lágrimas de Anjos, pingos da alegria de milhões de anjos emocionados que acompanharam com as gentes brasileiras e estrangeiras a festa dos 50 anos de carreira do Rei RC. Não houve um só momento que não fosse de “tantas emoções”! Até as músicas não cantadas harmonizavam-se nos corações dos que tiveram o privilégio de nascer e têm ainda o de viver ao lado do Rei RC. Sou um desses seus anônimos e fiéis súditos. Como disse Erasmo Carlos: os milhões de amigos. As músicas do palco foram e são as da minha vida, dos meus amores adolescentes, dos meus suores, das minhas dores e da alegria de viver. Enfim, vida feliz porque não há vida feliz sem o seu contraste. Tive os meus momentos de tristeza, vocês também o tiveram, e nosso Rei RC manifestou tristeza igual, humana, em muitos momentos. Compartilhou com seus súditos sua intimidade tal como o faz no palco, momento mais íntimo dele com cada fã. Sinto-me, como seu súdito, um privilegiado. O nosso Rei efetivamente “não morreu” e não morrerá como Elvis Presley, frustrando-nos. Não apelou para a fama como fator destrutivo. O nosso Rei RC não é mito, é Rei autêntico, é carne, e osso, e alma, e espírito. Reina respeitando o nosso direito de tê-lo vivo, e saudável, e otimista, e romântico, e emocionado, e chorão. O nosso Rei RC é gente, exatamente como eu e muitos que ontem acrescentaram lágrimas à chuva, os milhões que ficaram na telinha da tevê como platéia igualmente molhada em lágrimas. E as páginas de minha vida foram viradas com amor, aquele representado pelo clímax do show: o abraço dos três artistas que marcaram a Jovem Guarda, movimento musical que se colocou acima e além dos fatos históricos a levarem muitos artistas maravilhosos do palco ao exílio. Imaginem só o tamanho da nossa infelicidade se o nosso Rei e seu “Ministério do Amor” não cuidassem da máxima musical do “show tem que continuar”? Assim foi e sempre será a Jovem Guarda, que ficou guardando o espaço dos outros artistas enquanto aguardávamos a volta deles. E o nosso Rei RC tocou a alegria, fez casais namorarem, fez gerações sucessivas cultuarem o amor, fez famílias unirem-se na fé e na alegria, e mandou seus recados de solidariedade aos exilados ocultos “debaixo dos caracóis dos seus cabelos”. Fez mais: arranjava pretextos e ia lá visitá-los. Cuidava disso em “detalhes tão pequenos” que não eram percebidos. Ou, se o eram, fingiam não vê-los os que até nos poderiam privar dele e do seu “Ministério do Amor”: a Jovem Guarda. Não sei... Creio que, se tentassem roubar da juventude brasileira o seu Rei, o Brasil não seria amor mesmo sem liberdade. O Rei nos garantiu o direito à felicidade. Cantávamos suas músicas sem temor. Por isso, e por tanta coisa mais que ocupa a minha emoção, ele é o meu Rei terreno; e, se não bastasse, o meu Rei RC devota-se à Virgem Mãe e ao seu Filho em humildade de quem se sabe humano. Ele, porém, é eterno. Porque tudo nele é de Anjo Mensageiro do amor mais puro, do amor criança, jovem, adulto, velho e infinito. Sim, o show do Rei RC fez-me sentir assim: felizardo e chorão, tal como o seu “Tremendão” e a sua “Ternurinha”. Que momento! E “tantas emoções eu senti” que não cabem numa página nem num livro: são emoções de uma vida que relembrei na música do meu Rei RC. Permitam-me, respeitável público, por favor, que eu “páre agora”!

sábado, 11 de julho de 2009

Artigo do Comandante-Geral, Cel PM Mário Sérgio

Tomo a liberdade de postar o referido artigo e os comentários a ele acrescidos. Regozijo-me por ver praças se comunicando com o novo Cmt Geral sem o temor de se identificar. São novos tempos, canais de comunicação abertos, colaboração, participação dos públicos interno e externo imprimindo críticas e sugestões. Liberdade só faz bem à saúde e nada evolui sem discussão franca e construtiva. Para tanto, devemos (ou não devemos?) aturar os ideólogos de boteco, em especial esse destrutivo portenho Ignacio Cano, que está no país errado. Aliás, ele, que vive ansiando pela morte de policiais, deveria entrar pelo cano ou enfiar o cano em local apropriado de si próprio, no nariz, por exemplo... Esse argentino demonstra tanto ódio pela polícia que faz supor algum trauma passado. Como não tenho compromisso com a cortesia, não ocupo nada além da minha casa e meu pijama, sinto-me à vontade para considerar esse alienígena um inimigo. Ele não defende ideias; ataca por atacar; creio até que o sonho dele seria empunhar um fuzil para atirar na gente, claro que pedindo emprestado aos bandidos que ele defende tão veementemente. A diferança, agora, é que temos a nossa blogosfera policial e lhe podemos dar o troco. Não lhe adianta ter prestígio e destilar sua (dele) ira contra a polícia na grande imprensa e em tudo que é canto. Não ficará sem resposta! De minha parte, vejo-o como um mal para a sociedade brasileira. Bom lugar para ele seria o seu (dele) país, se é que o desejam por lá. Pelo visto, ele não parece ser persona grata nem no seu próprio torrão natal. E se no país dele não lhe sobrar um cantinho, que então vá para os quintos...
Emir Larangeira


Quinta-feira, Julho 02, 2009

Na ALERJ: sob fogo e sem direito a auto de resistência.
Participei, na útima terça-feira, de uma audiência pública na ALERJ para debater sobre autos de resistência. O convite foi formulado à secretaria de segurança pelo deputado Marcelo Freixo.
Cheguei cedo ao imponente prédio da principal casa legislativa do estado. O evento estava marcado para se iniciar às dez, mas uma hora antes eu já estava por lá, rondando-lhe os corredores, admirando-lhe a beleza e seu acervo artístico mais visível, pensando sua história que se impõe aqui e acolá, em cada quina de corredor, em cada parede acolhedora de ideários e polêmicas.
Vinte minutos antes da sessão, encontrei o deputado Flávio Bolsonaro que me convidou a acompanhá-lo no cafezinho, numa copa improvisada onde já se encontravam os deputados Marcelo Freixo e Paulo Ramos.
Para quem pensa que as disputas políticas promotoras dos acalorados debates da ALERJ, em especial as fomentadas por vigorosas convicções ideológicas de origem em Marx ou Adam Smith, que levam para cantos diferentes da arena democrática o PSOL e o PP, são suficientes para transformarem em “inimigos privados” jovens idealistas como Freixo e Bolsonaro, aconselho a saberem mais sobre esses nossos contemporâneos e importantes parlamentares fluminenses.
Nossos deputados são adversários na maior parte de suas intenções e convicções, mas são cavalheiros, cordiais entre si, e, ainda posso arriscar, talvez amigos na vida privada.
Passei alguns minutos descontraído, ali, com eles.
Paulo Ramos, um major disciplinado, tratou de apresentar-se militarmente a mim (coronel), que, igualmente atento aos protocolos da melhor fidalguia, respondi-lhe: - Apresentado Major! Como vai vossa excelência, deputado?
Verdadeiramente me relaciono muito bem com os três parlamentares e também com o Molon, que não estava no café, mas iria participar da sessão.
Minutos depois eu já estava na sala que serviria de palco (no melhor sentido) para o debate, e a descontração logo se transformou em tensão; nossas fisionomias já não apresentavam a mesma jovialidade, e eu divisava rostos bem conhecidos entre o pessoal que acompanharia a “peleja” na platéia.
Para que meus leitores entendam melhor o motivo daquela sessão pública, é conveniente conhecer acerca dos seus atores-debatedores: o primeiro que relaciono (embora tenha chegado atrasado) é o professor-doutor Jose Ignácio Cano Gestoso, mais conhecido na mídia e nos meios acadêmicos como Ignácio Cano; a segunda pessoa é o desembargador Sérgio Verani, com quem, salvo engano de memória, tive a oportunidade de debater, há alguns anos, a descriminação da maconha no auditório da ACADEPOL; a terceira é a advogada-professora-doutora, (ou doutora-advogada-professora, sempre me enrolo no uso desses títulos) Roberta Duboc Pedrinha, da universidade Candido Mendes e a última a professora (mestra, doutora, pós-doutora, pós-pós etc.) Patrícia Rivero, do IPEA.
Coube ao desembargador Verani iniciar o debate. Embora ele tenha seguido um rumo - digamos - esperado, (com exceção dos representantes do estado ali presentes como: eu, minha equipe, o Bolsonaro, uma delegada e um delegado da PCERJ, qualquer que se encontrasse na sessão iria se colocar em oposição ao nosso trabalho), foi dele a iniciativa, mesmo involuntária, de fazer com que não saíssemos do evento com um sentimento de impertinência geral. Verani, ao anunciar que a questão das mortes de criminosos que confrontam policiais, deveria ser alvo de uma discussão franca, me permitiu decidir que, quando chegasse minha vez de falar, iria começar com tal consideração.
Após, falou Ignácio Cano. Discorreu sobre a violência policial, citou números. Garantiu que há um desequilíbrio entre mortos policiais e marginais no Rio, usando como fundamento do seu discurso um argumentum ad verecundiam fundamentado nas considerações de um especialista americano (não me recordo se policial); teceu comparações, elogiou a polícia militar de Minas Gerais por não promover o assassínio de civis (eufemismo para inocentar bandidos em armas), lançou desconfianças sobre a lisura da polícia civil na análise de ocorrências com mortes pela PM e estendeu suas desconfianças ao ministério público e aos magistrados. Finalizou, o insigne professor argentino, levantando a bandeira da prisão em qualquer caso para policiais envolvidos em confrontos com morte, mesmo em legítima defesa e em pleno uso do direito da força, nos revezes durante os serviços, quando têm que vencer a resistência armada de facínoras por opção.
Falaram ainda a professora Pedrinha, que manifestou suas desconfianças sobre as ações policiais no Complexo do Alemão e a professora Rivera, acho que uruguaia, não tenho certeza, que apresentou parte do estudo que realizou no IPEA sobre violência e território, abordando a questão dos homicídios numa consideração com a proximidade de moradia entre assassinos e vítimas, além de outros aspectos que seria extenso demais falar aqui.
Bem, então chegou a minha vez.
Eu estava muito à vontade.
O doutor Verani me dera um presente e lá fui eu.
Ele nos concitara a falar francamente e eu comecei por aí.
Ora, falar francamente significava considerar, logo, que parte – a maior parte – do que falaríamos, estaria assentada nas nossas idiossincrasias e ideologias, e não no simulacro científico que antecede os discursos, na apresentação das credenciais de oradores: - Ouviremos agora o doutor disso, a doutora daquilo, a pós-doutora daquiloutro!
Era preciso, de imediato, expor o carnegão ideológico escondido sob a epiderme das nossas intenções, antes que alguém pensasse que toda aquela vermelhidão fosse só exposição demasiada às luzes da ciência.
Peguei três ou quatro expressões recorrentes nos discursos dos professos das lutas de classes como motor da história e explicação do mundo, que haviam sido ditas, para fazer descer os enunciados ao solo das relações “coisa e juízos”, propondo, nisso, a validação de uma regra de debate com fundamento na hipótese de enunciação da verdade.
Havia se passado uma hora de oratória política dissimulada e isso me incomoda mais do que passar pelo maracanã em dia de jogo do flamengo.
Olhei no rosto dos meus interlocutores e pude sentir-lhes certo descontentamento.
Alguns cientistas de humanidades às vezes nos lembram os bêbados. Nunca devemos dizer-lhes de suas condições, dizer-lhes, por exemplo, que os dois olhinhos que eles garantem enxergar no cachorrinho que crêem estar entrando no bar, na verdade é um olhinho só, e que o cachorrinho está saindo do bar, e não entrando.
Não é fácil convencer convencidos.
Não pretendo isso.
Fui àquele local porque era minha missão.
Aquelas pessoas que prestigiavam o debate formam um círculo ideológico.
Lá estavam representantes do Justiça Global, da Rede Contra Violência, do Tortura Nunca Mais etc.
Se é ilusão acreditar que qualquer consideração, mesmo fundamentada na mais pura verdade e assentada em valores universais e absolutos, como o direito de um não agressor à vida, mas em sentido contrário às suas teses, lhes mudará a disposição e o entendimento, não posso, todavia, me furtar de me apresentar na arena das polêmicas dos juizos quando isso me é exigido num contexto de legalidade e legitimidade.
Cano, Pedrinha e Rivera são ideólogos. Nada mais legítimo. Não precisam camuflar o que lhes é direito.
Não é crime, não é vergonha.
E também não cometo crime quando lhes aponto isso; no máximo cometo uma indiscrição.
Eles têm todo direito de se apresentarem ideologicamente, filosoficamente, como eu faço, sem precisar apelar para “quanti” e “quali”, querendo se mostrar isentos.
Chega de balela!
Eles reclamam dos altos números de confrontos e eu também. Que saudades da época em que não havia fuzis nas mãos dos traficantes, e nós, policiais, usávamos revólveres e algemas para prendê-los.
Agora meus amigos, o buraco é mais embaixo.
Agora são milhares de granadas e uma ideologia regulando tudo, a ideologia de facção, com sua subcultura de ódio e dominação se espraiando pelo país.
Não desejamos autos de resistência, senhoras e senhores doutores, desejamos tranqüilidade pública e paz social, para nós, para cada cidadão fluminense e para todos que aqui transitam, como nuestros hermanos argentinos e uruguaios que vivem, trabalham e se divertem ao som do nosso samba.
Por isso temos uma política de enfrentamento que não bordeja problemas; do contrário, encara-os e propõe alternativas de paz sem mediação com o crime.
Não podemos aceitar essa tese desproporcional à nossa realidade semelhante aos conflitos armados de baixa intensidade. Encarcerar, de imediato, os policiais que se envolverem em confronto com mortes, numa área conflagrada como a nossa, é uma sandice.
Como mobilizar uma tropa para se meter em meio a uma guerra entre facções inimigas - como aconteceu recentemente na Maré quando pereceram, em combate, um soldado, um sargento e um tenente, para livrar a população da loucura do lumpesinato que os senhores eufemisticamente chamam de “civis” - se eles tiverem que ficar presos após o cumprimento de suas missões legais, legítimas e razoáveis?
Lutar contra os excessos sim; contra autos de resistência forjados sim, contra assassínios premeditados sim. Nisso estamos juntos.
Mas, se curvar às manobras ideológicas travestidas de ciência com simulacro de sentimentos humanistas, não!
Vamos continuar tendo uma discussão franca sobre isso.
Estou à disposição.
Ps: aproveito para agradecer aos deputados Paulo Ramos, Molon, Freixo e Bolsonaro pela acolhida respeitosa e franca. O FairPlay necessário a contendores modernos tem sido a marca de suas disposições políticas. A eles o meu muito obrigado.
Postado por Mário Sérgio de Brito Duarte às Quinta-feira, Julho 02
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Mônica. disse...
Eu me ofereço publicamente para pagar uma passagem ao Sr. Ignacio Cano para Cuba, Russia, China... desde que ele garanta que ficará por lá, por pelo menos uns 20 anos.Tenho certeza que conseguiremos sobreviver sem a colaboração deste senhor... talvez um pouco melhor, mas sobreviveremos...

5:17 PM
Conselho disse...
Pedimos seu apoio, na divulgação do abaixo assinado digital para a transformação do antigo hospital quarto centenário, em santa teresa, em sede do 1º BPM e Hotel de Trânsito para policiais militares e outras forças de apoio de fora do estado.Por favor, dê uma olhada e, se possível, divulgue no seu blog.O link é: www.abaixoassinado.org/webroot/assinaturas/assinar/4605Obrigada, Grupo de moradores, admiradores e frequentadores de Santa Teresa "Chame a polícia pra Santa"
5:31 PM
Mônica. disse...

Que tal se, atendendo a "linha de pensamento" que eu entendo pelas colocações do insigne professor, talvez, professor doutor, ou quem sabe até professor doutor pós doutor (ufa, tanto saber), os deputados do Rio não fazem uma lei que permita apenas ao policial entrar nas "comunidades" desarmados e que só seja permitido ao policial morrer e que ainda, tente levar o criminoso (nesse momento já me pergunto se podemos chamar o criminoso de criminoso, ou se não é ofender demais os direitos do criminoso, afinal, criminoso merece todo nosso respeito e atençao), tente levar o criminoso, se pudermos chama-lo assim, preso por força apenas do poder do pensamento, ou quem sabe das palavras, se não for incomodar demais ao criminoso, ou se não for impertinente demais um policial querer levar um criminoso preso. Afinal, devemos ter todo respeito, carinho e consideração por aquelas pobres vítimas de uma sociedade malvada, que obrigou alguém a ir para a criminalidade. Ora, se a culpa é nossa, dos trabalhadores, dos estudantes, das donas de casa, das mães de família, dos jovens batalhadores, dos que pagam impostos, por estas pobres pessoas, vítimas de pessoas tão burquesas e tão malvadas, estarem no crime, nada mais justo que sermos dizimados sem direito a reclamaçoes, nada mais justo que a polícia exista apenas para que se reclame da polícia, nada mais justo que a polícia exista para ser apenas culpada em potencial por tudo que quiserem culpabiliza-la, afinal, chegaremos a um tempo que um policial vai ser culpado até se morrer, obrigando um pobre criminoso a gastar a bala que poderia estar tirando a vida de outras pessoas, burguesas, que pagam impostos caros e por isso merecem claro, a morte e sem reclamação ! Cel Mário Sérgio, o sr tem uma paciência de Jó, de suportar tudo isso. Logo o sr. que tantas vezes colocou a própria vida em risco, em operaçoes, trabalhando pela segurança de pessoas como... como o senhor sabe quem... meu Deus, não tenho essa paciência, nem essa tua placidez de suportar tanta coisa de forma equilibrada. Realmente, agora creio que o fim dos tempos está próximo...
5:34 PM
Mônica disse...

Em tempo Cel Mário Sérgio, em tempo, minha mais profunda admiração pelo sr. por sua lucidez. Que bom que não existem apenas inúteis que pensam que pensam, qdo apenas papagaiam meias verdades, mofadas e empoeiradas, postas por terra por algo que desconhecem o que sejam: a realidade. Se eu fosse uma pessoa melhor, teria pena dessas pessoas que tirando a "epistemolgia da gnose etnocêntrica da arquitetura cigana, segundo o hipismo pré-colombiano" não conseguem expressar nada mais que uma onomatopéia galiforme.Cel Mário Sérgio, por favor, cuide muito bem da sua saúde. Não podemos nos dar ao luxo de não ter alguém como o sr para falar algo de lúcido.
5:45 PM
Joana_Joana disse...

"Soraya Queimada"...Zéu Britto.Eu queria ter um lança chamas,Eu queria ter uma fogueira.Eu queria ter somente um fósforo,Eu queria ter uma vela acesa.Pra queimar Soraya, pra ver torrar seu couro,Pra deixar somente o osso exposto ao Sol...Eu quero ver Soraya queimada,Soraya queimada,Porque Soraya me queimou... Eu quero ver, quero ver,Soraya queimada,Soraya queimada,Porque Soraya me queimou...Eu queria ácido sulfúrico,E um litro de álcool Tubarão.Eu queria uma tocha iluminada,Pra deixar Soraya igual carvão.
6:07 PM
Igor Siliano disse...

Boa sorte em sua nova função Coronel, o povo do Rio de Janeiro precisa do senhor.
6:38 AM
pimentel disse...
O corte é ético nao mais ideológico. Freixo, Molon, Bolsonaro, Paulo Ramos. Sem dúvida sao nossos melhores representantes.
6:56 AM
Tania disse...
Parabéns Cel. Mário Sérgio!!!Um grande abraço!"A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade ...! *Friedrich Nietzsche
7:12 AM
Anônimo disse...
Tio, que Deus te ilumine!Força e Honrra!FDR
9:25 AM
Inconfomado disse...
O sr agora vai parar de escrever ou seu senso critico se amenizara?
9:29 AM
Jonas disse...
Não acredito tão pouco que a polícia deva estar desarmada em virtude do poderio de fogo que existe na mão de pessoas envolvidas com o tráfico. Porém questiono a prerrogativa de invasão de comunidades para se acabar com o tráfico. Penso que falar mal do Ignacio Cano é muito fácil, visto, que ele é um ideólogo e por isso não tem experiencia prática para defender um ponto de vista. Ao menos foi assim que se bordou o discurso. Acredito que sua ciência não é isenta, mas achar que ela não serve para nada, e não nos alerta de problemas grandes, como a má formação da nossa polícia, é uma sandice tão grande como a dos políciais presos durante altos de resistencia.
11:39 AM
Mônica R disse...

CEL MÁRIO SÉRGIO, foi uma feliz notícia sabê-lo nomeado para Cte da PMERJ. Mas quem está de parabéns mesmo é o secretário de segurança, Sr. Beltrame e o Governador, com essa indicação. Estamos em excelentes mãos, em que pese tua modéstia.
1:02 PM
Anônimo disse...

Coronel sou sd aqui no oitavo, e pesquisei muito sobre sua posição. e tenho esperança que na medida do possivel o senhor irá novamente a colocar nossa briosa pmerj no lugar que ela merece, sem necessidade de esculachos públicos. que Deus o ajude nesta empreitada.SD Rodrigues
2:33 PM
claudio disse...
Prezado Cel, sinceramente não conhecia o vosso trabalho, como servidor do Estado, antes de vossa nomeação a Comandante de uma das instituições mais mais criticadas do Estado. Algumas criticas verdadeiras, outras verdadeiros descalabros. Espero que o Sr. esteja motivado e disposto, pois tenho certeza que será uma empreitada árdua. Também sou militar, da Marinha, sei que o Sr. vai conseguir.Mas como eleitor e como cidadão, gostaria de colocar a Vossa Senhoria a situação abaixo:O governo esta "pacificando" as comunidades, principalmente as daZona Sul, isso eu acho legal, mas não se pode preterir uma região em favor de outra. Comandante OS BANDIDOS EVAPORARAM, eles estão migrando para a Zona Norte, em especial para Madureira, onde vários meliantes do morro do chapéu mangeira se instalaram, nos morros da Serrinha, cajueiro e são josé. Comandante, eu acredito nas instituições e apesar de quando comementar que coloco minhas solicitações aos governantes e responsáveis pela PM,vários amigos me dizem que não adianta, mais digo novamente. Eu acredito no Brasil. Que DEUS ilumine seus caminhos, pois em suas mãos está o peso de várias vidas. claudio
4:36 PM
Marfiza de França disse...
Vim desejar-te boa sorte, resiliencia e lucidez...e isso é quase uma oração.
4:41 PM
Anônimo disse...

Lucidez e Inteligência está evidente em suas palavras no texto acima (Cel Mário Sérgio).Estamos vivendo um grande momento na corporação que à tempos não viamos. Estamos confiantes na sua capacidade de discernimento, e tenha certeza que precisamos disto.Sabemos que V.Sª não terá tempo suficiente para tranformar seus objetivos em realidade, mas pelas informações claras que temos de vossa pregressa na corporação, o pouco que vieres a fazer de bom será marcante e nos elevará a uma melhor condição da atual. Aproveito a oportunidade para congratular a v.sª pela capacidade que o levou a gaugar tão nobre função.Não posso deixar de pedir-lhe que que faça uma revisão justa, nos quadros de acesso dos praças, pois tem 2º e 1º sgt aguardando promoção muito além do que prescreve o RPP. Que Deus possa estar convosco nesta nova missão.
6:35 PM
Anônimo disse...
Coronel, boa noite! Em primeiro lugar meus parabéns pelo senhor comandar a PMERJ,são homens igual ao senhor que devem ocupar este posto na PMERJ,mais um parabéns por ser o 1º BOPEANO a comandar toda a PMERJ.Sou pai de um oficial do BOPE e sei dos seus conhecimentos e dignidade que possue.Meus parabéns também pela materia que acabo de ler.Gostaria muito de viver em uma cidade e em um estado que não tivessemos a necessidade de utilizar a força para acabar com os marginais, mas o que não pode acontecer é o assassinato de policias e civis por esses marginais,e agora temos o desprazer de sociologos,advogadoe,jornalistas,politicos e etc quererem que os policias entrem em comunidades dominadas por verdadeiros guerrilheiros com rosas nas mãos sem espinhos.Será que esses que foram na ALERJ não poderiam estar em seus países defendendo os bandidos da terra deles?O que pensam ,nós somos pais de policiais militares, civis, bombeiros militares e etc e não queremos que nossos filhos venham a ser assassinados por bandidos, pois até a data de hoje não vejo e nunca vi uma ONG DESSES DEFENDER OS policias, pelo contrario, quando podem colocam mais fogo na poeira.Um dia destes estava em uma reunião com familiares e amigos, quando um desses participantes começou a contar que tinha sido roubado em uma blitz, pois acabara de dar R$50,00 a um policial,imediatamente perguntei ao mesmo como tinha ocorrido o fato, e o mesmo falou que estava com a carteira vencida e que de fato negociou com o policial pois acabaria tendo a habilitação apreendida e mais não podendo dirigir o seu carro.Então falei para o mesmo o seguinte,que ele errou pois foi o corruptor e que desta forma ele era tão ladrão quanto o policial.O povo somente gosta de levar vantagem e desta forma acabamos nesta vergonha.Disse para esse amigo que o policial o médico, o engenheiro são frutos desta sociedade podre que vivemos,pois não temos mais familia neste país.Que os pós,doutores e mestrados vão para a CHINA, RUSSIA,CUBA E SE NÃO PARA O INFERNO, PARA VIRAREM CHURRASCO.PAULO ARESE
9:56 PM
Hércules Xavier disse...
Coronel:Um muito bom dia. Dado ao que leio em seu blog e nos jornais, não sei se é correto dar-lhe os parabéns pelo posto adquirido.No mais, deixo expresso que seu livro Elite da Tropa é muito bom, tendo-o lido de um só fôlego: ele prende (sem trocadilhos) os olhos do início ao fim.
11:13 PM
Edmilson disse...
Sou CB PM do 6.BPM e gostaria de parabenizá-lo pelo blog e pelos comentários sobre a palestra sobre os autos de resistencias e por ter assumido o comando geral da PMERJ precisamos de um comandante inteligente.CB NEVES tel. 78567449
6:27 AM
Anônimo disse...
Sr Coronel Parabéns pelo Comando alcançado, temho certeza de quenos deixara orgulhosos no camando da nossa corporação, pois é um oficial digno, honesto, e que tem o respeito e adimiração de Oficiais nas principalmente do praças, o sr conquistou o cargo pelos seus méritos e não pisando na cabeça das pessoas. Seja muito iluminado e conte comigo.
6:56 AM
Anônimo disse...
Sr Comandante, por favor, sei que o sr e' um homem serio, de uma olhada na Cavalaria, nao e' culpa do atual cmdt, mas pra que tanto cavalo?...nao tem gente pra montar, tem cavalo que e' imprestavel para policiamento, e' so gastanca com capim e racao e produtividade pra comunidade zero...nao deixe apreender maquininha sem perguntar cade o dinheiro...obrigado.
8:31 AM
Anônimo disse...
Senhor Coronel Mario SérgioQue o Grande Arquiteto do Universo coloque a luz na sua árdua missão de comandar a PMERJ.Sucesso pleno, determinação, coragem até para, enfrentar coisas que Vossa Senhoria não poderá modificar. Porém, sabedoria para perceber todas as diferenças.
8:42 AM
Андрий disse...
Mário Sérgio,Meus parabéns pela BRILHANTE exposição dos "factóides" proferidos pelos intelectualóides.Meus parabéns pelo novo cargo (e desafio) a ti confiados - como Comandante-Geral da Polícia MIlitar
5:20 PM
MAURO PM disse...
Venho por meio desse comentario parabenizar o nobre CMT. pelo arduo e promissor cargo de CMT GERAL DA PMERJ, diante de vossa reunião se dipor de uma proxima oportunidade convide os nobres policiólogos, estudiosos, ideólogos, e intendedores de comunidades a adentrar em nossas comunidades "QUE SÁ UMA MARE QUE O SR. CONHEÇE MUITO BEM", dentro de um de nossos blindados para apenas fazer um "tour" pela comunidade sem hora marcada e avisos prévios assim como nossas operações, assim verão crianças de 10, 12, 14, 16anos , com fuzis, pistolas, granadas, sacos com maconhe e cocaina e pedras de crack, totalmente alucinados pelos efeitos dessa droga, e sair sem dar nem um tiro, depois veremos se ele teria coragem de adentrar essa mesma comunidade com fardamento de policial, ganhando 800,00 reais por mes e arriscar a sua vida pela sociedade apenas por uma informação de que no local existem meliantes vendendo entorpecentes ou portanto armas de grosso calibre, acredito que nenhum deles gostaria de estar em nosso lugar, ou ate mesmo no seu lugar cmt. quando foi metralhado em plena linha vermelha por varios marginais fortemente armados onde Deus, apenas Deus podeia ter guardado sua vida, que é apenas com ele, que nós policiais contamos quando estamamos em nossas operações policiais.MAURO
9:00 PM
Anônimo disse...
Coronel, felicidades nesse novo cargo, sabemos que a guerra não é facil. Sei que o senhor tem um pensamento de inovação, modernidade e humanidade, entao temos a esperança que o senhor olhe com bons olhos para alguns entraves nas melhores condiçoes de trabalho para o policial, como:- Rio Card para todos os PMs- Fim do Rancho- Mudanças no RDPM- Promoções para quem estuda e faz prova.- Melhoras nas promoções dos Praças de curso.- Melhora nos cursos de formação da corporação. Mudanças no CFAP, APM, CRSP, DEI e outros cursos, pois sabemos que ainda tem policias que se formam sem nunca ter atirado de fuzil e/ou pistola.- Melhoras nos HCPMs e Policlinicas, ou acaba de vez com eles e faz uma parceria com um plano de saúde.- Mudanças na corregedoria, investigar policias que estejam realmente cometendo crimes e corrupções, e nao ficar fazendo supervisão para olhar se a identidade tá vencida ou se o cuturno tá sujo.- Melhorias salariais (principalmente)Nos mais espero que Deus vos abençoe e ilumine seu dias trazendo muitas felicidades.
8:06 AM
MULHERES DE POLICIAIS disse...
NOSSA SATISFAÇÃO SE RESUME EM UMA SÓ PALAVRA: ESPERANÇABEM VINDO!
10:29 AM
Anônimo disse...
Caro amigo Cel.Mario Sergio,gostaria de te parabenizar pela merecida promoçao e te desejar muita saúde,força e proteçao divina.Tenho certeza que comandará a tropa com sabedoria e justiça.Nao se esqueça de convidar os meus filhos para a formatura dos novos caveiras.Deixo um abraço de boa sorte.Até logo.De uma pessoa amiga que está longe.
12:15 PM
caafc disse...
Me sinto no dever de compartilhar uma atitude verdadeira de um cidadão que se faz consciente do cargo e da responsabilidade que acaba de assumir. Tenho absoluta convicção que influenciará positivamente nossas vidas e de nossas famílias."TERÇA-FEIRA 23:00Entra no 22ºBPM(Maré- este que muitos consideram reunir o melhor e o pior da vida de um policial militar - citado por ele no texto, onde faleceram tres policiais recentemente no exercício das funções)DOIS homens, um deles de terno.Após momentos de apreensão e SURPRESA, o que poderia ser um show digno de Popstar político, SILENCIOSAMENTE, COM TODA DESCRIÇÃO QUE REGE SEUS VALORES,o CEL.MÁRIO SÉRGIO em uma de suas primeiras ações extraoficiais, fazendo HISTÓRIA, no batalhão que comandou, e com a sublime intenção de buscar força e Fé, para cumprir com dedicação honrada a missão que se faz oficialmente a partir de hoje.Honrada visita nas palavras e nas ações, mostrando interna(aos praças) e externamente(aos cidadãos cariocas) como valorizará de maneira verdadeira e dedicada sua MISSÃO!!Deus esteja contigo, nobre Valente.Carlos Cunha
1:00 PM
Anônimo disse...
espero que não deixe de postar e ler comentários no teu blog, certamente é uma porta aberta, ainda que não oficial, para poder-mos acessar o Cmt Geral de PMERJ.
2:36 PM
Mônica (Praças da PMERJ) disse...
Estamos esperando uma postagem sua senhor, para poder saber o que esperar do seu comando. Todos estamos muito esperançosos. Por favor, de um recado para sua tropa nesse espaço e tenho certeza que ele alcançará os quantro ventos. Sabemos que não pode por si só dar um aumento para seus homens, mas pode nós fazer virar polícia de novo! Boa sorte!
4:26 PM
Mário Sérgio de Brito Duarte disse...
Prezada MônicaEstarei recebendo amanhã, às dez, Cabos e Soldados de todas as unidades operacionais para uma conversa sobre nossos planos para a Corporação e seus homens e mulheres.Temos muita coisa em mente Mônica, muita vontade de realizar e uma grande esperança na mobilização de todos para uma guinada definitiva nos rumos do nosso destino.Estou começando pelos Cabos e Soldados, nossa linha de frente, aqueles que, verdadeiramente, suam e sangram nas ruas do Rio de Janeiro, com os graduados e os Tenentes.Espero não decepcioná-la, Mônica.Não estou me aconselhando com receios.Somos uma Corporação de bravos.
5:39 PM
Anônimo disse...

CORONEL MÁRIO SERGIO, MEUS PARABÉNS,O SENHOR ESTAVA FAZENDO FALTA NO COMANDO GERAL,SABEMOS QUE O SENHOR VAI LUTAR MUITO,MAS TAMBÉM TEMOS A CERTEZA DE SUA VITÓRIA.QUE O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO ESTEJA SEMPRE AO SEU LADO E DE TODOS OS POLICIAIS MILITARES DESTE ESTADO.JOÃO MEIRELES SAMPAIOPAI DE UM BOPEANO
6:15 PM
Anônimo disse...
Parabéns CMT, espero que o Sr. consiga atender a tantos anseios dos PPMM que depositam tantas esperanças em sua gestão. Peço-lhe que não se esqueça dos praças especialistas músicos que elevam tanto o nome da corporação e muitas vezes ficam por até QUINZE ANOS na mesma graduação, mesmo habilitados, aguardando uma vaga para serem promovidos.(Atualmente há casos assim, por incrível que pareça). Todo PM HONESTO tem seu valor e todos tem uma importância especial para a nossa gloriosa PMERJ, por favor valorize cada um como deve ser. Boa Sorte. Que Deus te abençoe.
6:21 PM
Anônimo disse...
Realmente ler tudo isso nos enche de esperança para que dias melhores nasçam em nossa corporaçao.sou filho e neto de pm,cresci vivendo pm desde de garoto uma policia respeitada e digna e por isso segui o bom exemplo e hoje faço parte deste nobre corporação que acredito eu vai renascer aprtir de agora pois nossa força era um corpo forte porem sem cerebro e agora parece que junto com este cerebro vem tambem um lider.QUE DEUS O ILUMINE EM SUA MISSÃO!!!
6:41 PM
NASCIMENTO ANTENISTA disse...
O Blog nascimentoantenista.blogspot.com deseja sucesso ao novo Comandante-Geral da PMERJ, o Sr Cel PM Mário Sérgio.
7:07 PM
NASCIMENTO ANTENISTA disse...
Sr CEL MÁRIO SÉRGIO , sou o 3º SGT PM NASCIMENTO RG 47359, ex SAI/22º e atualmente na SAI/1ºCPA, como sei que o senhor gosta de ouvir músicas da Jovem Guarda, visite o meu Blog com vídeos da Jovem Guarda(originais da época), o senhor vai gostar.Um abraço.
www.musishowvideos.blogspot.com/
7:26 PM
Anônimo disse...
PQ GRADUADOS CONCURSADOS COMPETEM POR PROMOÇÕES JUNTAMENTE COM GRADUADOS POR TEMPO...N ENTENDO SERMOS A ÚNICA INSTITUIÇÃO Q N VALORIZA O CONHECIMENTO E SEU MERECIMENTO PARA PROMOÇÕES...PASSAMOS DA HORA DE TERMOS UMA ESCOLA DE SARGENTOS NOS MOLDES DA ACADEMIA D. JOÃO VI...SEM BASE NENHUMA ESTRUTURA SE SUSTENTA...N PODEMOS NOS ACOSTUMAR A PROMOVER GRADUADOS AO KILOS SEM O CONHECIMENTO E MERECIMENTO DEVIDO...PELO FIM DO CABIDE DE DIVISAS...
8:04 PM
Anônimo disse...
Sr. Cel Comandante Geral:Peço a sua licença para aqui postar uma exposição de motivos, para vossa avaliação.Sou militar de policia a cerca de quinze anos, e trabalho na área correicional a quase seis.Recebemos hoje com tristeza a noticia de que as DPJM's irão se extinguir em dois meses.Senhor, trabalhamos nessa área por acreditar em uma policia melhor, por querer ajudar a identificar todos aqueles que cometem algum tipo de ilicito.Muitos de nós trabalham a dez, quinze, vinte anos nessa área, e apesar dos riscos, pois somos duplamente ameaçados (pelos maus policiais e pelos marginais da lei) continuamos a nossa missão por acreditar.Ficamos muito preocupados com a nossa integridade fisica ao saber que, além da reorganização estrutural do aparelho correicional, alguns companheiros poderiam ser transferidos para unidades não ligadas a corregedoria.Coronel, isso poderia ser fatal, pois cito alguns fatos ao senhor, não sei se são de seu conhecimento, mas acredito serem relevantes para a sua avaliação no sentido de transferir companheiros para outras unidades: Caso do Ten Augustinho Salvador, que foi abordado no restaurante rancho das morangas e "aconselhado" a não aprofundar uma averiguação; o caso do Sgt Angelo Mourão, que recebeu varias ligações em sua residencia ameaando sua esposa e filhos; o caso do Sgt Eduardo Lago, que após uma supervisão no 16º BPM teve toda a sua guarnição ameaçada; o caso de uma vtr da 4ª DPJM que foi vitima de atentado por paf na zona norte; o caso do extinto CB Daniel, que foi assassinado de forma, no minimo, suspeita em frente a sua casa em Maria da Graça; o caso do SubTen Beethoven da 2ª DPJM que também foi assassinado na porta de casa quando chegava do trabalho; o caso de uma vtr da 1ª DPJM que foi atingida por paf na ilha do governador. Existem outros muitos casos Coronel. Tomo a liberdade de fazer uma pergunta ao senhor: O senhor vai mesmo jogar aos leões esses companheiros que acreditam na recuperação da pmerj, e ajudam lutando para isso? O senhor vai mesmo transferir a batalhões não ligados ao eixo correicional companheiros que são ameaçados por maus policiais que são dessas unidades? Coronel, por favor, estamos aqui, com certeza, para somar, para lhe ajudar em seu comando. De um voto de confiança ao nosso trabalho, não nos faça correr risco de morte em batalhões.E trabalhamos sem nos omitir. Várias guarnições durante o serviço de supervisão ja lograram exito em prender meliantes armados, recuperamos veiculos roubados e temos ate mesmo uma apreensão de quase 70 quilos de maconha.Não tenho a pretensão de que este texto seja publicado, somente fiz uso deste canal para chegar ao senhor, mostrar-lhe que estamos ombreados e lhe pedir um voto de confiança para nosso trabalho, para que possamos mostrar que ele é util e necessário. Finalizo com meus respeitos e minha continencia, pedindo desculpas por algum erro gramatical ou palavra.Que Deus Guie e Ilumine os seus passos ante a nova jornada.
8:08 PM
sargento de carreira disse...
Senhor Cel Mário Sérgio comandante Geral da Polícia do estado mais visitado do Brasil, seremos sucinto neste assunto:1. Fostes aclamado à este tão importante cargo para a maioria dos Oficiais da Pmerj, por, inegavelmente, sabedoria do Secretário de segurança, que não exitou em escolher alguém que combinasse com o perfil atualizado de um líder do século XXI, quebrando o paradígma militar da antiguidade sem qualidade e fora da realidade. Pois pergunto: Qual o reflexo dos vários cursos que são feitos até mesmo no exterior por nossos Oficiais, sobre estrutura da PMERJ ?Como já passei, com honras pelo antigo Coe, Nucoe e Cioe, vejo que realmente lá formaríamos de forma profissional, grandes combatentes comandantes.2. Irei diretamente solicitar nesta oportunidade um anceio que está vetado à alguns tempos por alguns combatentes seus, isto é, pertenço à um grupo de 1º sargentos formados através de concursos (CFC, CFS, e CAS) e estamos a deriva sem nenhuma pespectiva de promoção a não a de tempo de serviço. Solicitamos a VªSª que veja com os combatentes responsáveis pela seção de promoção a possibilidade de promover os 1º sgt levando em conta o tempo de graduação desde a 1ª promoção que foi a de cabo PMpois Senhor Comandante, não nos promovem por falta de vagas, mais o policial que nunca prestou um concurso ao chegar seu tempo de serviço é promovido automaticamente, não desconsiderando o decreto existente, mais lembro-vos, que o RPP não foi revogado. Encaramos cursinhos e aulas extras para nos graduarmos, e hoje vemos estas distorções. Sugiro que o senhor promova todos os 1º sgt levando em conta o intertício agregado ao tempo de CBPM, pois não somos muitos. Agreço sua avaliação e comentários sobre este assunto se possível. Fique na Paz. E conte conosco.
9:17 PM
Carla Cardoso disse...
Boa sorte,felicidades,paciência, Paz de espírito,Veemência, serenidade e hombridade ao amigo.Encerrar a carreira no mais alto posto de comando é uma honra, mas pode ser um fardo( torço para que não seja).Rezarei todos os dias para que Deus guie suas decisões e que todas sejam muito bem pensadas como foram até a data de hoje e tenho certeza que continuarão sendo.Todos sabem quanto você ama essa instituição que anda tão descrente pela opinião pública e sabemos quão árdua será sua tarefa.Fabio mandou um abraço e disse estar torcendo muito também e acompanhando as notícias e que espera agora por bons resultados na segurança pública.Fique com Deus sempre.Abraços meu e do Fabio.
4:33 AM
Anônimo disse...

CARO CMTE. PARABÉNS ! E FÉ NESSA NOVA CAMINHADA. INFELIZMENTE NÃO PODEREI PARTICIPAR DESTA RECEPÇÃO AS 10 HS, POIS, TENHO QUE COMPLEMENTAR MEU SALÁRIO QUE MAL PAGA MINHAS CONTAS. MAS GOSTARIA MUITO QUE COLOCA-SE AQUI ALGUMAS DE SUAS IDÉIAS PARA NOSSA BRIOSA CORPORAÇÃO COMO UM TODO PRAÇAS E OFICIAIS ,QUE JÁ AGONIZAVA SUFOCADA E AGORA SENTE UM BALÃO DE OXIGÊNIO ALIVIANDO NOSSOS PULMÕES. ESPERO QUE A CARGA DESTE BALÃO NÃO SEJE SÓ PARA UM ÚLTIMO ADEUS.
6:13 AM
CB PM Barbosa disse...
Sr.Comandante,meus parabéns por ter alcançado o Mais alto cargo ,dentro da PMERJ,e quero dizer que pelo pouco que conheço ao sobre sua pessoa,tenho uma grande esperança e acompanhado de uma certeza ,que serás uma Comandante Geral ,que deixará uma lembrança na PMERJ,não como outros que por este cargo passou ,e que hoje nem se ouve falar.Um abraço e lembre-se de sempre colocar Deus a frente de todas as suas decisões.CbPM Barbosa
6:35 AM
Anônimo disse...

ESSES FORAM ALGUNS PEDIDOS AO NOVO CMTE. NA COMUNIDADE DA PMERJ NO ORKUT. POR UMA POLICIA MELHOR!PEDIDOS !!!- REAJUSTE DO SOLDO = SALÁRIO MÍNIMO- RIO CARD- TICKET REFEIÇÃO- VALE REFEIÇÃO- PLANO DE SAÚDE - UNIMED OU AMIL ( NÓS PRECISAMOS DO MELHOR )- ESCALA 24X72 ( NÃO ME DIGA QUE NÃO DÁ PRA TRABALHAR 24 HORAS, PQ DÁ ! )- ACESSORIA JURÍDICA DO ESTADO PARA DEFESA DE NOSSOS DIREITOS EM SERVIÇO.- EMPRÉSTIMO EM CONTRA CHEQUE , SÓ PRA COMPRA DE CASA PRÓPRIA OU VEÍCULO.- CONCURSO NÍVEL DE TERCEIRO GRAU PARA PRAÇAS( DIREITO )- PLANO DE CARREIRA PARA ACESSO A CORPORAÇÃO COMO PRAÇAS CHEGANDO AO OFICIALATO. - MODERNIZAÇÃO DE RDPM.- PALESTRA PARA OS NOVOS POLICIAIS MILITARES COM A COMISSÃO LIDERADA PELO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA COMO ACONTECEU PARA OS NOVOS AGENTES DA POLICIA CIVIL !!! - CURSO CONVENIADO A UMA FACULDADE PARA NIVELAR EM DIREITO TODOS OS POLICIAIS NÃO FORMADOS.BEM! ACHO QUE SERIAM BOAS MUDANÇAM, TEÇAM COMENTÁRIOS E CONTRIBUAM COM MAIS...
6:43 AM
Anônimo disse...
de uma olhada sr por nos aki do 29bpm,estamos um pouco a deriva,um corpo com alma cansada!!!! renove-nos por favor! e muita gente atrasada e parada no tempo da ditadura militar,presao e mais pressao,visitenos-nos por favor,mas sem avisar!!!!!!!!!!!!!! praça pede apoio.
6:50 AM
Cb Verdade! disse...
Muito bom!Como citei em postagem anterior, nós precisamos de líder, não de um comandante, pois todo líder é um comandante natu, mas em nossa PMERJ os comandantes esquecem de serem líderes, ou até mesmo não possuem os adjetivos para tal!Acredito profundamente em mudanças, caso contrário não estaria nesta luta diária, com postagens em nosso blog - Praças da PMERJ e etc... Muitas vezes citei que não sou contra oficiais, mais sim contra a tirania de muitos deles!Nós praças da PMERJ, clamamos por dignidade, por justiça, tudo aquilo que nos é roubado em nosso dia-a-dia, enfim nada mais que cidadãnia, palavra muito escrita e falada, todavia, nunca lembrada quando se trata de praça de nossa PMERJ! Estamos fartos de tanta humilhação, somos desrespeitados até mesmo em nossa condição humana, sempre tratados como seres inferiores, tratados como "material de consumo" e fácil reposição! Quantos de nós, morreram em vão, deixaram as suas famílias órfão, apenas para satisfazer o orgulho de algum oficial sem honra? Quantos de nós, somos esquecidos ao sol, ao relento, com sede, com fome, sem transporte, sem apoio, enfim a própria sorte? Quantos pais de famílias deixaram de estar presentes com suas esposas, filhos, pais, seu lar, por capricho e arrogância de algum oficial? Muitas vezes por 10, 20 e até 30 dias seguidos! Porquê tanta força para a manutenção da covardia? Pois este RDPM é a melhor ferramente de proteção para o covarde e os corrúptos! Ele não disciplina a tropa, mais sim, intimida,ameaça e pune a todos os praças que se atreverem a descordar de atos ilícitos de seus superiores, por exemplo! Só teremos uma polícia melhor, mais dígna, quando todos, oficiais e praças forem obrigados a manterem uma conduta honesta e leal as leis! Mas como fiscalizar o que é "infiscalizável"? Falo de nossos oficiais, como podemos fiscalizar o cumprimento de nossas leis, se não podemos sequer cumprí-la em nosso âmbiente de trabalho? Sr Cel Mário Sérgio, o comando geral está em vossas mãos, cabendo agora, somente ao Sr, ser apenas mais um ou o primeiro de uma nova PMERJ! Justa, legal, operacinal e eficaz! Do blog Praças da PMERJ;Cb Verdade!
7:19 AM
Robson disse...
Concordo com quase tudo dito aqui pelo Coronel. Porém, digo e afirmo que há mestres e mestres, doutores e doutores, não se pode colocar tudo no mesmo saco. O p´roprio Coronel é um bacharel em Filosofia formado por doutores e mestres. Querendo ou não eles são importantes pra se pensar e refletir esse país. Têm gente demonizando eles aqui, o que vejo, chega a parecer uma crítica ao estudo e a um pensamento mais reflexivo. E lembrem-se que todo discurso, como dizia Bakhtin, carrega nela as vozes opostas. Por isso, valorizem seus mestres e doutores e lembrem-se de sua importância para se pensar esse páis pois a relaidade é construída em teorias e discursos e vice-versa, é um fluxo constante. E repito: há mestres e mestres, doutores e doutores, políticos e políticos, policias e policiais....p.s.: estudei avida toda em escola pública, fiz pré-vestibular para carentes e hoje sou bacharel e mestre e espero pensar e agir nesse país de forma válida...
7:34 AM
Recruta disse...
Seja Bem vindo Sr Cel Mário Sérgio, acompanho o seu blog faz um tempo e sei de sua capacidade e de seu empenho com a corporação, e sustento ainda que com sua nobre formação sua história, que no prezado momento de sua nomeação para o comando da PMERJ vibrei e refleti uma enorme mudança na corporação, seja bem vindo e que sua estadia seja próspera e longa!
Ben10 disse...
Boa Sorte meu caro Comandante! No entanto a boataria esta à solta, entre eles gratificação ao aptos da PMERJ. E os IFP's? Como ficam? Ou manda eles para a reforma ou aproveita num serviço digno. Não é justo discriminar, admiro muito o BOPE e também O irmão que fica baseado 12 horas no sol sem banheiro e bebendo água quente. Ou um deles é melhor que o outro? E o que trabalha no expediente e resolve a parte burocrática de quem está na rua. Tem que enxugar também concordo tem 5 fazendo serviço de 1 nas OPM's, mas V.Sª. sabe que 4 tem padrinho.E a Corregedoria devemos exterminá-la? Ou precisamos de uma que ponha na cadeia o PM "Ratão" e não aquele que tem celular sem autorização ou a farda está velha e sem botão. V.Sª. já tirou a poeira da casa, mas por favor não jogue os móveis velhos fora, alguns poderão ter bom uso.Boa Sorte!Por acaso também vamos precisar.
6:12 PM
Tenente Ferreira disse...
Me sinto como se eu mesmo fosse nomeado CMT GERAL.Não preciso nem falar o quanto estou contente. Tenho a sorte de ter meu primeiro Comandante no cargo de CMT GERAL DA PMERJ e meu segundo Comandante como Chefe do Estado Maior Administrativo.Tenho muito orgulho de ambos... Estive lá no QG no dia da passagem de Comando e observei de longe o Senhor falando com os alunos oficiais, lembrando de quando era eu que estava ali perfilado, ouvindo a voz do Comandante Caveira... Foi em 2004, mas parece que foi ontem! Estou vibrando muito com o Comando de um líder! Pode contar comigo comandante, não estou no QG, mas estou igualmente eufórico e atento a tudo! Pode contar comigo sempre! Abraços,Tenente Ferreira
6:07 AM
Prof. Nogueira . disse...
Cel Mário Sérgio , o seu ''entusiasmo'' , que lhe é peculiar , ao assumir esta nova missão , conforme mencionado em sua entrevista no periódico '' O Globo '' de hoje é contagiante . Certamente , uma '' messe '' de esperanças à família policial-militar , na qual , abusadamente , me incluo . Bom comando , amigo ! Prof. Nogueira , APM D. João VI .
6:26 AM
JOSE disse...
BOM DIA SR CORONEL MÁRIO SERGIONÃO GOSTO MUITO DA PALAVRA "ANÔNIMO", POR ISSO ESTOU ME APRESENTANDO, SOU O 1º SGT PM REF RG 31.163 JOSÉ SANTOS E APESAR NÃO TER TIDO A HONRA DE CONHECÊ-LO QUANDO ESTAVA NA ATIVA, PORÉM, ATRAVÉS DE INFORMAÇÕES OBTIDAS POR OFICIAIS QUE O CONHECEM, FUI INFORMADO DO SEU CARÁTER E SUA CAPACIDADE. NÃO SOU NENHUM INTELECTUAL, PORÉM GOSTO DE EXPRESSAR EM PALAVRA SINGELAS E SINCERAS, DESEJANDO-LHE UM BOM COMANDO E JÁ PERCEBEMOS, MESMO NA INATIVIDADE QUE A TROPA ESTÁ APOSTANDO NA SUA GESTÃO, POIS A PM ESTAVA PRECISANDO DE UMA OXIGENAÇÃO.LI COM MUITA ATENÇÃO O SEU ARTIGO SOBRE O DEBATE NA CHAMADA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ E GOSTEI MUITO DA SUA EXPLANAÇÃO DIANTE DOS "ÓLOGOS" QUE SE DIZEM ENTENDIDOS EM SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E QUE NÃO SABEM NADA A RESPEITO DO TRABALHO DE ALTO RISCOS EM QUE CONVIVEM OS POLICIAIS, OS QUAIS ENFRENTAM FEROZES BANDIDOS ARMADOS COM FUZIS DE ALTO PODER DE DESTRUIÇÃO E ELES NÃO QUEREM ADMITIR QUE O CONFRONTO ARMADO POSSA RESULTAR NA MORTE DOS CHAMADOS E DENOMINADOS POR ELES COMO "CIVIS".QUE DEUS O ILUMINE E TENHA FÉ QUE FARÁ UM EXCELENTE COMANDO, POIS A TROPA E NÓS INATIVOS ESTAMOS CONFIANTES.RESPEITOSAMENTE.
9:37 AM
CB PM BARBOSA disse...
Manda este Sr.Sr. Ignacio Cano ,entrar na maré e se identificar como Policial,para ver se depois ele vai na ALERJ e repete este discurso.
11:03 AM
Emir Larangeira disse...
Senhor Cel PM comandante-geral.
Considerei muito pouco comentar sobre o seu importante artigo e acrescentar mais uma palavra de confiança no seu trabalho que se inicia. Daí, postei-o por inteiro no meu blog, com todos os comentários, e acrescentarei os que se sucederem a partir da última postagem.Desejo-lhe êxito nesta difícil missão! Com o respeito e a consideração de um velho PM.
3:17 PM
CAP PM disse...
Comandante, Gostaria inicialmente em parabenizá-lo por ter alcançado o patamar máximo da nossa briosa, objetivo este que norteia ou ao menos deveria nortear a carreira de todos os jovens que cursaram o CFO.Fico muito feliz em poder ver na PMERJ uma verdadeira mudança, pois com a mudança de geração dos Oficiais que a Comandam tenho certeza que viveremos uma nova época. Desejo ao Senhor toda a sorte e que suas decisões sejam pautadas sempre no melhor para a corporação, independentemente de atender interesses de determinados grupos.Minha continência e meu respeito.
4:23 PM
Simone Tavares disse...
Lendo uma declaração do senhor sobre o acontecido na favela do Gogó da Ema em Belf Roxo, observei que realmente o senhor tem uma boa intenção.Já estava na hora de acabar com os DPO e os PPC.No alto do São Carlos o DPO já saiu , em fim estava localizado no pior local da comunidade.Espero que o senhor faça o melhor em prol da tropa .Só fico triste pois acabei de descobri que o senhor é vascaíno pensei que nós da torcida feminina do flamengo poderíamos contar com o senhor no dia 23 para o jogo do flamengo com o Coríntias. fazer o que ! ninguém é perfeitooo.
6:34 PM
andre disse...
É PRECISO CORAGEMÉ preciso ter força para ser firme, Mas é preciso coragem para ser gentil.É preciso ter força para se defender,Mas é preciso coragem para baixar a guarda.É preciso ter força para ganhar uma guerra,Mas é preciso coragem para se render.Épreciso ter força para estar certo,Mas é preciso coragem para ter dúvidas.É preciso ter força para manter-se em forma,Mas é preciso coragem para ficar de pé.É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,Mas é preciso coragem para sentir as proprias dores.É preciso ter força para esconder os proprios males,Mas é preciso coragem para demonstrá-los.É preciso ter força para suportar o abuso,Mas é preciso coragem para fazê-lo parar.É preciso ter força para ficar sozinho,Mas é preciso coragem para pedir apoio.É preciso ter força para amar,Mas é preciso coragem para ser amado.É preciso ter força para sobreviver,Mas é preciso coragem para VIVER.É preciso ter força para ser Policial,Mas é preciso coragem para ser Policial do RJ.É preciso força para querer uma policia melhor,Mas é preciso coragem para melhorá-la.É preciso ter força para segurar a emoção,Mas é preciso coragem para chorar.É preciso ter força para lutar,Mas é preciso coragem para encarar as dificuldades.FOI PRECISO TER FORÇA PARA ESTAR VIVO,MAS É PRECISO CORAGEM PARA CONTINUAR NA LUTA.Gostaria de parabenisar o Sr.Comandante pela FORÇA e pricipalmente pela coragem de realizar todas essas mudanças em nossa corporação.Já havia passado da hora de alguém mexer com a burocracia ADM.da PM,fui alvejado por vários disparos em dezembro passado e venho passando por sérios problemas financeiros.Ninguém nos diz com clareza o que realmente esse SEGURO de VIDA cobre,ou tem acesso à apólice,o que é direito do Policial e o que é concessão,nesses casos?
7:36 PM
Flavio disse...
Comandante, irei postar algumas mudanças que poderiam ocorrer dentro da PMERJ que certamente serão de grande valia para o avanço de nossa Instituição:1-Intranet em todas as unidades: Hoje qualquer requerimento tem de ser feito nas unidades, ocasionando assim grande entrave a administraçãoA intranet funcionaria da seguinte forma: O Servidor poderia acessar uma página (sítio) de qualquer lugar, onde, através de sua matrícula (pode ser a matricula do Estado ou o número da nova identidade funcional do servidor), o servidor poderia elaborar seus requerimentos, partes e outros, e após o término enviaria para a sua unidade via mensagem eletrônica, e, caso tivesse que juntar algum documento, o mesmo o faria em sua unidade através de envelope contendo o número do protocolo que seria informado ao final da operação que realizasse via intranet. Muitos são os requerimentos que o PPMM tem direito, porém deixam de exercê-los pelo desconhecimento ou pela burocracia.2- Valorização do Policial Militar (independente de graduação ou patente) por esforço intelectual, ou seja, valorizar o PPMM que, mesmo com todas as adversidades ainda conseguiram encontrar formas de estudar, e assim se qualificarem e com isso oferecr um serviço público melhor a sociedade. Ex: Criação de um distintivo onde fosse identificado o Policial Militar detentor do curso de Direito, desta forma esse policial, que continuaria exercendo sua função nas ruas, poderia auxiliar outro companheiro na Rua, evitando assim que policiais conduzissem ocorrências de fatos atípicos para as UPJs, tirando das Ruas uma viatura Policial a troco de nada, onde uma simples orientação seria o suficiente: Posso até citar um exemplo hipotético: Um caminhão passa em uma determinada rua e arranca fios, causando assim danos em sua carroceria, porém, como ninguém reclamou, o motorista continuou seu caminho e logo a frente é interceptado por uma VTR da PMERJ onde, de acordo com a SOP a VTR deveria abordá-lo, isto feito, um dos policiais pergunta a SOP o que fazer, e o mesmo permanece por mais de 30 minuto, parado e esperando a resposta da SOP, que após contato com diversas supervisões, que também não sabiam o que fazer, mandam conduzir a DP. Neste caso podemos ver como a atuação de um Policial com graduação em Direito poderia auxiliar e evitar, até futuros transtornos para a PMERJ e também para os PPMM. O Policial Militar, que seria identificado pelo brevê, ou no caso de ouvir a ocorrência pelo rádio pediria permissão a SOP, informando ser o “Orientador” nº XXX, e que iria auxiliar o companheiro, fazendo com que o operador anotasse nome e RG do “Orientador”. Neste caso hipotético deveríamos observar o seguinte: O crime de dano só é admitido na forma dolosa, ficando excluído de cara qualquer condução a UPJ sendo necessário apenas a identificação do veículo, proprietário e condutor, que seria consignado em um formulário denominado “ relatório de medida assecuratória de direito futuro”, onde ficaria a disposição de qualquer interessado caso quisessem pretender a uma demanda judicial. Vejamos que o caso seria resolvido em alguns minutos, liberando assim a VTR para seu patrulhamento normal nas Ruas da cidade. Vale lembrar que a condução de pessoa que não esteja Presa em flagrante de delito (crime ou contravenção), implica em responsabilidade penal (abuso de autoridade), lembrando também que, no Brasil não existe a tal “condução para averiguação”, fazendo assim com que, sem os fundamentos legais não se admite qualquer tipo de condução de pessoa a UPJ por qualquer fato atípico.Comandante, seria de grande valia a identificação desses policiais, e certamente ira ajudar muito no resgate da imagem da corporação perante a sociedade, que passará a enxergar na PMERJ policiais mais qualificados e preparados.Flavio- SdPM
11:19 AM
Anônimo disse...
Prezado CoronelVenho por meio desta relatar os fatos que vem ocorrendo no meu bairro, ao tomar conhecimento de uma reportagem exibida no jornal Extra no dia 13/07/2009 li que o senhor irá coibir bailes funk, vamos aos fatos que irei relatar ao senhor, sou morador do bairro do Santo Cristo, área onde o policiamento e realizado pelo 5º batalhão, no ano passado em 2008 nesta época do ano, foi realizada uma festa junina na rua Nabuco de Freitas, final da rua, tudo começou legal alguns moradores apoiaram enfim nada de anormal, mais não demorou muito para que uma simples festa junina virasse um baile funk, alguns moradores se uniram realizando ligações para o 190, disque-denuncia, serviço secreto do batalhão, enfim para qualquer órgão ou instituição que pudesse nós ajudar, infelizmente o baile durou quase 3 meses(julho a setembro) e somente acabou após intervenção do comando da policia uma vez que o plantão que estivesse de serviço aceitava o “arrego” e infelizmente fomos vitimas desse baile que não acrescentava em nada nossa comunidade, musicas em volume altíssimo que iam até altas horas da manhã, musicas de baixo calão, com letras fazendo apologia ao sexo e ao crime organizado, até a presença de diversos tráficos do morro da Providência, morro do Pinto, esses elementos portando armas fogo e como uma coisa puxa outra até tráfico de drogas teve no local.Comandante, escrevo essas linhas sabendo que a uma hierarquia mais infelizmente não podemos se sujeitar de novo ao fato que ocorreu ano passado, tenho fé e creio que uma simples ligação sua ao comando do batalhão para averiguar essa denuncia, pois infelizmente o arraia do Nabucão começou esse fim de semana e com ele a bagunça também voltou, sei que eles conseguiram uma licença ou alvará para realização da dita “festa” até o dia 2 de agosto, porém esse final de semana fomos obrigados novamente a ouvir as musicas tocado pela equipe “mensalão” até ás 4 hs da manhã na sexta, e ás 5 horas da manhã no sábado(mesmo chovendo e sem ninguém), será que a sub-prefeitura sabe o que ocorre, pois como diz é uma festa Julina, onde deveria haver musicas julinas”, onde creio eu, que deveria haver um horário pré-determinado para termino é assim em qualquer lugar, além das quadrilhas existem elementos que sempre comparecem ao local, traficantes como Mosca, Valtinho(atual gerente do morro do Pinto), Alex( assaltante, rei do 157, como ele diz), será que teremos que nós arriscar e filmar e divulgar o que ocorre na imprensa, será que inocentes paguem com a vida, eu acredito na policia ainda e tenho certeza que o Comandante irá averiguar e tomar as devidas providências.No aguardo e desejando toda sorte do mundo neste novo desafio.Anônimo
2:55 PM
Flavio disse...
Infelizmente nossa carne a dada ao escárnio dos abutres, que embora não possuam o mínimo de conhecimento de causa (palco dos acontecimentos) teimam em fazer comentários e ainda ousam apontar soluções para o problema de segurança Pública, como se tudo se resolvesse em um passe de mágica. São Doutores, Mestres e bacharéis de toda espécie que insistem em apontar a ferida e oferecer a "cura"_ Data vênia suas posições e títulos, que por nós merecem todo respeito, mas problema de segurança Pública deve ser visto e apontado por quem faz segurança Pública. Na minha posição de Agente de segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Soldado de Polícia, só quem já passou mais de 30 minutos dentro de um beco apertado que compõe o cenário das centenas de favelas que se multiplicam em nosso Estado, tendo que suportar o som ensurdecedor de granadas de fabricação caseiras_ outras nem tão caseiras assim. Tendo que sentir o gosto do “reboco” e do barro sujo na boca. Só quem já carregou o corpo de um companheiro, que minutos antes sorria de uma piada mal contada dentro da VTR, e logo após a ponta de seus dedos atravessam as perfurações provocadas no corpo desfalecido do amigo de “batalha”. Perfurações essas provocadas por armas supersônicas, que como todos sabem deveriam guarnecer nossos Militares (FFAA) para defesa de nossas fronteiras, mas por um “descuido ou outro” acabam chegando as mãos de marginais da lei, marginais estes que se julgam verdadeiros “excluídos sociais”, fazendo até parecer que o Estado atende a todos, e que, por um motivo ou outro a cruz do mundo fora lançada em seus ombros fazendo justificar qualquer ato de barbárie que fosse cometida por estas pessoas.Por outro lado, e não muito divergente do discurso pregado pó estes também temos que suportar outros que por vezes parecem ratificar o dito por aqueles. São Ongs, sociólogos e algumas comissões de Direitos humanos que em sua maioria parecem só lembrar que Humanos são aqueles que morrem em confronto com a Polícia. Desde claro, não seja Policial. Certa vez, ainda nos bancos da Universidade pude assistir a uma palestra sobre o Desarmamento realizada por integrantes de uma Ong que defendia o desarmamento, que, posicionamentos a parte, pareciam mesmo acreditar que o fato de não se comercializar armas no Brasil iria surtir algum efeito sobre o poderio bélico e ‘gringo’ dos traficantes que infestam nossas cidades. Em determinado momento perguntei a um deles se realmente acreditava no que falava, e baseado em que defendiam aquilo que fora trazido e dito em palestra. Não preciso dizer quais foram suas fundamentações e “causos” que justificavam suas posições: “Polícia Isso; população aquilo; Morte de inocentes, bala perdida etc”. Bem, em determinado momento comecei a pensar que queriam mesmo é desarmar o Estado, pois acreditavam que os marginais, consequentemente também se desarmariam, ou seja, Paf! Como em um passe de mágica, teríamos a solução de violência em nosso Estado. (hoje acredito que os policiais do Estado, residentes e servidores, são os maiores interessados na solução do problema, pois no atual quadro são diuturnamente caçados e mortos feito animais).Parabéns pela postagem e siga firme em seus pensamentos, pois inúmeros motivos o farão pensar em não acreditar em seus ideais, mas lembre-se que muitos outros justificam mantê-los vivo.
3:23 PM
Anônimo disse...
POR FAVOR SR. CEL MARIO SERGIO OUÇA OS QUE OS OFICIAIS QOA TEM DE SUGESTÃO PARA UMA MELHOR GESTÃO DE PESSOAL, O QUE AO MEU VER E O GRANDE PROBLEMA DA PMERJ
4:30 PM
Anônimo disse...
AS MUDANÇAS QUE O SENHOR REALIZOU PODEM MANCHAR SEU COMEÇO DE GESTÃO. VERIFIQUE ALGUMAS DAS MUDANÇAS E O SENHOR VAI VERIFICAR QUE ALGUNS COMANDOS QUE VINHAM REALIZANDO UM BOM TRABALHO E COM CERTEZA SE VERIFICAR ATRAVES DE NUMEROS VERÁ QUE ESTOU FALANDO A VERDADE